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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Capoeira é Minha Escola...



...E não tem bala perdida nem tampouco achada
Capoeira que é bamba não tem medo é de nada...


Capoeira de Angola, ontem pura magia na defesa da vida, entre os escuros becos da Janga N’gola, decidindo a sorte e enganando a morte; hoje só mais um simples esporte;


Antes, era luta do fraco contra o forte, Davi contra Golias, o Sul contra o Norte;
E agora, é só briga de macho, pra diversão do mais puro escracho.


Capoeira que um dia foi garantia da vida, sem ter medo da morte, no dia seguinte, foi só diversão desse mercado que garante o esporte da luta do preto surgida no gueto, para competir até o branco saciar seu encanto pelo sangue e pelo pranto;


Assim como o Futebol nacional, a capoeira regional expulsa o ritual do Banto ancestral.

Essa sentença que canto agora, na cadência do meu berimbau sem escola, é fruto de vez, dessa alma germinada em angola...

Yê, Vamos embora...

Ps. Um salve ao M. Boka, M. João Pequeno e M. Tony Vargas que fizeram parte de minha caminhada...!!

domingo, 28 de julho de 2019

N'gola Janga: Território Livre

O MRH, Movimento pela Reparação Histórica no Brasil, dentro de suas atribuições, deu um de seus mais importantes passos ao transformar a Pequena África Carioca em Território Livre, ao dar a partida numa AUDIÊNCIA PÚBLICA, organizada pelo Mandato do Vereador Fernando Willian e pelos membros do Movimento pela Reparação para o Povo Negro e povos indígena (MRPNI), realizada no dia 1 de setembro de 2017, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, contou com a presença da Vice-cônsul de Angola, Senhora Suzana Fernanda A. Pedro e a participação ativa de membros do Movimento Negro (MNU-RJ), do movimento de moradores da Saúde e Gamboa, de movimento social, além de instituições e pessoas interessadas pelo assunto. Assim, foi discutido a Reparação pelo crime de escravidão com a proposta de Revitalização da Pequena África para a PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA da presença do africano escravizado na Cidade do Rio de Janeiro.

Como declarada no Art. 1º do Projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde o Poder Executivo estabelecerá normas, como exigência de reparação pelos crimes de escravidão, a demarcação da área urbana como território histórico para preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado e seu local de trabalho e moradia na cidade do Rio de Janeiro, que entrou em vigor na data de sua publicação, como foi decretado no Plenário Teotônio Villela, em 10 de abril de 2018.

Hoje estamos num momento importantíssimo desse processo; é a hora em que o Povo Negro se organiza para que, efetivamente seja colocada em ação, o processo de revitalização, de ocupação e administração da área, de acordo com a proposta do referido Projeto; iniciando desse modo, de maneira inédita e revolucionária, a Reparação pelos Crimes da História, que foi e continua sendo a Colonização nas Américas, o Tráfico Negreiro e a cruel Escravização de nossos antepassados, na prática do infame comércio que constituiu a riqueza do Brasil e de suas famílias tradicionais.
Reparação já...!!




Ps. Carlos Nobre Ifadjimon-Ifatunjí Ifadjimon-Ifatunjí

Criada, hoje à tarde, a Comissão de Regulamentação da Lei Municipal no.774/2018 ( Lei do Território de Preservação da Memória do Africano Liberto e Alforriado), no prédio da Ação da Cidadania/André Rebouças, em frente ao Cais do Valongo, na chamada Pequena África, dentro do projeto de Reparação Histórica da militância negra..

A comissão tem 20 membros ( com suplentes) formada por organizações negras da região portuária, moradores e intelectuais ligados a causa da Reparação Histórica.

Esta comissão fará um levantamento patrimonial de imóveis ligados ao passado africano, verificar sua utilização e indicar novas ocupações destes prédios, alguns deles abandonados na região.

Ela fará a listagem de bustos, monumentos, estátuas e prédios tombados pelo Sphan, na Pequena África, para verificar também como vem sendo tratados pelo poder público.

Entre as verificações da comissão consta ainda como vem sendo utilizadas as instalações do prédio da Ação da Cidadania, em frente ao Cais do Valongo, construído por André Rebouças, no século passado; o Cais do Valongo e o emprego do título Patrimônio da Humanidade pela Unesco; a Pedra do Sal e o Cemitério dos Pretos Novos.

Nesse sentido, após essa vistoria, a comissão pedirá uma audiência com o prefeito Crivella para detalhar suas reivindicações baseado nova lei aprovada pela Câmara dos Vereadores do Rio, que demarca a região de influência africana.

Pela lei, os militantes têm amplo respaldo para detalhar as destinações dos prédios, sua recuperação arquitetônica, sua utilização e serventia.

Na reunião, cogitou-se que a comissão regulamentadora da lei de reparação deve contar com o apoio de arquitetos, historiadores, biólogos e ambientalistas para responder as necessidades urbanas necessárias para nova gestão da Pequena África, uma área enorme, que abrange quatro bairros com intenso passado africano, no Centro do Rio de Janeiro..

Presente ao encontro, Yedo Ferreira, o líder nacional do movimento de Reparação Histórica, frisou que a lei aprovada em abril passado, na Câmara dos Vereadores, tem por base a categoria de “memória histórica”, ou seja, vai considerar como patrimônios aqueles com passado e uso africano na região, que é intenso e visível.


Nesse sentido, já rola entre os membros da comissão uma revisão afro-histórica: substituir os nomes eurocêntricos das ruas da Pequena África por nomes de africanos ou afro-brasileiros.



[1] Território Preservação da Memória do Africano Liberto e Alforriado
Território Preservação da Memória do Africano Liberto e Alforriado

Largo São Francisco da Prainha, Morro da Conceição, Praça dos Estivadores, Morro da Providência, Morro do Pinto, Cemitério dos Ingleses, Praça da Harmonia, Rua Sacadura Cabral, Túnel Marcello Alencar, Rua Acre, Rua Leandro Martins, Rua Camerino, R. Senador Pompeu, Viaduto São Pedro / São Paulo, Rua Barão da Gamboa, Rua da Gamboa, Rua Pedro Ernesto, Av. Venezuela.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Se Essa Rua... Se essa rua fosse minha; eu Mandava... Eu mandava ladrilhar...

O suor de Gaia são puríssimas nascentes de águas cristalinas que generosamente verte por todos os seus poros. O estrume de Gaia são as fontes do puro ouro reluzente, que alimenta de calor o seu sol interior. As árvores de Gaia, são seus pelos eriçados ao sabor do vento, espargindo energia por todo seu celeste corpo terreno. O misterioso, místico e profundo mar azul, são seus olhos que tudo vê. O solo de Gaia é seu ventre, fecundado e dourado pela luz do sol e pelo fértil humor da maré da lua sempre nua.

Dessa maneira, Gaia baila em completo êxtase pelas avenidas carnavalescas da via Láctea, enquanto é iluminada pelo faraônico brilho solar e pelo intenso farol da faceira meia lua inteira, enquanto rodopia pelo palco do eterno infinito grávida de vidas.

Qualquer pedacinho retirado da carne de Gaia faz uma semente gigante, fazendo desse mesmo corriqueiro milagre um fato bastante banal; banal o suficiente para não mais ser visto, ouvido ou percebido por aqueles a quem Gaia recebe, abriga e embala em seu doce colo de Mãe, durante a passagem desses filhos que justamente aqui vieram, para aprender sobre o milagre comum desse infindo universo, que vem a ser exatamente o milagre da vida.

Dessa maneira, como ingênuos, olhamos para o Sol, olhamos para a Lua, olhamos para o céu, mas raramente olhamos para o colo que vem a ser esse Solo. Sem Gaia, significaria que seriamos um Ser sem ciência de onde pisa. Ou seja, seríamos sem chão, sem caminho de volta para casa, sem comida, sem água, etc.
Mas, mesmo sem ainda saber aonde pisamos, Gaia nos sustenta em seu regato, com víveres e abrigo, em cada um de nossos ingratos passos dados nessa estrada da vida pavimentada por ela; nossa Mãe-terra. 

Mas enfim, continuamos caminhando, cantando e seguindo essa canção destilada por um romantismo paralisante, causador de uma empatia descapacitante que anestesia nossa alma e esteriliza a alma desse planeta chamado Gaia; nossa mais que Nave-Mãe que nos transporta no infinito do espaço e do Tempo.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A Música das Esferas e Suas Incríveis Técnicas de Afinação


Quando se quebra o grito do silêncio com a melodia ensurdecedora de um cantar que vem de dentro, quebra-se também os espelhos paradigmáticos repetidores e refletidores de entropias. Quando se dança a silenciosa melodia dessa natureza viva, se incorpora também o que, antes era um corpo estranho, diante da sintropia do criador com a criatura.

Dessa maneira, fazemos com que se ouça, em auto e bom som, o grito pleno dessa voz muda emitida pelo silêncio surdo; eis a voz do coração que ameniza o cabo-de-guerra ponderado pelos pretextos da razão; dessa razão cultivada exclusivamente na zona de conforto auferida pela cruel competição meritocrática.

A frutífera árvore de nosso éden interior é alimentada pelo no ventre de gaia, que se irriga através das energias cósmicas colhidas na vibração dessas cordas siderais, enquanto nos transforma na semente de seus próprios frutos ao passo que vai se dando abrigo a pássaros, cobras e lagartos cotidianos. Diante disso, seus fractais frutos amadurecem cada qual em seu tempo primordial; processo este que se faz durante o estrondoso silêncio da semente que eclode em cada mente consciente de si mesma, diante desse espelho que reflete o espetáculo no palco da vida, exibindo um show que não para jamais.

Enquanto uns preferem permanecer como parte da platéia, outros escolhem seus papeis se destacando na história ou na direção a ser desempenhada nesse espetáculo universal. Portanto, a maturação do fruto só pode se dá pelo exercício constante da alegria, que é o principal elemento que harmoniza a sinfonia do sonoro silêncio dessa ária jaculada pela alma, permitindo-a ser ouvida, dançada e celebrada à sombra ensolarada de um Sol Maior em plena lacuna fractal desse Tempo sem tempo, que se encontra oculto por detrás do espelho no palco da vida. 

É dessa forma que a trilha sonora determina a Ação nesse show da vida que vale muito mais que um simples milhão; já que nosso show não trata dos rudimentos monetários nem financeiros, ou mesmo algo similar a razão referente ao valor do dinheiro; mas sim, no valor da alegria do Ser em ser o que ele realmente é. Ou seja, o segredo da Técnica é que não existe técnica e nem segredo; só o Ser.


domingo, 14 de julho de 2019

Tratado Geral Sobre Lei Universal

Reza no fractal caput do livro das Leis movedoras dos Universos, um axioma afirmando que, não se dá sem receber e nem se recebe sem dar. Sendo assim, se torna bastante evidente que, tudo aquilo que enviarmos através de nossas intenções e pensamentos, será justamente aquilo que receberemos como resposta, precisa e natural, através da questão posta a esse espelho cristalino que nos rodeia, refletindo nosso Ser e nosso Self ao infinito, diante do imensurável e Único Tempo sem tempo; o Tempo Rei.

Partindo do princípio de que, todo e qualquer pensamento emitido é imediatamente plasmado no Éter, o retorno imediato, positivo ou antagônico, da forma-pensamento emitida, torna-se inevitável tal como o processo semelhante ao da chama de uma vela diante de uma mariposa estreante. É nesse proceder que nossa escuridão interior se faz presente, instalando-se dessa forma, as possibilidades de um Tempo nublado, sem visibilidade, sujeito a ventos e tempestade ao final do período, tal como a singular experiência da ingestão de um medicamento que provoca efeitos colaterais que agem como vampirescas sanguessugas, escondendo a causa primária dos males e exacerbando suas antálgicas consequências.

Sendo assim, na lei da causa e efeito é o nosso livre arbítrio que nos permite atrair e contrair as consequências previsivelmente imprevistas, tal como um Narciso que busca por si mesmo fora de si. Mergulhar no fractal do espelho da vida, é o mesmo que fazer de cada dia uma fotocópia repetida desse cotidiano, criando um espaço tempo em que a pessoa faz dela mesma uma personagem, transformando-se no espantalho da plantação de uma triste história que narra sobre a natureza morta na esquina da vida. 

Para quebrar os ciclos desse círculo vicioso, é necessário invalidar os paradigmas que nos acorrentam a essas imagens cinematográficas refletidas sobre esse espelho hollywoodiano de cada dia que nos dói hoje; é esse espelho que afoga a alma e intoxica o espírito quando espoliamos a imagem oposta para nos locupletar, sem atinar que estamos furtando de nós mesmos, enquanto construímos uma personagem desapoderada de si, e tal como no caso da mariposa e da vela, esse processo proporcionado pelas imagens refletidas nos diáfanos distópicos do cotidiano, provoca em nosso ser uma empatia descapacitante que nos exaure de nossa própria potência, fazendo com que a desenvoltura de andar sobre o fio da navalha seja confundida com a habilidade da aranha desfilando sobre o fio tecido a cada passo dado, até que finalmente, seu mergulho revele a realidade nua e crua, sem efeito especial. Dessa forma, se descobre que, sonegar, o quer que seja, aquele que não é a sua imagem e semelhança, é o mesmo que furtar seu próprio pão, é retirar o próprio chão. É nesse momento que nos afogamos tal como Narciso, ou finalmente acordamos devido ao violento baque da cara na parede do chão percebendo que esse espelho que reflete, também faz refletir, sem jamais se quebrar.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A Matéria Construtivista nas Cores dos Laços de Um Abraço

Se a colossal generosidade de Gaya não mais pudesse ternamente nos manter em seu seio, no acalanto de seu eterno abraço, certamente despencaríamos no umbral do vácuo sideral, indo para além da matéria escura, numa viagem que, provavelmente, transmutaria nossos corpos em antimatéria a bordo desse hercólubus, ao consumir, como ácido, as nossas derradeiras artérias.

Mas, a Mãe Terra, que ressuscita e dá a vida, sempre nos mostra gentilmente os caminhos iluminados pela verdade; enquanto nós, paradoxalmente, julgando pelas aparências tomadas como verdade por nossa íris puramente física; de olhos bem abertos; enxergamos somente as holografias nossa de cada dia, criadas por nós mesmos, como se fora um véu que adorna o real, que se esconde entre as sedutoras ilusões, como quimeras protetoras de nossa consciência, com intuito de fugir da própria escuridão que nos cega até a imaginação.

Abraçar a cada ser vivente ou senciente, é abraçar Gaya; e a cada abraço apertado, vendo a si mesmo no outro, vai se formando gradativamente uma gigantesca rede de abraços que carinhosamente, envolvendo a Gaya, faz com que possamos enfim, corresponder a esse milagroso amplexo, retribuindo a candura com que ela nos abriga em seu seio, nos alimentando de vida durante nessa caminhada sobre as trilhas da Via Láctea.

É essa rede tecida com ternos abraços, embalando e acalantando a energia da vida, que vai transformando, de forma fractal, o microcosmo em macrocosmo. Dessa forma, deixará de haver as causas e efeitos sobre esse tecido de luz confeccionado com células biológicas, que possa vir a ser abarcada nessa gentil, fraterna e terna rede de amplexos em torno de Gaya.