O Ser humano é uma poderosa Usina de pura Alquimia. Dentro de cada um de nós,
existem todos os elementos da natureza, como a água, a terra, o fogo e o ar, além dos
metais de toda a natureza e de todos os elementos existentes da tabela periódica e no universo conhecido. E isso nos dá a faculdade de possuir o dom
dos extremos, fazendo residir em nosso interior o Amor e o ódio, o masculino e
o feminino, a Luz e a escuridão, Deus e o Diabo, o céu e o inferno, e assim por diante; e esse
fantástico estado diatópico e entrópico é proporcionado por todos esses
elementos únicos dos quais somos possuidores. Nosso corpo é um incrível vaso aonde foram misturados e depositados todas as nossas Alegrias, Sentimentos e Emoções experienciadas e
ainda por se experienciar. E o que fazer com essa sopa de contradições e paradoxos que alimentam
diuturnamente o nosso espírito e nosso estado de arte do viver...?
Se dermos uma pausa para observarmos esse
caldeirão de Emoções, perceberemos que essas mesmas emoções têm sua origem única
em nossa falta de entendimento do que se passa ao nosso redor, nossas relações com a realidade, etc.; a questão seria o que fazer com essas
emoções...? (Tristeza, medo, raiva,
insegurança, etc). Primeiramente elas não devem ser julgadas ou reprimidas,
mas sim, deveríamos procurar olha-las de uma posição neutra, a fim de que possamos nos
tornar emocionalmente calmos para
que nunca tomemos decisões baseados na emoção; visto que, normalmente, tais decisões sempre se mostram equivocadas.
Ser levados pela emoção (que são provocadas pelo mal entendimento),
traz desiquilíbrio; tal como uma criança quando se acidenta, se chocando contra
uma mesa; a culpa de seu desconforto não deve ser atribuída a mesa, mas sim, a
dor. Ou seja, a causa não é externa a si; é interna. Desse modo, aprendemos a
lidar com nossa dor e não responsabilizar essa condição a outrem. Dessa forma,
deixamos de ser vítima ou de sentir raiva, e focamos na resolução do problema;
deixando de escolher a raiva como emoção que domina nosso ser. Dessa maneira,
temos três escolhas: Manter a emoção dentro de nós mesmo, intoxicando-nos; usar
a emoção para aprender sobre a gente; ou usá-la contra outra pessoa, provocando um lamentável efeito
dominó.
É através do silêncio interior que identificamos nossas emoções, para que ela possa
se mostrar; visto que, as mesmas, são como nuvens que esconde o sol. Dessa maneira,
assumindo a responsabilidade sobre ela, é a única forma de evitarmos nos tornar
vítimas dessas mesmas emoções, impedindo dessa forma, de nos afogar ao
mergulhar fundo nessas mesmas emoções; partindo do princípio de que a vida não
é uma questão de estar certo, mas sim,
é uma questão de ser livre. Dessa maneira,
podemos escolher entre suprimir ou assumir
nossas emoções. Mas, isso requer a disciplina
da coragem e da honestidade para conosco mesmo.
Análogo a alquímica emoção, são também os sentimentos; deveríamos nos indagar então, como fazer para convocar os bons Sentimentos...? Sentimentos são sussurros do coração; são respostas a uma crença, assim como as emoções, os sentimentos não devem ser negados nem suprimidos, mas sim, podem e devem ser mudados, transmutados quando os mesmos se mostram tóxicos. Os Sentimentos são nossos professores, e as emoções são nossos alunos.
E a melanina, o carbono do qual somos constituídos, produz toda a
energia do multiverso necessária para que possamos mudar nossa realidade, desde
o momento que assim escolhermos. Nós somos os responsáveis por nossa realidade,
por nosso devir, por nosso vir-à-ser; porque somos; sempre fomos; e assim é. Sendo
assim, o primeiro passo de transmutação nessa caminhada do Ubuntu à Alquimia, seria
o de se olhar para o outro como olhasse para si mesmo. Dessa forma, nossos
sentimentos e emoções se transmutariam em alegria; pois nascemos com direito a
alegria; a fim de sermos alegres na felicidade, e mais alegres ainda na
tristeza. Porque assim é...

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