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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Professores: Os Verbos, predicados e sujeito da palavra falada

Os dias vividos, uma vez transformados, como os números que dão linearidade as páginas de um livro autobiográfico que se pode desfolhar ou ocultar; quando expostos nas intocadas estantes das bibliotecas públicas ou publicamente escondidos nos escaninhos acadêmicos virtuais da vida fatiada pelos lattes formatadores de estigmas e estereótipos; tais dias são contidos e acondicionados no invisíveis registros akáshicos dos compartimentos corpóreos. E esse corpo fala e grita para os mundos entrelaçados por intercessões de mundos paralelos, simultâneos e circulares.

O corpo, sendo uma história on-line; é a tela onde a memória imprime e reimprime a própria história, cujos   discursos são elaborados e proferidas pelas palavras que dão vida ao passado; enquanto no presente, ela, essa palavra, tem o poder de cortar como uma afiada navalha, e também pode quebrar muitos ossos. As palavras são como pedras atiradas, que uma vez proferidas, não haverá obstáculo que intercepte seu caminho em direção ao alvo, cujos efeitos são dialéticos, maiêuticos e diatópicos, como as muitas pessoas dentro da própria pessoa.

Dessa forma, os mantras vividos ao som de cada dia que se segue, nas idas e vindas que se circundam num ininterrupto espiral, como um fractal que faz parte da harmonia que compõe o universo atemporal, nos mostrando que tudo o que está acima, é também o que está abaixo, enquanto o que está dentro, é também o que se encontra fora. Portanto, como sujeitos, através do som primordial desse verbo por nós proferido, falamos o futuro, dando sentido ao presente e formato ao passado nas entrelinhas e reticências de nossa incontinente inconsciência, e tudo se faz, porque assim é...



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