Os elos, forjados pelas
representações, entrelaçando-se entre si durante um vulgar ritual de
acasalamento, vão compondo as fortes correntes que seguram com uma firmeza raivosa os paradigmas formatadores
de nossa realidade objetiva, após o perverso e mórbido processo de cativar
nosso subjetivo; processo este que habilmente nos prende a teia conjuntural da mega
estrutura mundial do servilismo absoluto, para saciar a voracidade da patriarcal viúva branca ocidental.
Uma vez tendo assimilado e aceito
essa realidade posta, e imposta por esse ente
empresarial regulador do Estado; o cidadão é devidamente dominado através do
controle econômico e social, legitimando-se dessa forma, como pseudo-cidadão,
com direitos relativos e deveres absolutos nos termos da força de lei.
Falo como um cidadão desobediente
epistemológico, resultado da síntese entre Nietzsche e Fanon, que não se dobrou
a inculcação do medo que produz e controla os imbecis, domesticando-os, como se
adestra a quaisquer animais. Visto que, essas vítimas do assimilacionismo
eurocentrado após desumanizadas por esse vil processo, transformam-se num não
ser.
Essa aberração em que o negro se
transformou, com a aceitação de sua imagem pintada por bovinos eruditos e por
gangues de cínicos leucodérmicos, uma vez envolto pelo pass-par-toute das
categorias do senso e do contrassenso, que não permite que ele possa distinguir ambas
as categorias, impede qualquer possibilidade de negação dessa imagem fabricada,
impedindo-o de transcender-se num novo recomeço. Caímos, dessa forma, na armadilha
da contradição; num círculo vicioso onde um branco tenta ser negro e o negro
tenta embranquecer, num processo de duplo narcisismo; desdenhando assim, o
universalismo da condição humana e de ser humano.
A forma maiêutica e diatópica de
colocar as coisas, materialmente, em seus devidos lugares, seria o caminho para
a desalienação. Visto que o negro costuma tomar diversas posições frente ao
mundo dos brancos; essa assunção deve ser em massa. Deixando assim então, de usar o
uniforme tecido por séculos de estupidez que impôs ao negro um desvio existencial, fazendo da alma negra uma mera construção do homem branco.
Ao analisar mais de perto esse
homem; o Ser humano em si; percebemos que ele é um ser intuitivo e criativo,
sem ser um Ser pensante; pois deixou de perceber que faz parte da natureza, uma
vez que em contato com ela, passou a codifica-la, com o intuito de poder controla-la;
criando, desse modo, o que ele classificou como cultura. Sendo assim, a cultura passou a ser
um processo que afastou o homem da natureza, apartando-se de si mesmo nesse taxionômico
exercício de codificação e representações.
Agora, perdido em si mesmo, ele se
procura. Mas para isso ele necessita decodificar e decodificar-se para tornar
possível a sua desalienação. Ou seja, ele precisa tornar-se um ser pensante; e
o primeiro passo para isso, é sua reaproximação com a natureza; com sua
natureza; abolindo, dessa maneira, tudo que ele mesmo se impôs como cultura de
controle e de egolatria do homem-produto, com barras de valores e tempo de
validade.
https://www.facebook.com/PoderNegro4P/videos/1249935398449554/

Nenhum comentário:
Postar um comentário