Total de visualizações de página

Pesquisar estehttp://umbrasildecor.wordpress.com/2013/05/29/jornal-cobre-lancamento-de-escrito blog

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

INVICTUS

Bate-me e ameaças-me, agora que levantei minha cabeça e gritei "basta" (...) condenas-me a escuridão eterna. Agora que minha alma eterna de África se iluminou e descobriu o ludibrio; e gritei, mil vezes gritei: "basta". Arma-me grades e queres crucificar-me. Agora que rasguei a venda cor-de-rosa e gritei "basta"...

Faço minha, as palavras da poeta moçambicana Noemi de Souza, diante desse instituto oficializado, obviamente, de maneira cínica, hipocritamente implícita. Isto é, na prática se apresenta sobre o invólucro de uma pueril inocência; fato que lhe dá a aparência de legitimidade. Isso resulta numa histeria coletiva, quase religiosa, instalando um execrável sentimento provocado, capitaneado e naturalizado pela perversa mídia mundial. Falo do irascível e prosaico racismo trazido como um pesado fardo pros descendentes de africanos escravizados no Brazill. Foram mais de 120 milhões, oficialmente sequestrados, somente para este país chamado Brazill. Considerando que os números ditos oficiais representam a pontinha de um gigantesco iceberg, isso mostra o hediondo tamanho desse flagrante delito.

Esse crime corrente, atual e flagrante, que a sociedade; habilmente direcionada pelos próprios criminosos que gerem o país, e todas as instituições vigentes; fecham os olhos pra essa realidade nefasta reproduzindo os jargões determinados pela mídia racista, protegendo dessa forma, os criminosos com nome, Cep e procedência; devidamente identificados. Dessa maneira, além de cúmplice, nossa sociedade e suas instituições tornam-se também criminosa, partícipe de um crime secular, infame e cruel.

As vezes, durante os meus delírios de justiça,  penso que a redenção dessa cínica sociedade vampira, deva estar nas mãos do Sr Destino; um velho Senhor que se veste de preto e porta uma afiada foice faceira. Só delírios de um ser sedento pelo direito à vida.





Nenhum comentário: