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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sobre os grafiteiros do Saara...

Tatuaram na memória preta, uma história branca; Uma saga saxã grafada com o sangue negro esguichado das veias abertas da África; Sangue que escorre continuamente sobre a melanina, ante uma passiva multidão de meninas nuas com impassíveis olhos de ébano, que a tudo assiste sem nada dizer. Meninas pretas nuamente vestidas de branco, como virgem nubente, dispostas a ser um não ser...

Nos quatro cantos das paredes dessa preta memória, grafitaram grades e correntes para adornar a mente compactada pelo colono triturador de dores melanodérmica; imagens compactadas nos escaninhos das emoções sequestradas em além mar: mais uma vez...

passaram no moedor a carne mais barata do planeta...A Carne preta: Preta por ter, sem nunca ser,   Pra não Ser pret à porter... PRETO HÁ POR SER...

Enquanto isso, estamos de novo na moda... Preto Fashion Pride...

Genocídio is Beautiful...

Agora oferecidos Á la carte ou em partes em toda a parte,,, Especialidade saxã da sacana culinária ariana... fato consumado: somos consumidos e não consumidores; Grafitados com as cores permitidas pelo mercado branco; a cor certa dessa sociedade esquizofrenicamente estrábica, que desde ontem passeia pelo museu do amanhã vislumbrando surras e cadáveres dessa preta natureza morta; natureza falecida em consequência dos inúmeros golpes de canetas e cassetetes; as principais armas brancas de destruição da negra massa nessa galeria da arte oficializada pela infâmia, trazendo a moda do vermelho e preto como cores secundárias na memória desse grafite  do museu do hoje grafado...  

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