O Brasil é um país tropical
abençoado por Deus, onde habita um Povo que constitui a maioria da
população, Povo esse que é classificado como minoria pela elite branca que
controla o governo; elite branca que compõe uma ínfima parte das gentes
desse país e que não chega a 0,01% da população pluriétnica do Brasil.
Falo do Povo Negro que hoje chora pelas brancas vidas que pereceram
no atentado a bomba no Centro de Paris; fato causado justamente pelos inúmeros atentados que essa nação tem realizado rotineiramente em torno de todo o
planeta, em parceria com as demais superpotências. Ironias do destino, esses
Negros e Negras hoje se sensibilizam com o destino dos mesmos brancos que se
dedicam a persegui-los, humilha-los, tortura-los e trucidá-los ao bel prazer.
É uma forma heroica e
toda preta de se encarar o destino, quando se consegue abdicar de si mesmo, de
sua personalidade; é sem dúvida uma renúncia ímpar. Mas, não se trata puramente
de um caso de altruísmo desinteressado, mas sim, de um altruísmo construído de
forma magistral pela elite, após fazer uso capcioso da mídia como instrumento
de controle das emoções.
A forma que se dá
esse processo de controle das emoções, leva ao controle das subjetividades; e do controle das subjetividades, o controle total. Desse modo, o Povo Negro, sem nem saber
que não sabe, ele se sensibiliza com a dor do Povo Branco e permanece
impassível ao sofrimento dos próprios pares, assimilando todo o discurso que a
mídia lhe impõe, enquanto desenvolve seu sentimento de pretofobia.
O Povo Negro, com seu
auto ódio e baixo estima, reproduz como papagaio o discurso branco de forma
fácil e tenaz, agarrando-se ao seu algoz como se agarra a uma tábua de salvação
durante o naufrágio de suas emoções. Seu reflexo, negro como sua sombra, faz
com que ele seja seu próprio obstáculo a caminho de seu futuro.
Entre Paris e a Nigéria,
existe uma estrada de desumanidades cercadas de avenidas com Casas Brancas, cada Casagrande alvejada habitada por uma elite sem vergonha de pisar nos jardins das casas pretas, fazendo de
nosso país um imenso e continental campo de concentração preto sem que haja qualquer reclamação; é o dólar que cobre o dolo de cada branco que trucida, suplicia e mata a vida que insiste e persiste em cada alvo negro que anda zumbizando por ai nesse mundão de Deus, Jáh, Javé e Olodumaré.
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