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domingo, 27 de setembro de 2015

Tumbeiro pós moderno Maquiaveliano brancoide ou Educação brazileira do Brazill


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Posted by Correio do Rio on Domingo, 27 de setembro de 2015



Vamos falar da arma mais poderosa que existe capaz determinar os rumos de um povo, de um país, pátria ou sociedade: vamos falar de EDUCAÇÃO.
Meditando sobre os caminhos do sistema educacional brasileiro, verificamos que, a exemplo da política que faz dobradinha com a religião, a educação faz dobradinha com o empresariado. Se olharmos para o congresso nacional, veremos que a função dele é a de uma igreja em plena pregação; se observarmos mais de perto a educação veremos que ela se tornou uma produtora de subalternidades, tendo a função de fabricar mão-de-obra barata para empresários que costumam usar trabalhadores escravos como produtores de sua riqueza e sucesso.

Verificamos também que as profissões pertencentes as famílias ricas, como a medicina, engenharia e afins, tem seus profissionais da área normalmente com sobrenomes europeus, enquanto os técnicos, auxiliares e similares, são os Joãos e Josés. Ou seja, são sempre subalternos. É assim que hoje localizamos os descendentes dos “libertos” pela princesa branca chamada de Isabel, lembrando que ela também era proprietária de escravizados.

Hoje nós, os “afrodescendentes”, fomos oficialmente transformados em escravos de ganho, aquele que produz o lucro e entrega nas mãos do patrão, ficando com uma parte insignificante, o suficiente para à sobrevivência, para que possamos continuar a produzir mais riquezas para o patrão. Nossa carteira de trabalho e nossa identidade comprovam essa subalternidade e subserviência aos eurodescendentes, sendo apoiado por esse sistema educacional-político-religioso de forma geral e irrestrita.

São absurdas as leis, criadas e corrompidas, para que se possa manter essa conjuntura escravocrata e genocida brazilleira, onde a maioria é chamada de minoria e aceita, sem estranhar, ser tratada como tal. A educação nos vende a ideia de nossa LIBERDADE como se ela fosse real, visível e palpável; acreditamos, e como papagaios, repetimos tais leis acreditando nessa liberdade enclausurada nos discursos, enquanto seguimos sobre a chibata dos tiros, porradas e bombas.
Essa é a nossa pátria educadora, a capital da educação, que nos ensina a sermos bons escravos de Jó, jogando caxangá no circo sem pão, sem água, só contas a pagar...


"Não sou a favor da violência desenfreada, mas sim da justiça. Acho que se os brancos forem atacados por pretos e se as forças da lei forem incapazes, insuficientes ou relutantes de proteger os brancos dos pretos, então os brancos devem se proteger ese defender dos pretos, recorrendo às armas se for necessário. E acho também que quando as forças da lei deixam de proteger os pretos dos ataques dos brancos, então os pretos devem recorrer as armas, se necessário for, para se defenderem."


Malcolm X


3 comentários:

casa disse...

Não seria a ideologia dos Brancos ETNOCENTRISMO?

casa disse...

A questão é que o trabalho de formiga na educação não se sobrepõe ´´´´´´´´´´a ideologia dos brancos mesmo que em seu quadro haja mestiços brancos ou negros . Sabemos disso , pois vivenciamos isso em dentro dos ambientes escolares , universitários e outros.
O enfrentamento estará na desestruturação de um modelo de estado que em suas entranhas disseminam a cultura das indiferenças, divisões , aniquilações , as leis estão prontas para isso , estão prontas para perpetuar a cultura da separação.
A entranha cultural é o grande armazém em que são guardados os preconceitos , os crimes , a exclusão de todos os que são subalternos ao estado elitista capitalista .
O estado por si , já é o grande caminho onde os devaneios das indiferenças se faz presente. O status quo de poder centralizado se revela de certa forma desacreditado , mesmo que ainda possa ser a saída de médio ou longo prazo para qualificar a vida da massa subserviente.
Então há de se pensar em pequenas sociedades federalizadas , pois não pode-se pensar em transformações , tantas sem que se objetive um modo de vida de fato justo e acolhedor á todos sem distinções .
Não espero o banho de sangue , seria hipocrisia dizer que quero morrer . Não , não quero , ninguém quer , mas as transformações sociais , políticas , econômicas e culturais precisam mudar.....e se não pregarei o banho de sangue , faz-se necessário todos os tipos de manifestações possíveis .

Rael Rasta disse...

Disse tudo...!!!