Religião, política e poder; um trio parada
dura que nos faz estremecer. Principalmente quando nos lembramos da era em que
a religião comandava a sociedade; período este conhecido como idade das trevas, pelas sua sinistra e
gigantesca maldade. Portanto, quem estudou história, sabe exatamente do que os
religiosos são capazes em nome de Deus, do Cristo e de seus anjos brancos.
Hoje nosso congresso se vê de novo com
a idade das trevas batendo à sua porta, e o país se comporta com a contumaz
sujeição divina aos novos e divinos
lobos de terno e batina. Como os
adeptos do evangelismo se importam mais com suas ofertas e dízimos: subornos e
propinas divinas, visto que a história, a geografia e a gramática não fazem
parte do cardápio da alma, cabendo somente
às promessas das recompensas pós-sofrimento em vida, mesmo inconsequente e sem
senso, em sua visão tacanha de consenso.
O poder é pendor sem pudor dos
sedentos em pisar em cima de seus semelhantes, mesmo que tenham que fazer uso
da capa, da espada e da máscara simbólica do heroísmo burlesco, para usufruir
da pueril bondade alheia.
Desse modo, a política e a religião
novamente dão as mãos, para juntos de novo, escravizar e recolonizar o próprio
povo, sugando espírito e corpo respectivamente, e reinando outra vez sobre
montanhas de cadáveres marginalizados por seus pensamentos e opiniões antagônicos.
Esses cadáveres que, como Zumbi de Palmares até o dos mortos-vivos da Candelária,
vagam com suas ideias-sementes por mentes desescravizadas, contadores e fazedores
de histórias, de geografias e gramáticas de formas dramáticas nas vias crusis
do negro drama.
Podem parar os ônibus e expulsarem
os corpos pretos e descamisados; Podem subir as favelas e trucidar os pequenos
infantes, futuro da nação; Podem abortar vidas pretas e autóctones deste Brasil
varonil; mas, certamente, as atrocidades, assassinatos categóricos e o infame genocídio
da única raça humana; a raça negra; só faz com que esses euros filhos sem mãe,
vindos da pátria que os pariu na idade das trevas e da pedra, promova sua autodestruição
como pretensa raça humana, e a chance de poder sair finalmente, da prosaica categoria
de humanada: essa alva raça inumana.

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