SENHORAS E SENHORES,apresentamos nosso novo colunista/articulista,ISRAEL OLIVEIRA.Aguarde que vem coisa boa por aí.
Posted by Jornal DAKI on Quinta, 3 de setembro de 2015
Vamos conversar sobre tratados e
leis. Nos ensinaram na escola que o Brazil foi descoberto pelos portugueses em
1500; essa mesma escola nos ensinou que os portugueses dividiram esse mesmo
Brazil com os espanhóis, antes mesmo de sua descoberta. Dúvida que não se cala é de como se divide
uma coisa, nesse caso um país, que ainda nem foi descoberto...!?
É de se lastimar que nossas leis
sigam o mesmo sombrio senso desse tratado escuso de Tordesilhas. Quando paramos
para meditar sobre elas, percebemos a perversidade que a mesma traz no corpo de
seu caput. Falando sobre leis que vieram para legalizar o cidadão de cor;
dessa maioria classificada e catalogada como minoria nesse espetáculo de tratados
e leis; a inserção da pessoa negra na sociedade ficou, só nas manchetes da
constituição brazilleira. Aquela mesma constituição parlamentarista copiada da
Alemanha, França e Espanha, transformada num Frankstein para atender um país
presidencialista habitado por diferentes povos e etnias.
Poderíamos falar sobre a
ineficiente lei Euzébio de Queirós, da astuta e lucrativa lei do ventre livre,
da perversa lei do sexagenário, ou mesmo da farsa da lei áurea; mas falarei da
lei 10.639/2003 aprovada a mais de dez anos atrás.
Essa lei que torna obrigatório, em
todos os níveis de escolaridade, o ensino a arte e cultura afro africanas nas
escolas públicas brazilleiras. Até o presente momento, essa lei não interferiu
em nada na configuração das relações raciais na educação e, consequentemente,
na sociedade.
Sua aplicação, lamentavelmente
ainda se resume à efemérides representativas do calvário do povo negro, reforçando
a representatividade do seu lugar de invisibilidade como premissa.
Os catalogados como
“afrodescendentes”, continuam tutelados pelo Estado e sem o status de cidadãos
plenos; tal quais os indígenas; enquanto o evento de seu genocídio acontece,
sem que essa pessoa afro, nem saiba que não sabe.
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