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domingo, 27 de setembro de 2015

Raça e poder

Religião, política e poder; um trio parada dura que nos faz estremecer. Principalmente quando nos lembramos da era em que a religião comandava a sociedade; período este conhecido como idade das trevas, pelas sua sinistra e gigantesca maldade. Portanto, quem estudou história, sabe exatamente do que os religiosos são capazes em nome de Deus, do Cristo e de seus anjos brancos.

Hoje nosso congresso se vê de novo com a idade das trevas batendo à sua porta, e o país se comporta com a contumaz sujeição divina aos novos e divinos lobos de terno e batina. Como os adeptos do evangelismo se importam mais com suas ofertas e dízimos: subornos e propinas divinas, visto que a história, a geografia e a gramática não fazem parte do cardápio da alma, cabendo somente às promessas das recompensas pós-sofrimento em vida, mesmo inconsequente e sem senso, em sua visão tacanha de consenso.

O poder é pendor sem pudor dos sedentos em pisar em cima de seus semelhantes, mesmo que tenham que fazer uso da capa, da espada e da máscara simbólica do heroísmo burlesco, para usufruir da pueril bondade alheia.
Desse modo, a política e a religião novamente dão as mãos, para juntos de novo, escravizar e recolonizar o próprio povo, sugando espírito e corpo respectivamente, e reinando outra vez sobre montanhas de cadáveres marginalizados por seus pensamentos e opiniões antagônicos. Esses cadáveres que, como Zumbi de Palmares até o dos mortos-vivos da Candelária, vagam com suas ideias-sementes por mentes desescravizadas, contadores e fazedores de histórias, de geografias e gramáticas de formas dramáticas nas vias crusis do negro drama.

Podem parar os ônibus e expulsarem os corpos pretos e descamisados; Podem subir as favelas e trucidar os pequenos infantes, futuro da nação; Podem abortar vidas pretas e autóctones deste Brasil varonil; mas, certamente, as atrocidades, assassinatos categóricos e o infame genocídio da única raça humana; a raça negra; só faz com que esses euros filhos sem mãe, vindos da pátria que os pariu na idade das trevas e da pedra, promova sua autodestruição como pretensa raça humana, e a chance de poder sair finalmente, da prosaica categoria de humanada: essa alva raça inumana.


Tumbeiro pós moderno Maquiaveliano brancoide ou Educação brazileira do Brazill


<< UMA HISTÓRIA INCONVENIENTE PARA A ELITE BRASILEIRA >>Num momento em que o fenômeno do "arrastão" ressurge novamente...
Posted by Correio do Rio on Domingo, 27 de setembro de 2015



Vamos falar da arma mais poderosa que existe capaz determinar os rumos de um povo, de um país, pátria ou sociedade: vamos falar de EDUCAÇÃO.
Meditando sobre os caminhos do sistema educacional brasileiro, verificamos que, a exemplo da política que faz dobradinha com a religião, a educação faz dobradinha com o empresariado. Se olharmos para o congresso nacional, veremos que a função dele é a de uma igreja em plena pregação; se observarmos mais de perto a educação veremos que ela se tornou uma produtora de subalternidades, tendo a função de fabricar mão-de-obra barata para empresários que costumam usar trabalhadores escravos como produtores de sua riqueza e sucesso.

Verificamos também que as profissões pertencentes as famílias ricas, como a medicina, engenharia e afins, tem seus profissionais da área normalmente com sobrenomes europeus, enquanto os técnicos, auxiliares e similares, são os Joãos e Josés. Ou seja, são sempre subalternos. É assim que hoje localizamos os descendentes dos “libertos” pela princesa branca chamada de Isabel, lembrando que ela também era proprietária de escravizados.

Hoje nós, os “afrodescendentes”, fomos oficialmente transformados em escravos de ganho, aquele que produz o lucro e entrega nas mãos do patrão, ficando com uma parte insignificante, o suficiente para à sobrevivência, para que possamos continuar a produzir mais riquezas para o patrão. Nossa carteira de trabalho e nossa identidade comprovam essa subalternidade e subserviência aos eurodescendentes, sendo apoiado por esse sistema educacional-político-religioso de forma geral e irrestrita.

São absurdas as leis, criadas e corrompidas, para que se possa manter essa conjuntura escravocrata e genocida brazilleira, onde a maioria é chamada de minoria e aceita, sem estranhar, ser tratada como tal. A educação nos vende a ideia de nossa LIBERDADE como se ela fosse real, visível e palpável; acreditamos, e como papagaios, repetimos tais leis acreditando nessa liberdade enclausurada nos discursos, enquanto seguimos sobre a chibata dos tiros, porradas e bombas.
Essa é a nossa pátria educadora, a capital da educação, que nos ensina a sermos bons escravos de Jó, jogando caxangá no circo sem pão, sem água, só contas a pagar...


"Não sou a favor da violência desenfreada, mas sim da justiça. Acho que se os brancos forem atacados por pretos e se as forças da lei forem incapazes, insuficientes ou relutantes de proteger os brancos dos pretos, então os brancos devem se proteger ese defender dos pretos, recorrendo às armas se for necessário. E acho também que quando as forças da lei deixam de proteger os pretos dos ataques dos brancos, então os pretos devem recorrer as armas, se necessário for, para se defenderem."


Malcolm X


domingo, 13 de setembro de 2015

Polícia militar, a máquina de abortar ou...Maioridade fetal...!!


A mais nova obra de Vik Muniz: George Stinney Jr.Aos 14 anos, George foi condenado à cadeira elétrica e executado na...
Posted by Anistia Internacional Brasil on Sábado, 12 de setembro de 2015


Meu povo preto, desta vez vou resistir bravamente e não vou falar sobre ética, legalidade ou sobre a moral que permeia a nossa questão do momento, já que vamos falar sobre leis. Vou me ater somente aos fatos registrados nos artigos da lei chamada de lei do ventre livre, que foi “generosamente” redigida por um governo bastante preocupado com as “peças”, como era chamado o negro escravizado, de seu querido “povo”(do governo) brazilleiro residentes no Brazill. Desse modo, essa lei previa a liberdade dos infantes, filhos dessas peças escravizadas.

Para compreender melhor essa lei temos que observar mais de perto os artigos onde reza que esses infantes ficariam sobre guarda de seus carrascos. Digo, dos distintos senhores escravocratas, até completarem vinte e um anos de idade.

Esse mecanismo foi necessário para resolver um pequeno detalhe que o governo ainda não havia previsto, que era justamente a falta de estrutura para abrigar tantas crianças, já que o povo negro somavam cerca 85% da população.Desse modo, esse problema foi sanado.

Mas eis que surge outro; que motivos teriam os carrascos. Quero dizer, os distintos senhores escravocratas, para ser babá de neguinho, assumindo, dessa maneira, as funções que o governo deveria assumir...?

Eureca... Foi só abrir a carteira entupida de dólares e os problemas se acabaram; resultado: a cada infante o governo decidiu que pagaria uma considerável quantia até que o neguinho chegasse a maioridade. E assim, tudo se resolveu; o governo saiu bem na fita, por seu altruísmo e grande generosidade e os carrascos. Quero dizer, os respeitáveis senhores escravocratas passaram a lucrar com as mulheres negras grávidas.

Desse modo, houve um considerável aumento da população negra, surgindo assim, os mulatos, morenos, marrom bombos, os quase pretos e quase brancos, na medida em que coincidentemente, o número de estupros aumentavam em 100% e a profissão de ama-seca se naturalizaram no Brazill colônia.

Desses mulatos, chamados assim por acreditarem que, como as mulas, eles não poderiam se reproduzir, salvo se relacionassem com brancos; esses como filhos bastardos dos sinhôs, começaram por ter o privilégio, além de braços e pernas de seu senhor, ser também os capitães-do-mato. Sendo assim, eram eles que executavam as ordens dos senhores nas caçadas, torturas e mortes dos mais pretos, os negros fujões.


Dessa maneira, surgiu a polícia militar brazilleira que hoje cumpre o seu papel de manter os descendentes desses distintos escravocratas no poder sem serem incomodados por quem quer que seja. Com esses afrodescendentes no lugar certo, a colonização teve tudo para se perpetuar. Por isso até hoje esses policiais trazem em seus uniformes as iniciais GRP, Guarda Real Portuguesa, que mostra a quem eles pertencem, para quem servem as leis que supostamente são feitas em benefícios dos pretos, dos quase-pretos e quase brancos.

Baixar a maioridade penal é oficializar a matança promovida pela Guarda Real portuguesa, nossa respeitável e corrupta polícia militar, esses valentes afrodescendentes filhos das pretas que os pariu, estupradas pelos distintos Sinhôs escravocratas. Nossas crianças não são Sírias, mas são sérias na arte da sobrevivência. Este foi principal motivo que levou nosso respeitável, distinto e corrupto congresso nacional a ter aprovada a redução da maioridade fetal e o IBGE a inventar a cor PARDA: enquanto um se transforma em estatística o outro vira papel onde são grafados a constituição e o discurso do "todos somos humanos, somos uma só raça". Será que somos mesmo...!??






quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Comunicando o papo reto


SENHORAS E SENHORES,apresentamos nosso novo colunista/articulista,ISRAEL OLIVEIRA.Aguarde que vem coisa boa por aí.
Posted by Jornal DAKI on Quinta, 3 de setembro de 2015

Vamos conversar sobre tratados e leis. Nos ensinaram na escola que o Brazil foi descoberto pelos portugueses em 1500; essa mesma escola nos ensinou que os portugueses dividiram esse mesmo Brazil com os espanhóis, antes mesmo de sua descoberta.  Dúvida que não se cala é de como se divide uma coisa, nesse caso um país, que ainda nem foi descoberto...!?

É de se lastimar que nossas leis sigam o mesmo sombrio senso desse tratado escuso de Tordesilhas. Quando paramos para meditar sobre elas, percebemos a perversidade que a mesma traz no corpo de seu caput. Falando sobre leis que vieram para legalizar o cidadão de cor; dessa maioria classificada e catalogada como minoria nesse espetáculo de tratados e leis; a inserção da pessoa negra na sociedade ficou, só nas manchetes da constituição brazilleira. Aquela mesma constituição parlamentarista copiada da Alemanha, França e Espanha, transformada num Frankstein para atender um país presidencialista habitado por diferentes povos e etnias.

Poderíamos falar sobre a ineficiente lei Euzébio de Queirós, da astuta e lucrativa lei do ventre livre, da perversa lei do sexagenário, ou mesmo da farsa da lei áurea; mas falarei da lei 10.639/2003 aprovada a mais de dez anos atrás.

Essa lei que torna obrigatório, em todos os níveis de escolaridade, o ensino a arte e cultura afro africanas nas escolas públicas brazilleiras. Até o presente momento, essa lei não interferiu em nada na configuração das relações raciais na educação e, consequentemente, na sociedade.
Sua aplicação, lamentavelmente ainda se resume à efemérides representativas do calvário do povo negro, reforçando a representatividade do seu lugar de invisibilidade como premissa.
Os catalogados como “afrodescendentes”, continuam tutelados pelo Estado e sem o status de cidadãos plenos; tal quais os indígenas; enquanto o evento de seu genocídio acontece, sem que essa pessoa afro, nem saiba que não sabe.

A lei 10.639 atualmente tem a real função de transformar a subjetividade do povo negro em números estatísticos a serem confinados em mais alguma data comemorativa inserida nos projetos de governadores, prefeitos e diretores de escolas públicas; guardando as raríssimas e honrosas exceções, a luz do túnel.