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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mão na cabeça, cara no chão e pernas separadas agoraaaaaaaaa...!!!


“Nós da raça negra estamos sofrendo mais do que qualquer outra raça no mundo com Propaganda. Propaganda para destruir...
Posted by Afrocracia on Terça, 15 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Quem cala, sempre consente...

"Preconceito racial mais profundo que o pré-SalTira os pobre do centro, faz um cartão postalÉ o governo trampando,...
Posted by Brasileiríssimos on Segunda, 30 de novembro de 2015



Deixemos de esperar milagres, deixemos de nós conformarmos com os maus-tratos, as constantes humilhação, os assassinatos para com os nossos irmãos... Tentemos ver a mínima luz que paira em nossas mentes, com o objetivo de dar-nos uma nova visão por detrás dos muros da alienação que nos transformaram em um ser amante da escravidão.

sábado, 28 de novembro de 2015

Retrato em preto e branco: a imagem negra no altar de sacrifício do xadrez midiático no livro de apocalipse....



Vamos outra vez observar, relançando renovados olhares sobre as ostensivas imagens, intencionalmente induzidas e naturalmente distorcidas, que criam com esmero e perfeccionismo, os capciosos e lamentáveis pensamentos enviesados e generalistas que põe em dúvida a humanidade da pessoa de cor; além de coloca-las num lugar não existente na sociedade brazilleira; o entre-lugar; ao mesmo tempo em nos transformam em párias, enquanto classificados de minoria, mesmo somando quase o número total dos habitantes da população pluriétnica desse solo varonil chamado de Brasil. E que em consequência dessa conjuntura diatópica em plena distopia, somos transformados em imigrantes, estrangeiros em eterno exílio, nesta terra com palmeiras onde canta o sabiá; a Terra em que nascemos.

Vamos, só de mórbida curiosidade, rever uma produção audiovisual nacional, assistindo como a personalidade da mulher Negra é colocada e retratada; como na maioria das películas branco-tupiniquins; na visão trazida pela Mídia Branquela. Agora falando especificamente do filme que aborda a vida de Chica da Silva, que em resumo, essa produção trás uma mulher tratada tal como qualquer outra mulher negra o é, e sempre foi naturalmente retratada no Brazil por está MB de propriedade branca: de forma machista e racista; como a mulher boa de cama, sensual, erótica, submissa e vulgar, como mulher que se associa a um branco como forma de aferir vantagens, ser tutelada e legitimada como alguém na sociedade branca; a sociedade única.

Olhemos de novo para trajetória de vida dessa mulher de personalidade forte que, antes de se juntar ao contratador branco, já era possuidora de sua riqueza e de seus inúmeros empregados, fato este esquecido pelo branco diretor desse filme branco da MB que costuma mostrar sua obtusa visão branca sobre a vida negra de forma exótica, folclórica e fetichista.

Essa mulher que enviou duas de suas filhas para serem educadas em faculdades europeias, antes de se ligar ao contratador, e que foi retratada como uma ninguém, foi ridicularizada pela branquitude ao pintar a si mesma e as suas empregadas de branco, enquanto jocosamente seus detratores alegavam que ela queria ser branca como eles.

Isso mostra o tamanho incomensurável da ignorância voluntária dos branquelos que, obviamente desconhecia os costumes das mulheres negras africanas; falando mais especificamente das congolesas; que se juntam e se pintam de branco quando saem às ruas em protestos de qualquer natureza. A MB e seu séquito nem por um instante perceberam o ato político que esta incrível mulher estava a realizar, enviando uma mensagem de resistência, de solidariedade e resiliência ao seu povo; o povo negro. Este mesmo povo que teve sua história interrompida pelo escravismo, promovido primeiramente pelos árabes, e culminando na estupidez do tráfico transatlântico, com o mercado infame dos algozes europeus que se estende até a presente data.

O ocaso do Povo Negro foi o devir dos selvagens europeus, que desde sua descida (dos europeus) do Cáucaso, esse bárbaro bando antropófago, que mais tarde se outorgou o título de humano, vem promovendo a violência extrema como modus vivendi. Desde então, a memória do ser de ébano foi extraída do Negro de forma estúpida e perversa pelos caucasianos; enquanto seus descendentes (dos inumanos caucasianos) que hoje usufruem das riquezas roubadas, vivendo graças à perda dessa memória; perda de memória esta que cedeu lugar ao desenvolvimento da Síndrome de Estocolmo no inconsciente coletivo do povo Negro, dando vazão ao Alzheimer social e a esquizofrenias identitária advindas da estúpida doença branca denominada de racismo praticado por esse bando que roubou a história do povo negro, e além da identidade, roubaram a própria humanidade africana, para que pudessem possuir alguma coisa que os tornassem membros da vida no planeta como seres humanos, pois até então, esses animais ainda não possuíam quaisquer traços que os identificassem como tal.

Nesse xadrez inglês, os meninos brancos de Liverpool brincam de rock roll para Ninar todas as netas e bisnetas das Simones que permanecem em seu exílio infame; todas as Negras, Negrícias e Neguíssimas que repousam eternamente nesse berço esplêndido, tendo suas rebolativas imagens enegrecidas, pintadas de branco a bailar na vinheta que brilha em cada vislumbrado olhar arregalado, ante o espelho mágico desse xadrez de emoções, geradas e regradas pela branquidão, num processo arrogante e estúpido dessa infâmia produzida na Televisão, e seguida pela cegueira dessa servil população.

Nosso gólgota não se esgota nas tristes canções de notas azuis[i] compostas com escala escrava[ii], nem nos modernos trajes contemporâneos das camisas de onze varas[iii], tão pouco nas carteiras de trabalho ou na identidade para exibir como carta de alforria ao insano capitão-do-mato na subida do morro sem saneamento básico, para estar seguro de sua garantia de sofrer todos os horrores sem perder-se de si mesmo, atestando desse modo sua liberdade áurea, generosamente concedida em todos os treze dias de maio que instituiu seu direito à prisão perpétua, nessa eterna distopia intrépida.

Não sou Chaplin, nem Michael (Jackson) nem sou Clown; a imagem de minha máscara branca, que esconde a pele negra, se contorce, retorcendo-se, e enquanto se distorce inverte minha imagem refletida na retina do espelho mágico nessa mágica tela: sou Cláudia Ferreira, sou Nina Simone, Acotirene, Luiza Mahin... Sou Francisca da Silva...!! Sou Preto da Silva, o polêmico “X[iv]” que acompanha o suave “Y” dessa incômoda questão, solta como seta nos cromossomos do negro carbono[v] espalhado divinamente pela superfície melanodérmica desse generoso gênero pintado de branco... É só olhar, para ver o que não é...!!

Que comecem os jogos, e que a sorte lhe acompanhe[vi]; mas se por acaso, na fogueira das vaidades e das emoções dessa midiática contenda, a Rainha Preta se perder, o Rei também estará passivamente fadado ao eterno limbo no tabuleiro dessa colorida Teletela[vii] que transmite essa desumana disputa de Negras peles e brancas máscaras[viii], online e em preto e branco, pelo direito apocalíptico à vida humana, nessa espinhosa senda de juventude perdida e humanidade transviada.




[i] Referência ao Blues, à música negra dos africanos escravizados na América do norte.
[ii] A escala musical pentatônica (de cinco notas) era conhecida como escala escrava por ser utilizada nas composições musicais elaboradas pelos escravizados africanos na América do norte.
[iii] Uniformes usados pelos prisioneiros norte americanos.
[iv] Referência a Malcom X.
[v] O carbono é que dá origem a vida; ele compõe o ADN humano, sendo constituído de 6 elétrons, 6 prótons e 6 nêutrons. Desse modo, temos o número 666 é considerado o número que deu origem ao homem; o mesmo número que a bíblia considera como o número da besta, já que o homem se originou no continente africano, ele passa a ser demonizado pelo cristianismo.
[vi] Referência ao livro  intitulado “jogos vorazes” que deu origem ao filme.
[vii] Referência ao livro de George Orwell que narra a distopia imaginada no ano 1984 (título do livro) onde uma superpotência governa o mundo mantendo o controle total sobre seus cidadãos através da Teletela.
[viii] Referência a  Franz Fanon e seu livro intitulado “Pele negra, Máscaras branca”.




domingo, 22 de novembro de 2015

Os incômodos, escândalos e vergonha do ser e de ser o que se é: um... branco...!!




Desde que o homem branco nasce, ele não a chance de escolher ser ou não ser racista, pois o sistema cuida meticulosamente para que ele seja assimilado dentro da sua distopia fascista. Portanto, não há como se ele questionar se é ou não racista, preconceituoso ou machista, já que seu código de barras, que determina suas diretrizes como fruto e instrumento desse projeto eugênico, desse contexto Ku Krux Klan, como causa dessa doença branca que vem a ser o racismo, lhe impõe tal condição.

A pessoa branca descende do neanderthal, surgido entre o sul da França e o norte da Espanha; diferente do afrodescendente, que tem sua origem no australopcinius que mais tarde gerou Homo Sapiens. Este mesmo homem branco desde que saiu das cavernas e desceu as montanhas do Cáucaso, após a última era do gelo, vem assassinando, destruindo e dizimando tudo que encontra pela frente até os dias de hoje. O povo negro da Índia, no vale do Indo, há mil anos foi a primeira vítima racial nas garras dos caucasianos. Essa tem sido a sina desse bando de brancos que até então, não faziam parte da raça humana; da raça que se originou na África há centenas de milhares de anos antes de sua aparição (do homem branco). O homem branco não tem mais que 10 mil anos nesse planeta, portanto, pode-se considera-lo com evento recente a atravessar o caminho da humanidade.

Sendo-lhes comum o ato de roubar, pilhar, assassinar, trucidar, destruir e fazer uso da extrema violência;  fato este inerente à história do homem branco; toda a sorte de punição ou consequências que deveriam advir desses atos não lhe são tão comuns, já que criaram um sistema de supremacia onde eles mesmos, além de autores, são também juízes e executores da própria sentença que lhes caberiam. Crimes esses que hoje atendem pelo nome de colonialismo, capitalismo, machismo, racismo e afim. Dessa maneira qualquer europóide se privilegia desse sistema que lhes beneficia de todas as formas e maneiras jurídicas, sociais, politicas e educacionais possíveis, imagináveis e inimagináveis.

Atrás de cada riqueza de um homem branco, existem inúmeros crimes, rios de sangue e violências extremas. Hoje, os eurodescendentes usufruem dessa riqueza adquirida através de tais dolos, e se justificam, se irresponsabilizando perante as violências categóricas como coisa do passado. Como se isso o eximisse das responsabilidades dos sofrimentos impingidos a humanidade que deu origem ao mundo: a raça Negra.

Ora, esse bando que se diz povo, mas nunca teve uma história e nem teve sequer civilização; carecendo, portanto de identidade própria; insiste em roubar a história alheia e até mesmo a personalidade do outro, sem nunca ter tido a sua, carecendo portanto, de ser humano, de ser gente. Para dar cabo a tais atrocidades. e legitima-las sem que houvessem forças contrárias, desenvolveram, de forma perversa e  violentamente sutil, a Síndrome de Estocolmo na única raça considerada humana desse planeta: a raça negra; possibilitando que a escravização desse Povo, após seu violento início, não tivesse fim.

Aos brancos que ainda não se identificaram como criminoso, com seu racismo estúpido internalizado e incrustrado no fundo da alma, sem nem saber que não sabe o quanto são racistas, e que costumam usar a negação como sua principal arma, saiba que justamente a NEGAÇÃO é o primeiro sintoma dessa doença.

Os sistemas, além de lhes garantir privilégios globais, brindam os brancos, colocando-os numa especialíssima zona de conforto, onde os imunizam, insensibilizando-os de forma eficaz, de maneira a desejar estarem presos nessa zona branca, nesse Estado branco de ser, passando a vida em brancas nuvens, sem a diversidade nem as possibilidades dos 69 tons de preto.

Portanto, por mais que algum branco, num ensolarado dia de mais felicidade, acaso se predisponha a fazer uso de sentimentos de empatia ou de alteridade, ele jamais poderia saber exatamente o que é ser Negro num mundo de branco. A este branco só restaria a vergonha de ser o que é, enquanto não passar pelos sentimentos de culpabilização, pois só assim, ele poderia reconhecer o seu lugar nesse contexto e finalmente tomar uma postura digna, até chegar a devida REPARAÇÃO...


Esse processo é exclusivamente branco: Negação, Culpa, Vergonha, Reconhecimento e Reparação é um longo processo em que, a maioria dos brancos ficam no primeiro estágio; No estágio da NEGAÇÃO. Pois esse estágio o protegerá em sua zona de conforto, sem passar pela vergonha de ser o que é: Um branco...












sábado, 21 de novembro de 2015

Minha cara quando ouço comentários a respeito de RACISMO AO CONTRÁRIO...!!

Minha cara quando ouço comentários sobre "RACISMO AO CONTRÁRIO" ou de "É TUDO RAÇA HUMANA"...
Posted by Rá-el D'oliver Biko on Sábado, 21 de novembro de 2015


domingo, 15 de novembro de 2015

Da América em dólar à Paris em dolo: a cidade que reluz como ouro de tolo

O Brasil é um país tropical abençoado por Deus, onde habita um Povo que constitui a maioria da população, Povo esse que é classificado como minoria pela elite branca que controla o governo; elite branca  que compõe uma ínfima parte das gentes desse país  e que não chega a 0,01% da população pluriétnica do Brasil. Falo do Povo Negro que hoje chora pelas brancas vidas que pereceram no atentado a bomba no Centro de Paris; fato causado justamente pelos inúmeros atentados que essa nação tem realizado rotineiramente em torno de todo o planeta, em parceria com as demais superpotências. Ironias do destino, esses Negros e Negras hoje se sensibilizam com o destino dos mesmos brancos que se dedicam a persegui-los, humilha-los, tortura-los e trucidá-los ao bel prazer.

É uma forma heroica e toda preta de se encarar o destino, quando se consegue abdicar de si mesmo, de sua personalidade; é sem dúvida uma renúncia ímpar. Mas, não se trata puramente de um caso de altruísmo desinteressado, mas sim, de um altruísmo construído de forma magistral pela elite, após fazer uso capcioso da mídia como instrumento de controle das emoções.

A forma que se dá esse processo de controle das emoções, leva ao controle das subjetividades; e do controle das subjetividades, o controle total. Desse modo, o Povo Negro, sem nem saber que não sabe, ele se sensibiliza com a dor do Povo Branco e permanece impassível ao sofrimento dos próprios pares, assimilando todo o discurso que a mídia lhe impõe, enquanto desenvolve seu sentimento de pretofobia.
  
O Povo Negro, com seu auto ódio e baixo estima, reproduz como papagaio o discurso branco de forma fácil e tenaz, agarrando-se ao seu algoz como se agarra a uma tábua de salvação durante o naufrágio de suas emoções. Seu reflexo, negro como sua sombra, faz com que ele seja seu próprio obstáculo a caminho de seu futuro.

Entre Paris e a Nigéria, existe uma estrada de desumanidades cercadas de avenidas com Casas Brancas, cada Casagrande alvejada habitada por uma elite sem vergonha de pisar nos jardins das casas pretas, fazendo de nosso país um imenso e continental campo de concentração preto sem que haja qualquer reclamação; é o dólar que cobre o dolo de cada branco que trucida, suplicia e mata a vida que insiste e persiste em cada alvo negro que anda zumbizando por ai nesse mundão de Deus, Jáh, Javé e Olodumaré. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Carta de Minas Gerais


Belo Horizonte, 07 de Novembro de 2015

Negras e negros, participantes do Seminário Internacional sobre Reparações, realizado em Belo Horizonte nos dias 06 e 07 de novembro de 2015, exigimos reparação como ressarcimento da divida histórica pelos crimes cometidos contra nossos antepassados escravizados, que se refletem nas péssimas condições de vida em que há séculos nos encontramos, como crimes continuados.
A igualdade para o exercício de direitos e acesso a oportunidades implica o reconhecimento pelo Estado brasileiro da dívida histórica existente e de que parcela substancial da riqueza do Brasil foi acumulada a partir das receitas auferidas com o tráfico negreiro, a comercialização dos africanos e a exploração do trabalho do escravizado negro.
Além disso, a forma atual de constituição e organização do Estado Brasileiro não representa as características pluriétnica e multicultural da nação. Deste modo, torna-se necessária a elaboração de um projeto político onde a Nação seja redefinida no sentido de sua etnicidade.
Para tal, conclamamos o povo negro, os povos indígenas e demais povos que constituem a Nação à realização de uma Conferência Nacional dos Povos do Brasil, com vistas ao estabelecimento dos princípios balizadores para a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte de Povos, para a reorganização do Estado em torno de um Poder Nacional compartilhado e a construção de uma sociedade harmônica e fraterna.

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Organização para a Libertação do Povo Negro - OLPN

TODO BRANCO É RACISTA... (Todos os 99,9%)

Vamos falar de humor; não do batido HUMOR NEGRO, mas sim, do HUMOR BRANCO. Escolhi o humor branco por que os brancos se divertem bastante fazendo piadas de Negros, portanto, já que são tão bem humorados, faremos agora nossa piada com esses branquelos. Acredito que, como nós negros, eles não se sentiram constrangidos. 

Observando uma sugestiva imagem onde o autor, com sua alva ideia branca, mostra a figura de três homens negros num tribunal: o réu, um policial e um advogado; afirmando abaixo da figura com letras garrafais que o futuro de uma pessoa não se define por sua cor, mas sim por suas escolhas: sentiram que a piada vai ser muito boa, né...!??

Nesse caso, vamos observar as fotos dos livros, revistas, comerciais, novelas e filmes, desde de Debret à Miguel Falabella, onde o negro é meticulosamente escrachado, desqualificado e desumanizado, e imaginar pessoas brancas no lugar dessas pessoas negras retratadas. Vamos pegar os branquinhos e criar subterfúgios, instrumentos, estruturas a fim de impedir sua expressão e mobilidade social; vamos encarcerá-los em favelas cercadas de homens armados, alegando ser para sua própria segurança.

Vamos falar de sua história como escravos brancos torturados e humilhados; vamos fazer filmes, novelas e comerciais onde eles apareçam como empregados brancos, bandidos brancos, malandros e subalternos brancos; só permitiríamos que eles pudessem jogar futebol, sambar e fazer músicas para que nós pudéssemos ganhar muito dinheiro com suas habilidades, além de incentivar outros branquinhos a fazer o mesmo, para que nossos lucros possam aumentar cada vez mais, para que possam pensar nas possibilidades de ser alguém na vida, sem pensar em competir conosco, nas nossas profissões; nem pensar em cidadania ou coisa parecida.
                               
Pronto. Branquinho agora vai poder até entrar num sistema de cotas para que possam se empretecer e pensar mesmo que podem  chegar a ser alguém, contando que não ameacem o status dos donos do poder. Ou seja, não nos incomodem com chorumelas de igualdade, verdade e fraternidade. Já que a única verdade é a nossa, fraternidade só com o poder negro e igualdade idem. Claro que permitiremos as passeatas como válvula de escape, já que ninguém é de ferro...

Desse modo, quando branquinho reclamar muito, a gente pega aquela primeira imagem e faz uma mega produção trocando a cor das três pessoas pretas por três brancas e afirma em alto e bom som que "a cor da pele não define o futuro de uma pessoa, mas sim, as suas escolhas"... Simples assim...!!

Branquinho vai se confortar e acreditar nisso. Pronto. Tá tudo bem... Afinal, a ciência da meritocracia é infalível, desde que o infeliz não comece a pensar no significado e na significância dessa ciência salvadora do poder negro pré-estabelecido...

Sendo assim, vamos convencer a esses branquelos coitados que sua posição social nada tem haver com a cor de sua pele, e que ele pode conseguir tudo que ele quiser na vida, basta acreditar, ler todos os livros de autoajuda escritos por nós, pagar os dízimos e ofertas em dia, que tudo vai ser possível. Se não nessa vida, na próxima talvez...Ou na outra...!!

Pronto. Já estou de bom humor... Humor Negro é isso... Fazer piada com branquinho dá ibope e deixa qualquer um com a autoestima lá nas nuvens... Não que eu seja "racista ao contrário", como costuma dizer esses coitados branquinhos vitimizados... Afinal, já tive um bisavô que era branco; até tenho alguns amigos brancos, e até já namorei uma branquinha só pra ver como ela era na cama... Então, não posso ser racista ao contrário, nem dá pra ser, já que o racismo sempre foi via de mão única... Acredito até que somos todos iguais...Tudo é raça humana...!!

Independente disso, nossa missão será a de encher as cadeias do país com esses branquelos que insistem em viver fora do nosso sistema de controle social, tudo em nome da (nossa) segurança. Além dos animais soltos nas ruas, temos agora que nos preocupar com esses branquelos soltos por ai, nas nossas ruas, durante a noite, nos nossos ônibus, nossos trens, nossos metrôs e nas nossas praças "públicas"... São umas pragas... Agora temos que contratar cães de guardas (brancos) para nos proteger e tratar desses refugos sociais em que se tornaram esses branquelos marginais... E isso não é piada... É verdade, eu acredito...!!

Por isso, a importância de se criar urgentemente mais leis que façam essa contenção para que se mantenha a ordem e o progresso a todo e qualquer custo, gastando o que for necessário, exatamente como foi na nossa propaganda da abolição instituída pela lei áurea; como foi a lei do sexagenário (... rsrsrrs...desculpem o riso, não pude conter...); a lei do ventre livre e tudo mais. Portanto, vamos continuar nosso legítimo projeto de cooptação, assimilação e legitimação de nossa supremacia através dessas ações afirmativas, de cotas e dessas baboseiras que branquinho gosta bastante.

Afinal, temos que cuidar de nossa cultura preta, de nossa família preta, nossa religião preta e de nossa deliciosa alimentação dominical produzida pelos branquelos, para que possamos ser um país próspero, saudável, e o poder negro continue a ser perpetuar por séculos e séculos agora e sempre, axé...!!

É só omitir que as escolhas deles são feita por nós... Dessa maneira, sem saber de nada (e sem saber que não sabem) vão pensar que têm escolhas e que fazem mesmo essas escolhas; assim, vamos tornando essas pobres vítimas em vitimizados e coitadinhos. Tai, tudo bem... Viva a distopia...!!!


E que Obatalá, Nzumbi e Oxalá nos guie sempre...!! ... SARAVÁ...!!



Ps. você branco, ao ler isto, não perca seu tempo tentando se justificar, afirmando que faz parte da irrisória porcentagem de não-racista; pois essa não é a questão aqui levantada: a questão seria a de como desconstruir essa conjuntura calamitosa e curar as chagas centenárias da humanidade perdida de ambos os lados, abertas pela doença dessa infâmia que é o racismo...