No Brazill,
o Povo Negro vivencia um impiedoso massacre, enquanto a população passa ao
largo observando as centenas de corpos tombados pelos chãos das Cidades Sorriso as Cidades
Maravilhosas, como principais atrações nos espetáculos públicos promovidos pelo
estado e dirigido pelas elites financeiras tupiniquins e multinacionais;
atrocidades estas, só comparadas à virtuosidade sádica da Ku Krux Klan, que matiza na tela da TV a natureza morta em 50 tons de negro.
Nesse sentido, essa mesma
branquidade, cinicamente conta nossa história legalizada por eles mesmos
através da lei 10.639/03, enquanto
beneficiam as ONGs e propiciando e estabelecendo a já confirmada corrupção
intelectual eurocêntrica.
Desse modo, o hepistemicídio fazendo coro com o genocídio de nosso Povo
institucionalizado pelo Estado, desqualifica a pluriculturalidade através da enganosa
propaganda multicultural. Assim, nos
é imposto o saber universal enquanto se controla nossa subjetividade
legitimando o Que F. Fanon chamava de
racismo epistemológico.
Nosso complexo de dependência se solidifica na medida em que assimilamos
essa monocultura como única. Quando esse expediente falha, os serviços do capitão-do-mato se faz presente;
para esse fim, é usado o policial; aquele negro preparado para exercer a
estupidez indiscriminada, a imbecilidade em último grau, além de intelectualmente
corrompido. Ou seja, uma aberração cognitiva ambulante, estimulado e motivado
pelo Estado para eliminar o elemento
padrão brasileiro; o negro e a negra... Um perfeito Soldado Universal.
A forma espetacular pela qual se dá
essa ação desse funcionário é fato notório e público, aceito e assimilado sem
censuras. As vítimas dos crimes, quando sobrevivem ao julgamento promovido por
esses vermes, lacaios da branquitude, vítimas que variam dos 02 anos de idade até
92 anos, passam a figurar nos números invisíveis que fogem as
estatísticas oficiais, preparadas pelas entidades contratadas pela mídia e
pagos pelo Estado.
Desse modo, nossa prisão sem grades
reforçam seus poderosos e invisíveis muros onde as comunidades negras vivem
cativas. Esses macabros tumbeiros contemporâneos geridos pelas mãos da
branquitude e sustentados pelos braços dos capitães-do-mato
promovem diuturnamente seus atos insanos sem embaraço, num eterno escracho. Somos
negros entre a vida e a morte, brigando pela sorte de se evitar a estupidez do extermínio
das portas do condomínio a última caxanga pendurada nos píncaros morro, ouvindo
o esporro do branco apresentador das TVs, sem nenhum socorro.
Ao sistema capitalista é imprescindível
dotar ao policial, essa besta estúpida,
também conhecido no Rio de Janeiro como verme,
do direito de estuprar, humilhar, tortura e executar negras e negros em
qualquer lugar e a qualquer hora. Tudo porque a pele do negro, seus cabelos
crespos, seu olhar, seus lábios e narizes representam a África atravessada na
garganta dessa altiva branquidade, representante oficial do eurocentrismo
antropofágico.
Portanto, após roubar sua terra,
sua pátria e seu próprio nome, a branquitude tenta proibir que o povo negro
tenha sua religião, tenta evitar que esse povo cante ou dance suas músicas ou que conte sua
história amordaçada nos brancos livros didáticos. Transformar a teoria em arma
foi a arma mais eficiente da branquitude que tem ojeriza a negritude ao mesmo
tempo em que se apropria da ginga, da palavra negra, falada, ouvida e vista; Dessa
maneira, fizeram do racismo a última
fronteira do ódio; racismo transformado em fórmula de poder, legitimado e
institucionalizado pelo Estado através das ciências, da filosofia e da
religião. Exemplo disso é que até tempos recentes a SID, relações de doenças catalogadas
pela psicologia, constava como doença a intensa e teimosa vontade de fuga dos
negros escravizados, e como tratamento era recomendado a amputação dos dedos de
pés e se fosse recorrente. Ou seja, se esse paciente
fosse fichado, também era recomendada a amputação dos dedos das mãos. Claro que
a ciência aceitou e assimilou tratamentos dessa natureza, visto que realmente
dava certo; Nina Rodrigues que o
diga... Isso é fato Lombroso...!!
Claro que essa mesma ciência até
recentemente, também não se pronunciou ou estudou a respeito da Negrofobia, essa patologia branca que
virou pandemia mundial. Mais atualmente a indicação recomendada pelas ciências
e pelas religiões, é o efetivo extermínio da população melanodérmica. Essa profilaxia
naturalmente assimilada pela sociedade tem sido o carro-chefe da política
nacional brazilleira, visto que as medidas necessárias para descriminalizar o
Genocídio do Povo Negro tem surtido grande efeito junto às instituições até
mesmo nas não governamentais, que
fazem uso dos partidos políticos e dos programas sociais como excelentes
fachadas a favor desse extermínio em massa.
Desse modo, fabricamos a luta de
classes como um Judas perfeito para se
responsabilizar pela conjuntura social, enquanto dividimos o povo entre nós e eles perversamente, pois essa é a melhor maneira de se ganhar adeptos para uma causa
fictícia e fortalecendo as quadrilhas eurocentradas através do expediente de
cooptações. Assim, no discurso branco assimilado reza que aquele preto foi
morto porque era pobre e não porque era preto. Ou seja, pobre bandido é bem
aceito. Afinal, ele rouba porque é pobre, rico não rouba, certo...!?
O fato dos
executados serem pretos é mera coincidência, só uma falta de sorte. Na medida
em que a distância entre as classes forem diminuindo, vai haver menos pobre,
portanto, menos meliantes, correto...!? Por isso é que esses negros fazem parte
desses partidos políticos brancos: eles acreditam... E como são brazilleiros,
não desistem nunca... Acreditam nos jornais, nos brancos repórteres e nos brancos
políticos. Afinal, estamos do lado de cá
e eles do lado de lá, somos do bem e eles do mal, simples assim... Portanto, é necessário apoiar o valente capitão-do-mato, seus preciosos aliados
na manutenção da lei e da ordem, caso o programa de escravidão mental falhe.
E assim caminha o espetáculo do
genocídio do Povo Preto, como num grande mercado negro popular com um forte cheiro
de morte ao vivo no ar, cheio de emoção e comoção, num clima do Circo romano reeditado com requinte
de monstruosidade, enquanto a cena é incessantemente revista teclando-se os botões
do controle remoto que escraaaaaacha um preto enquanto antropofagicamente
devoramos um delicioso quarteirão do Mc Donald’s acompanhado de uma preta coca que não cola...
O trem da ordem preta e do
progresso branco vai de campo de concentração a campo de concentração pelas
cidades Sorrisos e Maravilhosas... Ku
Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku
Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku
Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan...
Hoje viemos
assaltar esse trem, roubar objetos de torturas e humilhações do altar das religiões
brancas e pegar de volta nossa história de vida: Eu digo não ao Genocídio do
Povo Negro... E você...? O que diz...!??

Um comentário:
Inconsciência branca!
Postar um comentário