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sábado, 18 de outubro de 2014

O massacre do Povo Negro brazilleiro como espetáculo midiático da branquidade


No Brazill, o Povo Negro vivencia um impiedoso massacre, enquanto a população passa ao largo observando as centenas de corpos tombados pelos chãos das Cidades Sorriso as Cidades Maravilhosas, como principais atrações nos espetáculos públicos promovidos pelo estado e dirigido pelas elites financeiras tupiniquins e multinacionais; atrocidades estas, só comparadas à virtuosidade sádica da Ku Krux Klan, que matiza na tela da TV a natureza morta em 50 tons de negro.

Nesse sentido, essa mesma branquidade, cinicamente conta nossa história legalizada por eles mesmos através da lei 10.639/03, enquanto beneficiam as ONGs e propiciando e estabelecendo a já confirmada corrupção intelectual eurocêntrica.

Desse modo, o hepistemicídio fazendo coro com o genocídio de nosso Povo institucionalizado pelo Estado, desqualifica a pluriculturalidade através da enganosa propaganda multicultural. Assim, nos é imposto o saber universal enquanto se controla nossa subjetividade legitimando o Que F. Fanon chamava de racismo epistemológico.
Nosso complexo de dependência se solidifica na medida em que assimilamos essa monocultura como única. Quando esse expediente falha, os serviços do capitão-do-mato se faz presente; para esse fim, é usado o policial; aquele negro preparado para exercer a estupidez indiscriminada, a imbecilidade em último grau, além de intelectualmente corrompido. Ou seja, uma aberração cognitiva ambulante, estimulado e motivado pelo Estado para eliminar o elemento padrão brasileiro; o negro e a negra... Um perfeito Soldado Universal.

A forma espetacular pela qual se dá essa ação desse funcionário é fato notório e público, aceito e assimilado sem censuras. As vítimas dos crimes, quando sobrevivem ao julgamento promovido por esses vermes, lacaios da branquitude, vítimas que variam dos 02 anos de idade até 92 anos, passam a figurar nos números invisíveis que fogem as estatísticas oficiais, preparadas pelas entidades contratadas pela mídia e pagos pelo Estado.
Desse modo, nossa prisão sem grades reforçam seus poderosos e invisíveis muros onde as comunidades negras vivem cativas. Esses macabros tumbeiros contemporâneos geridos pelas mãos da branquitude e sustentados pelos braços dos capitães-do-mato promovem diuturnamente seus atos insanos sem embaraço, num eterno escracho. Somos negros entre a vida e a morte, brigando pela sorte de se evitar a estupidez do extermínio das portas do condomínio a última caxanga pendurada nos píncaros morro, ouvindo o esporro do branco apresentador das TVs, sem nenhum socorro. 

Ao sistema capitalista é imprescindível dotar ao policial, essa besta estúpida, também conhecido no Rio de Janeiro como verme, do direito de estuprar, humilhar, tortura e executar negras e negros em qualquer lugar e a qualquer hora. Tudo porque a pele do negro, seus cabelos crespos, seu olhar, seus lábios e narizes representam a África atravessada na garganta dessa altiva branquidade, representante oficial do eurocentrismo antropofágico.

Portanto, após roubar sua terra, sua pátria e seu próprio nome, a branquitude tenta proibir que o povo negro tenha sua religião, tenta evitar que esse povo cante ou dance suas músicas ou que conte sua história amordaçada nos brancos livros didáticos. Transformar a teoria em arma foi a arma mais eficiente da branquitude que tem ojeriza a negritude ao mesmo tempo em que se apropria da ginga, da palavra negra, falada, ouvida e vista; Dessa maneira, fizeram do racismo a última fronteira do ódio; racismo transformado em fórmula de poder, legitimado e institucionalizado pelo Estado através das ciências, da filosofia e da religião. Exemplo disso é que até tempos recentes a SID, relações de doenças catalogadas pela psicologia, constava como doença a intensa e teimosa vontade de fuga dos negros escravizados, e como tratamento era recomendado a amputação dos dedos de pés e se fosse recorrente. Ou seja, se esse paciente fosse fichado, também era recomendada a amputação dos dedos das mãos. Claro que a ciência aceitou e assimilou tratamentos dessa natureza, visto que realmente dava certo; Nina Rodrigues que o diga... Isso é fato Lombroso...!!

Claro que essa mesma ciência até recentemente, também não se pronunciou ou estudou a respeito da Negrofobia, essa patologia branca que virou pandemia mundial. Mais atualmente a indicação recomendada pelas ciências e pelas religiões, é o efetivo extermínio da população melanodérmica. Essa profilaxia naturalmente assimilada pela sociedade tem sido o carro-chefe da política nacional brazilleira, visto que as medidas necessárias para descriminalizar o Genocídio do Povo Negro tem surtido grande efeito junto às instituições até mesmo nas não governamentais, que fazem uso dos partidos políticos e dos programas sociais como excelentes fachadas a favor desse extermínio em massa.

Desse modo, fabricamos a luta de classes como um Judas perfeito para se responsabilizar pela conjuntura social, enquanto dividimos o povo entre nós e eles perversamente, pois essa é a melhor maneira de se ganhar adeptos para uma causa fictícia e fortalecendo as quadrilhas eurocentradas através do expediente de cooptações. Assim, no discurso branco assimilado reza que aquele preto foi morto porque era pobre e não porque era preto. Ou seja, pobre bandido é bem aceito. Afinal, ele rouba porque é pobre, rico não rouba, certo...!?
O fato dos executados serem pretos é mera coincidência, só uma falta de sorte. Na medida em que a distância entre as classes forem diminuindo, vai haver menos pobre, portanto, menos meliantes, correto...!? Por isso é que esses negros fazem parte desses partidos políticos brancos: eles acreditam... E como são brazilleiros, não desistem nunca... Acreditam nos jornais, nos brancos repórteres e nos brancos políticos. Afinal, estamos do lado de e eles do lado de , somos do bem e eles do mal, simples assim... Portanto, é necessário apoiar o valente capitão-do-mato, seus preciosos aliados na manutenção da lei e da ordem, caso o programa de escravidão mental falhe. 

E assim caminha o espetáculo do genocídio do Povo Preto, como num grande mercado negro popular com um forte cheiro de morte ao vivo no ar, cheio de emoção e comoção, num clima do Circo romano reeditado com requinte de monstruosidade, enquanto a cena é incessantemente revista teclando-se os botões do controle remoto que escraaaaaacha um preto enquanto antropofagicamente devoramos um delicioso quarteirão do Mc Donald’s acompanhado de uma preta coca que não cola... 

O trem da ordem preta e do progresso branco vai de campo de concentração a campo de concentração pelas cidades Sorrisos e Maravilhosas... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan...

Hoje viemos assaltar esse trem, roubar objetos de torturas e humilhações do altar das religiões brancas e pegar de volta nossa história de vida: Eu digo não ao Genocídio do Povo Negro... E você...? O que diz...!??

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