Observando o
tipo de sorriso no rosto de nossas crianças sobre os ombros de seus pais, nos
dias dos jogos de Copas do mundo; principalmente nesses campeonatos de futebol
onde supostamente o Brazil se classificou como campeão; a cada gol feito, vimos
esse mesmo sorriso sofrer uma grave transformação.
As crianças desde a Copa de 70, por
exemplo, nos trás a lembrança do sorriso nos remete aqueles momentos de intensas alegrias, onde quando brincavam de polícia e
ladrão as armas eram os próprios dedos da mão. Os brancos, percebendo muitos
cifrões nessa incontida alegria entre irmãos, resolveram roubar esses sorrisos para
si; confeccionaram para tal fim lindas e macabras armas como euro brinquedos
infantis para remodelar essas longas tardes pueris.
Desse modo, os infantes Afros sorrisos
dos anos 80 se tornaram romanicamente em sorriso apolíneos. Enfim, lucrativo folhetim. Afinal,
começava ali uma nova branca história de bang-bang,
onde as onomatopeias ensinadas nas escolas começaram a se ressignificar; desta
vez, as ruídos dos tiros não mais eram reproduzidos pelos próprios lábios dos
infantes, e tal como os espelhinhos dados de “presente” de grego aos autóctones, agora havia um reflexo diferente na
produção desses ruídos.
Enfim, chegamos aos anos 90, e dos
canos dessas armas já não saiam mais água ou outro inocente produto; expeliam algo
bem diferente; algo que produzia luto; algo que ceifava os filhos das mães, que
tomavam os netos dos avôs e fragmentava famílias pretas, armas que de novo descobriam o neolítico fogo, já que as fábricas de
brinquedos deixara definitivamente o mercado de armas para escrota boçalidade dos
militares que acostumados a impunidade, acondicionaram esse fogo como presente a desumanidade. Hoje, o mercado de armas é o primeiro do
mundo, tendo como um dos maiores acionistas a igreja católica, a “antiga” patrocinadora e promotora da
inquisição, que agora democraticamente divide essas funções com as demais
religiões, num claro conluio entre Polícia, Político e Pastor, a Jihad
branca numa perfeita trindade de terror.
Agora os nossos bosques não tem
mais vida nem nossas vidas mais amores, pois os sorrisos, agora não mais ingênuos,
se perderam nas vielas e becos das comunidades pobres numa brincadeira
mortal de sobrevivência real, fugindo do poder Estatal e do eurocêntrico e excêntrico
empresário local que invadiu o mundo negro chamado de Brasil varonil, quebrando
resistências mil, expulsando e tomando as vidas daqueles que a pátria pariu; os
negros de vida preta. Mais a educação que consegui transformar os novos negros, como os cristão novos, novos negros agora com
vida branca; utilizando essa educação assimilativa que é a educação especial que tem reproduzido
a servidão gentil e o racismo cordial como princípio de vida e de moral. Desse modo,
temos o nosso segundo tempo e a prorrogação nesse jogo da vida onde os racistas
voluntários abundam nos estádios, nos palcos e no show da existência vendida e
adquirida a preços módicos pela oligarquia escravocrata do século XXI, aumentando progressivamente nossa produção de mortos em massa.
os mesmos sorrisos
dos zumbis de Hollywood; sorrisos macabros, zombeteiros, sorrisos de torturadores,
sorrisos de algozes, de oprimidos que se transformaram em opressores, sorrisos
perdidos entre os braços e abraços negros que traziam a felicidade nos domingos
de feijoada e de samba. Por isso, nosso Zumbi não morre e não pode ser um mero
fantasma Hollywoodiano; ele vai se recontextualizar enquanto a educação
especial for para lama do sucesso branco; É assim que nos desviamos
dos tiros, porrada e bomba e recuperamos o sorriso do capoeira que escorrega
mais não cai, durante a roda da vida ou nas voltas que o mundo dá... Nem um
passo atrás... Pois isso aqui vai virar Palmares... Não permitamos que Hollywood transformem nossas crianças em meros Frankenstein... No Novembro de todos os 20, sejamos os Zumbis de todas as Palmares...


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