A polícia militar dos Estados
Unidos do Brazill tem a honra de só possuir em seus quadros, com honrosas e
raríssimas exceções, empregados padrão especialistas na prática do sadismo. São
trabalhadores com larga experiência no ramo de torturas, humilhações e
assassinatos em todo o solo tupiniquim, produzindo corriqueiramente mais viúvas
e órfãos que qualquer guerra contemporânea.
Desse modo, ela se tornou uma
instituição importantíssima para a governabilidade sem culpas nem desculpas,
contribuindo com eficácia para a política de criminalização da pobreza e da
cor, e principalmente de medidas descabidas e decretos bizarros e estúpidos
implementados por esses administradores da coisa pública, além de atender,
obviamente, os anseios da classe média nas suas terríveis frustrações resultantes
de seus delírios de poder.
Classe média esta, que reúne em si
todos os preconceitos possíveis e imagináveis. Preconceitos esses que
estruturam e mantém a todo vapor o crime mais perfeito que se tem notícia em
toda a humanidade: o crime do racismo.
Desse modo, a polícia militar
cumpre com extrema habilidade sua missão de capitão-do-mato,
enquanto o poder judiciário gerencia esse grande tumbeiro em que se transformou
a sociedade contemporânea. Onde aliás coincidentemente, foi nos tumbeiros,
o lugar que o monstro do capitalismo nasceu, mostrando sua sinistra face
infernal, tomando sua terrível e atual forma de pomba branca da paz sem voz,
voando inocentemente, durante a introdução da democratura no novo mundo, nos créditos
iniciais e finais nas telas televisivas, sobre os auspiciosos prolegómenos de Dante.
Em meio a esse dantesco cenário, podemos inferir e destacar a função ministerial
da mídia, atuando na introjeção de valores indolentes, fazendo uso da doce
arrogância própria dos proprietários da verdade exclusiva, para impor a única
política governamental que deu certo nos Estados Unidos do Brazill; a política
da eugenia. Essa política foi institucionalizada
e legitimada com total sucesso na academia, na educação, na saúde e na
segurança pública, além dos meios jurídicos e políticos. Enfim, em todas as
esferas pública e privada (supondo-se que haja uma esfera pública na republica dos bananas).
As estatísticas; obviamente bem
camufladas pela TV, TV esta legitimada como órgão oficial gerenciador desse processo criminoso;
não fazem jus aos fatos e fotos da
violência gratuita, torturas indiscriminadas, humilhações contumazes e
assassinatos categóricos prosaicamente produzidos no cotidiano por esses
valentes e audazes servidores públicos dessa amada força armada policial dos Estados
Unidos do Brazill, que serve exemplarmente a nação e ao bom cidadão de bens: do bem comum.
Fato irônico é esse melancólico
contexto, que deveria ser causa de grande comoção social, não causar nenhum constrangimento,
estranhamento ou espanto em quem quer que seja. Pelo contrário, ele gera dividendos
aos donos da mídia, na medida em que esse processo de desumanização se
transformou em atração principal na telinha da TV; sendo os próprios telespectadores
protagonistas desse triste espetáculo, pois os mesmos são rotineiramente
vilipendiados por essa mesma mídia, que faz da pobreza e do racismo o produto sorumbático
de seu rentoso show de comicidade. Assim, a pombinha branca da paz cumpre sua missão, como
a polícia dos Estados Unidos do Brazill, mesmo sem saber realmente qual o seu
real papel; podemos afirmar que, se cientificamente os pombos são ratos de asas, são bem diferentes
da polícia... Que são ratos de armas trazendo a peste negra contemporânea.
Nesse sádico espetáculo de
desumanização, o branco desumanizando o bantu, esse crime continua sendo
inafiançável e continua sendo crime, além de ser um golpe de mestre contra a
humanidade, para quem restou somente a coisificação do ser, a bordo desse
tumbeiro urbano, cercado sádicos por todos os lados, somos vigiados e punidos por nossa cor, por nossoscabelos crespos e por nossa condição social propositalmente desfavorecida.
Esse é o dantesco espetáculo das raças visto de perto e vivido intensamente pelos descendentes daqueles que tiraram a Europa da idade das trevas, para servir e proteger seus infames negócios: o sequestro e venda da carne negra; da carne mais barata do mercado, mas com a cara força ativa que produziram e ainda produzem toda a riqueza de todos os Estado Unidos de Exceções a preço de muito sangue. Pois é, eles são unidos... A nós, cabe o afromodismo como recompensa pelo bom comportamento, pela ausência de coletivismo e pelo ensurdecedor silêncio que condena o vandalismo do p2 responsabilizando exclusivamente o bloqueio negro... Isso, a gente vê por aqui... A coisa mais linda e mais cheia de graça é ver o policial que humilha, que tortura, mata e não disfarça... Tudo ao vivo e em preto e branco, todo paramentado, mascarado e preparado para reproduzir e vivenciar as noites, com muita emoção, de tribunal nas escuras esquinas da vida, promovendo assim com grande satisfação a contumaz e divina inquisição, estripando com requinte de crueldade qualquer negro que não estiver em frente à televisão; enquanto o preto que no sofá está, em frente a tela total e completo estado de letargia geral, imbecilizado por essa embriaguez, se alivia por não ser ele a bola da vez.
Esse é o dantesco espetáculo das raças visto de perto e vivido intensamente pelos descendentes daqueles que tiraram a Europa da idade das trevas, para servir e proteger seus infames negócios: o sequestro e venda da carne negra; da carne mais barata do mercado, mas com a cara força ativa que produziram e ainda produzem toda a riqueza de todos os Estado Unidos de Exceções a preço de muito sangue. Pois é, eles são unidos... A nós, cabe o afromodismo como recompensa pelo bom comportamento, pela ausência de coletivismo e pelo ensurdecedor silêncio que condena o vandalismo do p2 responsabilizando exclusivamente o bloqueio negro... Isso, a gente vê por aqui... A coisa mais linda e mais cheia de graça é ver o policial que humilha, que tortura, mata e não disfarça... Tudo ao vivo e em preto e branco, todo paramentado, mascarado e preparado para reproduzir e vivenciar as noites, com muita emoção, de tribunal nas escuras esquinas da vida, promovendo assim com grande satisfação a contumaz e divina inquisição, estripando com requinte de crueldade qualquer negro que não estiver em frente à televisão; enquanto o preto que no sofá está, em frente a tela total e completo estado de letargia geral, imbecilizado por essa embriaguez, se alivia por não ser ele a bola da vez.
Na manhã seguinte este mesmo preto do
sofá, dá um fraterno bom dia ao vizinho polícia, chefe de família, bom pai e marido
exemplar que acaba de chegar de seu plantão dioturno, perseguindo os fugidos da escravidão
mental contemporânea: vândalos, importunadores de inocentes pombinhas
brancas que adornam os patrimônios públicos pelo próprio vândalo, com muito dor,
erigido com amor.
Assim, o filho desse preto do sofá,
também para a polícia sonha entrar, sendo herói militar, como o pai do
amiguinho, e muito favelado poder matar. Nossos heróis nunca mais morrerão de
overdose como outrora, quando fugiam da mórbida realidade para encontrar a
virtualidade frente a TV, da vida dos finais felizes para todo o sempre, na terra do Nunca,
onde os heróis são brancos, o arco-íris é branco e até o todo-poderoso Deus também é branco; mesmo que contraditoriamente a
felicidade teime em ser colorida... Bem, são pequenos detalhes que uma boa
bazuca pode resolver... E a polícia militar dos Estados Unidos da Exceção está ai pra isso, A tropa de elite já sabe qual a sua missão...
Que venham os ferozes moinhos de ventos, que servem de barreira
e de moldura aos terríveis, ferozes e coloridos arco-íris dos sonhos de negras e negros sonhadores... A ordem e o progresso deverão ser mantidos
a qualquer custo... E Já que o objetivo é servir...
Servos da servidão essa é a missão..!! Que a polícia entre em ação; o espetáculo vai começar; sendo assim, todo preto deve a TV ligar para ver um negro apanhar, para na manhã seguinte no seu trabalho poder comentar e a sua história contar, dizendo que seu vizinho é herói militar... Os filhos de nossos filhos também vão se mirar no exemplo de valor que o pai do amiguinho acabou de se transformar... Então corra, que o Filho Da Polícia vem ai...!!






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