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domingo, 17 de novembro de 2013

O ser humano é um origami projetado através dos próprios sentidos.


Uma bandeira é exposta ao vento e a geometria amolece sem que Teuto[1] se dê conta; é como olhar para um tapete, sentindo as coisas em itálico e pensando em maiúsculas enquanto se verte lágrimas pretas, quando se tem somente tinta preta pode se encher o mundo do nada que lhe resta, combinando inesquecivelmente os cheiros de goiaba madura e suor fresco de cavalo. Assim fica um pouco de tudo... Como se abrisse um vidro de loção e abafasse, ficando um insuportável cheiro de memória no ar...

Certamente, como diria o poeta, os cinco sentidos isolados realmente seriam insuportavelmente intensos e concentrados, se levássemos, por exemplo, uma vida só através dos olhos, ou apenas através do som.

As maneiras diversas, relativas às formas de adaptação do indivíduo ao mundo que o cerca, nos revelam as fontes inesgotáveis da capacidade do seu potencial em se dobrar, para desvencilhar-se de obstáculos que, acaso empeçam sua caminhada.

Mas por outro lado, essas formas de adaptabilidade tem nos sentidos seu filtro funcional, visto que deles dependem a percepção desse mundo e consequentemente, a apreensão de suas realidades. Mostrando-se assim, ao mesmo tempo, de forma simples ou complexa, como mecanismo de empecilho e/ou de redenção.
A medida  com que o indivíduo vai fazendo uso de seus sentidos ou não, esses lhe forneceram os instrumentos necessários para que ele se perceba percebendo sua inserção nas vivências do presente contexto; gerando deste modo, as condições necessárias à assunção de determinada postura frente às questões suscitadas pelo mundo a seu redor. Sendo assim, dado o altíssimo grau de subjetividade empregada no uso desses mesmos sentidos, esse processo trás em seu bojo, na mesma medida, seu extremo paradoxo.

Perceber e exercitar as extraordinárias diferenças entre o escutar e o ouvir, o olhar e o ver; o tocar e o sentir; ou entre o falar e o dizer; faz com que as percepções se destoem, dando novas formas ao conhecido e ao incógnito.
Portanto, os efeitos e distorções se tornam patentes, como numa bula, na procura do equilíbrio entre as causas e consequências provenientes de tal processo.

A equalização dos sentidos, frequentemente desiquilibrados em consequência das variações e dos números excessivos de fontes informações, se reestabelece de acordo com a maneira pelas quais as recebemos, e de como as percebemos através desses canais: os sentidos. Sendo, pois, definitivamente, as condições diretas na reestruturação da percepção e auto percepção do self e do ethos.

Assim, nossas identidades se entrecortam, envolvendo-se, revolvendo-se e resolvendo-se resilientemente ou não, a cada vertiginoso momento em que esses sentidos apontam novas direções, fundamentando premissas e formatando representações que sustentarão futuros paradigmas ou dogmas.

Esse, pois, é o berço da dicotomia; ambivalência que nos leva ao culto da destrutora beleza do maniqueísmo proposto pela busca rápida do mundo real na virtualidade pós-moderna, onde o sentido da realidade se perde no labirinto de referências inversas, quando entorpecido nas armadilhas dos próprios sentidos.

Portanto, os representantes das ninfas e musas, das princesas e dos príncipes, das sereias e lobisomens, além dos bons heróis e asquerosos vilões, acabam se agarrando ao associal e irrazoável id que cala o ego, constrangendo o superego nos labirintos das percepções, tentando viver como um Anfião[2] para nos proteger de uma guerra inexistente, construindo uma verdade universal com belos e agradáveis tijolos virtuais, na medida em que se derrubam mil verdades incômodas...


[1] Deus egípcio da geometria, do alfabeto e dos jogos de azar.
[2] Deus grego cujo canto transformava pedras em muralhas.

PODER: O NOME DO JOGO



Poderes plenos, ilimitados ou absolutos, trazem as devidas condições para que o indivíduo seja posto a prova como sujeito pertencente ao grupo do gênero humano. É uma prova em que na esmagadora maioria das vezes ele sucumbe, visto que tal lugar trás consigo um poderosíssimo vírus, que invariavelmente corromperá as veias da ética, envenenando qualquer senso de humanidade que acaso ainda reste nos recôndito do neófito. A periculosidade de tal vírus é tal, que só poderia ser comparada a devastadora peste bubônica ou a fatalidade da Síndrome Imunológica Adquirida em seus devidos contextos.

Todo e qualquer indivíduo que exerça plenos poderes relativos sobre outrem, está fadado a um retumbante fracasso como sujeito. Visto que normalmente o ser humano não possui a estrutura necessária para gerir a outrem, se não lograr sucesso na administração de si mesmo como sujeito e cidadão; caso fosse possível essa administração satisfatória de si sobre si, não haveria a necessidade da concessão de poderes a grupos de indivíduos destinados a esse fim; pois certamente a sociedade estaria devidamente preparada a exercer sua autogestão, como se verifica até hoje em muitas comunidades africanas, assim como a dos Batwás. 

O indivíduo que detém o poder detém também a frouxidão de caráter, visto ter ele o dom de ignorar toda uma coletividade, ignorando até mesmo o próprio senso coletivo, desde o momento que age unicamente movido pela conveniência. Como se pode facilmente constatar, o maior medo do rico é o de empobrecer, portanto, é notório perceber os motivos pelos quais o poderoso, custando o que custar, faz de tudo para manter seu lugar.

O poder pode ser traduzido como uma Síndrome da Imunidade Ética Adquirida, visto ser um mal de proporções tão devastadoras, que se torna inexorável e irreversível. Constata-se com espantosa facilidade fenomenológica, que os delírios de grandeza faz o neófito afundar em profunda embriaguez, tornando-se um empedernido dependente diatópico. 

Dessa maneira, suas ações só podem se comparar as ações dos enlouquecidos imperadores romanos ou as dos genocidas nazifascistas ao desempenhar suas corriqueiras e abomináveis atrocidades de cada dia, de forma estupidamente sádica e sarcástica. 

Esses impropérios e leviandades cotidianas são aceitos de bom grado pelos subalternizados, uma vez que o regime democrático implica na promessa (quase nunca cumprida) da troca de cadeiras. Mais, que na verdade, transformou-se oficiosamente numa prosaica e
consagrada cerimônia de beija-mãos dos mestres antecessores, que obviamente, sempre responderão alegremente as conveniências exigidas pela manutenção do status quo, formando assim, um seleto grupo social, quase uma impenetrável casta; salvo pelos rituais de iniciação através da SIEA (Síndrome de Imunidade Ética Adquirida).

O poder não suporta o pudor, prezando sempre pela supressão de quaisquer sinais de pressupostos brios existente no ar. O opressor, prima pela estupidez imbecilizante na inflação da dor e do horror, durante o exercício pleno da democratura reinante; considerando-as “mazelas do poder”, como um mal necessário à manutenção da lei e da ordem. Ou seja, um mero efeito colateral. Desse modo, esses exemplos, tornados lugar-comum, não só pelos políticos, mas também pelos religiosos e principalmente pelos militares, são assustadoramente naturais e abundantes para ilustrar esse lastimáveis fatos.
   
 Todo opressor invariavelmente comete crimes contra a humanidade. Ou seja, todo poderoso é também um criminoso, visto que ele necessita exercer seu sadismo natural; o mal necessário; como forma de governo para massacrar opiniões subalternas divergentes. Melancolicamente, esse é o registro que marca nosso momento histórico como pós-moderno: A
plebe se ajoelhando como um asinus ad lyram[1] e por vontade própria escolher a escravidão como caminho, sem ao menos saberem de suas escolhas, se escolheram, quando escolheram ou o que escolheram. Neste vertiginoso processo contemporâneo do jogo de poder, não há tempo para que a história se repita... Nem tempo para o precioso tempo de se dar a chance do erro, para poder acertar..


[1] “Burro diante da Lira”

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Polícia Militar brazilleira: Serial Killing tupiniquim



A polícia militar dos Estados Unidos do Brazill tem a honra de só possuir em seus quadros, com honrosas e raríssimas exceções, empregados padrão especialistas na prática do sadismo. São trabalhadores com larga experiência no ramo de torturas, humilhações e assassinatos em todo o solo tupiniquim, produzindo corriqueiramente mais viúvas e órfãos que qualquer guerra contemporânea.


Desse modo, ela se tornou uma instituição importantíssima para a governabilidade sem culpas nem desculpas, contribuindo com eficácia para a política de criminalização da pobreza e da cor, e principalmente de medidas descabidas e decretos bizarros e estúpidos implementados por esses administradores da coisa pública, além de atender, obviamente, os anseios da classe média nas suas terríveis frustrações resultantes de seus delírios de poder.


Classe média esta, que reúne em si todos os preconceitos possíveis e imagináveis. Preconceitos esses que estruturam e mantém a todo vapor o crime mais perfeito que se tem notícia em toda a humanidade: o crime do racismo.


Desse modo, a polícia militar cumpre com extrema habilidade sua missão de capitão-do-mato, enquanto o poder judiciário gerencia esse grande tumbeiro em que se transformou a sociedade contemporânea. Onde aliás coincidentemente, foi nos tumbeiros, o lugar que o monstro do capitalismo nasceu, mostrando sua sinistra face infernal, tomando sua terrível e atual forma de pomba branca da paz sem voz, voando inocentemente, durante a introdução da democratura no novo mundo, nos créditos iniciais e finais nas telas televisivas, sobre os auspiciosos prolegómenos de Dante


Em meio a esse dantesco cenário, podemos inferir e destacar a função ministerial da mídia, atuando na introjeção de valores indolentes, fazendo uso da doce arrogância própria dos proprietários da verdade exclusiva, para impor a única política governamental que deu certo nos Estados Unidos do Brazill; a política da eugenia. Essa política foi institucionalizada e legitimada com total sucesso na academia, na educação, na saúde e na segurança pública, além dos meios jurídicos e políticos. Enfim, em todas as esferas pública e privada (supondo-se que haja uma esfera pública na republica dos bananas).


As estatísticas; obviamente bem camufladas pela TV, TV esta legitimada como órgão oficial gerenciador desse processo criminoso; não fazem jus aos fatos e fotos da violência gratuita, torturas indiscriminadas, humilhações contumazes e assassinatos categóricos prosaicamente produzidos no cotidiano por esses valentes e audazes servidores públicos dessa amada força armada policial dos Estados Unidos do Brazill, que serve exemplarmente a nação e ao bom cidadão de bens: do bem comum.


Fato irônico é esse melancólico contexto, que deveria ser causa de grande comoção social, não causar nenhum constrangimento, estranhamento ou espanto em quem quer que seja. Pelo contrário, ele gera dividendos aos donos da mídia, na medida em que esse processo de desumanização se transformou em atração principal na telinha da TV; sendo os próprios telespectadores protagonistas desse triste espetáculo, pois os mesmos são rotineiramente vilipendiados por essa mesma mídia, que faz da pobreza e do racismo o produto sorumbático de seu rentoso show de comicidade. Assim, a pombinha branca da paz cumpre sua missão, como a polícia dos Estados Unidos do Brazill, mesmo sem saber realmente qual o seu real papel; podemos afirmar que, se cientificamente os pombos são ratos de asas, são bem diferentes da polícia... Que são ratos de armas trazendo a peste negra contemporânea.


Nesse sádico espetáculo de desumanização, o branco desumanizando o bantu, esse crime continua sendo inafiançável e continua sendo crime, além de ser um golpe de mestre contra a humanidade, para quem restou somente a coisificação do ser, a bordo desse tumbeiro urbano, cercado sádicos por todos os lados, somos vigiados e punidos por nossa cor, por  nossoscabelos crespos e por nossa condição social propositalmente desfavorecida.

 Esse é o dantesco espetáculo das raças visto de perto e vivido intensamente pelos descendentes daqueles que tiraram a Europa da idade das trevas, para servir e proteger seus infames negócios: o sequestro e venda da carne negra; da carne mais barata do mercado, mas com a cara força ativa que produziram e ainda produzem toda a riqueza de todos os Estado Unidos de Exceções a preço de muito sangue. Pois é, eles são unidos... A nós, cabe o afromodismo como recompensa pelo bom comportamento, pela ausência de coletivismo e pelo ensurdecedor silêncio que condena o vandalismo do p2 responsabilizando exclusivamente o bloqueio negro... Isso, a gente vê por aqui... A coisa mais linda e mais cheia de graça é ver o policial que humilha, que tortura, mata e não disfarça... Tudo ao vivo e em preto e branco, todo paramentado, mascarado e preparado para reproduzir e vivenciar as noites, com muita emoção, de tribunal nas escuras esquinas da vida, promovendo assim com grande satisfação a contumaz e divina inquisição, estripando com requinte de crueldade qualquer negro que não estiver em frente à televisão; enquanto o preto que no sofá está, em frente a tela total e completo estado de letargia geral, imbecilizado por essa embriaguez, se alivia por não ser ele a bola da vez.


Na manhã seguinte este mesmo preto do sofá, dá um fraterno bom dia ao vizinho polícia, chefe de família, bom pai e marido exemplar que acaba de chegar de seu plantão dioturno, perseguindo os fugidos da escravidão mental contemporânea: vândalos, importunadores de inocentes pombinhas brancas que adornam os patrimônios públicos pelo próprio vândalo, com muito dor, erigido com amor. 


Assim, o filho desse preto do sofá, também para a polícia sonha entrar, sendo herói militar, como o pai do amiguinho, e muito favelado poder matar. Nossos heróis nunca mais morrerão de overdose como outrora, quando fugiam da mórbida realidade para encontrar a virtualidade frente a TV, da vida dos finais felizes para todo o sempre, na terra do Nunca, onde os heróis são brancos, o arco-íris é branco e até o todo-poderoso Deus também é branco; mesmo que contraditoriamente a felicidade teime em ser colorida... Bem, são pequenos detalhes que uma boa bazuca pode resolver... E a polícia militar dos Estados Unidos da Exceção está ai pra isso, A tropa de elite já sabe qual a sua missão... 

Que venham os ferozes moinhos de ventos, que servem de barreira e de moldura aos terríveis, ferozes e coloridos arco-íris dos sonhos de negras e negros sonhadores... A ordem e o progresso deverão ser mantidos a qualquer custo... E Já que o objetivo é servir... Servos da servidão essa é a missão..!! Que a polícia entre em ação; o espetáculo vai começar; sendo assim, todo preto deve a TV ligar para ver um negro apanhar, para na manhã seguinte no seu trabalho poder comentar e a sua história contar, dizendo que seu vizinho é herói militar... Os filhos de nossos filhos também vão se mirar no exemplo de valor que o pai do amiguinho acabou de se transformar... Então corra, que o Filho Da Polícia vem ai...!!