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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

A Eternidade é o Presente do Agora Ofertado Pelo Amanhecer da Verdade em cada Hoje

Estar sensível ao momento presente é não se contentar apenas com um cardápio para saciar a fome, da mesma forma, como não adiantaria coisa alguma ter um guia de turismo completo, para se tentar vivenciar a beleza e as maravilhas de uma magnífica viagem. Essa afirmação comprova que o momento presente é só o que existe de fato, já que olhar a paisagem através de um cartão postal, não nos permite enxergar o que realmente está à nossa frente.

É entre o dar a atenção ao que parece ser, e dar atenção ao que é, que o caminho se revela àquele que se encontra perdido em si mesmo. Equivalente aquela pessoa comum que deseja ver Deus face a face, sem, no entanto, perceber que, absolutamente tudo é Deus. Ou seja, o indivíduo programado pelo condicionamento social e biológico, construiu para si mesmo, uma personalidade, a fim de participar desse jogo, aonde o ego, esse Eu personagem, é quem dá as cartas, persuadindo a si mesmo que o jardim de plástico do outdoor é realmente o paraíso achado.

Portanto, para esse indivíduo, a aceitação de Leis, normas e regras, são essenciais como forma de ingressar e participar desse reality show, que é jogo da vida na urbe et orbi. Desse modo, o senso comum, revelado pelo inconsciente coletivo, é o regente desse filme aonde cedemos o nosso centro de poder ao roteirista dessa história oficial recheada de memórias e esperanças.

Esse senso comum criou um sistema de produção de identidades, com o intuito de separar os times adversários e manter os jogadores totalmente imersos nessa experiência ilusória. São essas identidades que alimenta e fortalece o self, fazendo com que ele, o self, conduza o jogo da vida, vivido na Matrix regida pelo Deep State.

Esse cardápio de Leis, regras e estatutos, tem o seu tempero especial preparado com agendas, calendários e relógios, e um molho inglês feito de certificações e diplomas, tudo isso servido numa atmosfera gospel, nessa formatura do bom cidadão, organizada consecutivamente pelos departamentos bíblicos da seção celestial e infernal.

Sendo assim, temos um céu e um inferno meticulosamente planejados e personalizados, aos quais são conferidos toda a importância, em detrimento ao Paraíso existente no presente de fato, em cada agora; visto que, o medo do futuro é o principal combustível que move o Mecanismo dos Tempos Modernos. É por isso que o indivíduo entrega de bom grado, a sua força ativa, a fim de assegurar um futuro, que não é propriamente o dele, mas sim, das famílias que conduzem o Deep State.

O futuro do indivíduo se reduz as suas conquistadas de assinaturas nos rodapés de diplomas e certificados, condecorações estas que lhe traz a falsa sensação de segurança num pretenso futuro; é uma situação análogo ao pagamento do seguro contra incêndio, ou a promessa da religião de um paraíso pós-morte.

Dessa maneira, na noite escura, a regra é clara: lembrar-se dos bons momentos do passado e acreditar na conquista de um futuro, adequando-se exclusivamente as condições estabelecidas pelo sistema Medieval dos Tempos Modernos. Portanto, o indivíduo nunca terá Tempo suficiente para pensar ou cuidar de si mesmo, já que se encontra totalmente fora de seu Espaço e Tempo. Caso o indivíduo possuísse o tempo, ele jamais seria possuído pelo relógio.

Nesse caso, o Tempo da Senzala, trazido e mantido pelo poder dominante, fragmenta a vontade desse indivíduo, que cede o seu centro de poder, em consequência do adestramento sofrido desde seu nascimento, que indelevelmente o condicionou social e biologicamente. Dessa forma, ele vive nessa bolha-casulo de tempo, limitada por calendário e ponteiros, representantes dessa famigerada agenda produzida pelo Estado Profundo.

Enquanto esse indivíduo continuar a acordar só para poder dormir, sem saber por onde ir, ele continuará a seguir o Carneiro de Panúrgio por onde quer que vá, enquanto olha o tempo e a vida passar ao largo da própria vida. É nesse “passar a vida em branco”, que uma pessoa de cor vai descobrir o seu real valor, quando observar o rodapé do cardápio, desse menu de alimentação oferecido pelo Estado de terror, como um prato especial e exótico de Adrenocromos.

Se, a exemplo do conceito da terra plana, ainda continuarmos a creditar na teoria do tempo linear, continuaremos a ceder o nosso centro de poder aos gestores dessa agenda de terror, produtora de crenças limitantes e ideologias descapacitantes, que condicionam nosso bom viver. Ou seja, nessa bolha de existência, aonde não existe escolhas, só opções, o tempo de cada indivíduo é acorrentado aos ponteiros de um relógio, que segue o calendário elaborado por cadentes leis senis.

Para escapar dessa escola de horrores, é necessário carregar a pecha de rebelde sem causa ou de maluco beleza; mas como o cidadão de bem, o indivíduo que não deseja ser mal visto, mantém o seu currículo impecável, comparecendo a cada passeata patriota, estrategicamente convocada pela mídia vendida.

A viagem dentro dessa bolha regida pelo tempo linear, transformou-se num eterno looping, aonde os calendários e os ponteiros como feitores pós-modernos, todos os dias, repetitivamente ordena aos seus comandados que produzam com excelência. Sendo assim, as repetições das tarefas cotidianas, acabam se tornando um exercício automatizado e de muita destreza, fazendo o indivíduo habituar-se a tudo aquilo que outrora, se mostrava incômodo nessa filosofia “time is Money”.

Portanto, para adaptar-se à essa sociedade adoentada, é necessário afeiçoar-se as correntes, e ao medo produzido pelas sombras dos monstros inexistentes, além dos vírus invisíveis, criados e cultivados in vitro pelo Deep State. Fora isso, só resta despertar para o Presente, sabendo que tudo acontece no agora, e que, as promessas pertencem exclusivamente aos religiosos e aos políticos, e as ameaças, cabem aos cães que ladram enquanto as carruagens passam.

O principal quesito para possuir o Tempo, é jogar fora os relógios de ponto, os calendários político-religiosos e as agendas da Casagrande. Esse ato revelará o incômodo da idade das trevas nas diversas tentativas de intimidação de toda sorte, inspiradas nos prazos estipulados, estatutos e regimentos, regras estabelecidas e Leis impositivas. Atravessar o mar do terror psicológico, com seu tempo instável, será o primeiro passo para poder chegar a Nova Terra; nesse orbe aonde o planeta é redondo, e o tempo não é linearizado; nesse mundo aonde tudo que vai, volta; nessa terra aonde tudo o que se planta, dá.

É nesse momento em que o Tumbeiro deixa de ser um Holandês Voador, saindo do intenso temporal em direção a Nova Aurora, enquanto a bordo, os fantasmas pretos se transformam em anjos Negros. Assim, os ponteiros que escravizam a mente do neófito, são substituídos pelo Sino, que a cada toque, chama a atenção do cidadão do mundo para o aqui e agora, lembrando desse presente concedido pela Fonte Criativa.

  

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