É entre o dar
a atenção ao que parece ser, e dar atenção ao que é, que o caminho se revela
àquele que se encontra perdido em si mesmo. Equivalente aquela pessoa comum que
deseja ver Deus face a face, sem, no entanto, perceber que, absolutamente tudo
é Deus. Ou seja, o indivíduo programado pelo condicionamento social e
biológico, construiu para si mesmo, uma personalidade, a fim de participar
desse jogo, aonde o ego, esse Eu personagem, é quem dá as cartas, persuadindo
a si mesmo que o jardim de plástico do outdoor é realmente o paraíso achado.
Portanto,
para esse indivíduo, a aceitação de Leis, normas e regras, são essenciais como
forma de ingressar e participar desse reality
show, que é jogo da vida na urbe et
orbi. Desse modo, o senso comum, revelado pelo inconsciente coletivo, é o
regente desse filme aonde cedemos o nosso centro de poder ao roteirista dessa
história oficial recheada de memórias e esperanças.
Esse senso
comum criou um sistema de produção de identidades, com o intuito de separar os
times adversários e manter os jogadores totalmente imersos nessa experiência ilusória.
São essas identidades que alimenta e fortalece o self, fazendo com que ele, o
self, conduza o jogo da vida, vivido na Matrix
regida pelo Deep State.
Esse cardápio
de Leis, regras e estatutos, tem o seu tempero especial preparado com agendas, calendários
e relógios, e um molho inglês feito de certificações e diplomas, tudo isso
servido numa atmosfera gospel, nessa formatura do bom cidadão, organizada consecutivamente
pelos departamentos bíblicos da seção celestial e infernal.
Sendo assim,
temos um céu e um inferno meticulosamente planejados e personalizados, aos
quais são conferidos toda a importância, em detrimento ao Paraíso existente no
presente de fato, em cada agora; visto que, o medo do futuro é o principal combustível
que move o Mecanismo dos Tempos Modernos. É por isso que o
indivíduo entrega de bom grado, a sua força ativa, a fim de assegurar um futuro, que não é propriamente o dele, mas sim, das famílias que conduzem o Deep State.
O futuro do
indivíduo se reduz as suas conquistadas de assinaturas nos rodapés de diplomas
e certificados, condecorações estas que lhe traz a falsa sensação de segurança
num pretenso futuro; é uma situação análogo ao pagamento do seguro contra
incêndio, ou a promessa da religião de um paraíso pós-morte.
Dessa maneira,
na noite escura, a regra é clara: lembrar-se dos bons momentos do passado e
acreditar na conquista de um futuro, adequando-se exclusivamente as condições
estabelecidas pelo sistema Medieval dos
Tempos Modernos. Portanto, o
indivíduo nunca terá Tempo suficiente para pensar ou cuidar de si mesmo, já que
se encontra totalmente fora de seu Espaço e Tempo. Caso o indivíduo possuísse o
tempo, ele jamais seria possuído pelo relógio.
Nesse caso,
o Tempo da Senzala, trazido e mantido pelo poder dominante, fragmenta a vontade
desse indivíduo, que cede o seu centro de poder, em consequência do
adestramento sofrido desde seu nascimento, que indelevelmente o condicionou
social e biologicamente. Dessa forma, ele vive nessa bolha-casulo de tempo,
limitada por calendário e ponteiros, representantes dessa famigerada agenda
produzida pelo Estado Profundo.
Enquanto esse
indivíduo continuar a acordar só para poder dormir, sem saber por onde ir, ele continuará
a seguir o Carneiro de Panúrgio por
onde quer que vá, enquanto olha o tempo e a vida passar ao largo da própria
vida. É nesse “passar a vida em branco”,
que uma pessoa de cor vai descobrir o seu real valor, quando observar o rodapé
do cardápio, desse menu de alimentação oferecido pelo Estado de terror, como um
prato especial e exótico de Adrenocromos.
Se, a
exemplo do conceito da terra plana,
ainda continuarmos a creditar na teoria do tempo
linear, continuaremos a ceder o nosso centro de poder aos gestores dessa
agenda de terror, produtora de crenças limitantes e ideologias descapacitantes,
que condicionam nosso bom viver. Ou seja, nessa bolha de existência, aonde não
existe escolhas, só opções, o tempo de cada indivíduo é acorrentado aos
ponteiros de um relógio, que segue o calendário elaborado por cadentes leis
senis.
Para escapar
dessa escola de horrores, é necessário carregar a pecha de rebelde sem causa ou de maluco
beleza; mas como o cidadão de bem, o
indivíduo que não deseja ser mal visto, mantém o seu currículo impecável,
comparecendo a cada passeata patriota, estrategicamente convocada pela mídia
vendida.
A viagem dentro
dessa bolha regida pelo tempo linear, transformou-se num eterno looping, aonde
os calendários e os ponteiros como feitores pós-modernos, todos os dias, repetitivamente
ordena aos seus comandados que produzam com excelência. Sendo assim, as
repetições das tarefas cotidianas, acabam se tornando um exercício automatizado
e de muita destreza, fazendo o indivíduo habituar-se a tudo aquilo que outrora,
se mostrava incômodo nessa filosofia “time
is Money”.
Portanto, para
adaptar-se à essa sociedade adoentada, é necessário afeiçoar-se as correntes, e
ao medo produzido pelas sombras dos monstros inexistentes, além dos vírus invisíveis,
criados e cultivados in vitro pelo Deep State. Fora isso, só resta
despertar para o Presente, sabendo que tudo acontece no agora, e que, as promessas
pertencem exclusivamente aos religiosos e aos políticos, e as ameaças, cabem aos
cães que ladram enquanto as carruagens passam.
O principal
quesito para possuir o Tempo, é jogar fora os relógios de ponto, os calendários
político-religiosos e as agendas da Casagrande. Esse ato revelará o incômodo da
idade das trevas nas diversas tentativas de intimidação de toda sorte,
inspiradas nos prazos estipulados, estatutos e regimentos, regras estabelecidas
e Leis impositivas. Atravessar o mar do terror psicológico, com seu tempo instável,
será o primeiro passo para poder chegar a Nova
Terra; nesse orbe aonde o planeta é redondo, e o tempo não é linearizado; nesse
mundo aonde tudo que vai, volta; nessa terra aonde tudo o que se planta, dá.
É nesse
momento em que o Tumbeiro deixa de
ser um Holandês Voador, saindo do intenso
temporal em direção a Nova Aurora, enquanto
a bordo, os fantasmas pretos se transformam em anjos Negros. Assim, os
ponteiros que escravizam a mente do neófito, são substituídos pelo Sino, que a cada toque, chama a atenção
do cidadão do mundo para o aqui
e agora, lembrando desse presente concedido pela Fonte Criativa.

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