Total de visualizações de página

Pesquisar estehttp://umbrasildecor.wordpress.com/2013/05/29/jornal-cobre-lancamento-de-escrito blog

domingo, 12 de setembro de 2021

A César o Que É de César...

A vida não é uma sala de espera, visto que, absolutamente tudo acontece no agora: A Liberdade, o Amor a Felicidade, e mesmo a própria vida. Análogo uma moeda, dividimos a nós mesmos em duas partes; dentro e fora, passado e futuro, claro e escuro, bom e mal, etc. nos esquecendo do nosso próprio valor enquanto Ser integral. Sendo assim, no paradoxo dessa dicotomia, o passado, como um gigantesco cemitério, é somente um lugar de lembranças e saudades; enquanto o futuro, é inexistente; porque ele só pode acontecer no hoje.

A intenção e a atenção ao real valor do momento vivido é impedido pelo pensamento, oriundo da mente, que sempre mente, evitando assim, a percepção de que somos a nossa própria liberdade; somos a própria paz que procuramos; somos essa verdadeira felicidade tão esperada, que não é percebida por conta do turbilhão de desejos projetado pela mente.

É o passado que traz o sofrimento, enquanto o futuro traz somente o que é transitório, estruturando esse mundo imaginário, estabelecido pelos padrões do pensamento condicionado, e herdado como modus vivendi.

Nosso corpo é a nossa casa, é o lar que deve também ser, além de um Templo sagrado, uma animada casa de festas e uma requintada e elegante loja. Por isso, a atribuição do valor intrínseco dessa metafórica moeda em que fomos transformados, só pode ser conferido por nós mesmos, e jamais por outrem.

Fomos fragmentamos, a partir das identidades aferidas pela dualidade presente nas faces dessa moeda; e uma vez taxonomizados, deixamos de ser sujeitos e passamos à categoria de objetos. Permitindo que as identificações trazidas pelas nossas personagens do passado, ou pela personalidade construída pelo ego, transforme o indivíduo num expectador de um filme aonde ele jamais será o protagonista, porque o expectador não vive, ele apenas cumpre passivamente o papel subalterno a ele atribuído.

Ao desviar a nossa plena atenção do momento presente, perdemos também a virtude do sermos o que somos. Ou seja, perdemos o valor intrínseco dessa metafórica moeda de ouro, que acaba se transformando em barro através do olhar da Medusa. Portanto, o verdadeiro ser precisa desvincular-se do passado, e de um presumível futuro, para poder estar consciente de si mesmo e de sua plenitude.

A mente continuamente produz e projeta imagens, enquanto perdemos nosso tempo tentando compreendê-la e interpreta-la, nos confundindo assim, com as próprias imagens projetadas, quando nos fixamos somente em tais projeções, e não para a fonte da projeção. Dessa maneira, deixamos de compreender que não somos a imagem projetada pela mente, deixando assim, de ir além dos conceitos e ideias padronizados pelo passado, que são projetadas para o futuro; fazendo do presente; um limbo, esse lugar fora do tempo, que nos faz desprezar a imagem do pobre e dobrar os joelhos diante dos poderosos.

Dessa maneira, a percepção da beleza que nos ronda, só pode ser sentida e vista através dos olhos do amor, que enxerga na elegância trazida por cada momento, a gentileza que sustenta a existência; na medida em que; o que está fora; também é o que está dentro. Dessa maneira, a magia só pode ser vista através dos olhos da criança; pois esse é um olhar que jamais traz julgamentos, críticas, ideias ou conceitos pré-estabelecidos como juízo de valor.

A identificação com algo, por si só, já traz a distinção desse valor que é exposto em ambos os lados dessa mesma moeda, fazendo o amor e o ódio caminharem juntos, assim como a luz e a escuridão e toda a família de opostos. Esse estado dualístico é responsável pelo modo de pensar e falar justamente o que a mente mostra; transformando a realidade num mero objeto dessa mesma mente.

Para uma mente escravizada, a verdade sempre permanece oculta, pois a mente é aquela que discrimina, ilusiona, gosta, desgosta, deduz... trazendo o senso de perdas e ganhos, reduzindo as dez-mil-coisas num determinado valor estampado e patenteado na face dessa moeda.

Sendo assim, o caminho da verdade está além da linguagem do ser que somos; ser que é infinitamente pequeno e infinitamente grande. Portanto, Ser um ser mental é o mesmo que assumir a função de uma bola de ping-pong, tendo as suas emoções provocadas e controladas pelos pensamentos padronizados que, ao contrário da consciência, reside fora do tempo presente. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

A Eternidade é o Presente do Agora Ofertado Pelo Amanhecer da Verdade em cada Hoje

Estar sensível ao momento presente é não se contentar apenas com um cardápio para saciar a fome, da mesma forma, como não adiantaria coisa alguma ter um guia de turismo completo, para se tentar vivenciar a beleza e as maravilhas de uma magnífica viagem. Essa afirmação comprova que o momento presente é só o que existe de fato, já que olhar a paisagem através de um cartão postal, não nos permite enxergar o que realmente está à nossa frente.

É entre o dar a atenção ao que parece ser, e dar atenção ao que é, que o caminho se revela àquele que se encontra perdido em si mesmo. Equivalente aquela pessoa comum que deseja ver Deus face a face, sem, no entanto, perceber que, absolutamente tudo é Deus. Ou seja, o indivíduo programado pelo condicionamento social e biológico, construiu para si mesmo, uma personalidade, a fim de participar desse jogo, aonde o ego, esse Eu personagem, é quem dá as cartas, persuadindo a si mesmo que o jardim de plástico do outdoor é realmente o paraíso achado.

Portanto, para esse indivíduo, a aceitação de Leis, normas e regras, são essenciais como forma de ingressar e participar desse reality show, que é jogo da vida na urbe et orbi. Desse modo, o senso comum, revelado pelo inconsciente coletivo, é o regente desse filme aonde cedemos o nosso centro de poder ao roteirista dessa história oficial recheada de memórias e esperanças.

Esse senso comum criou um sistema de produção de identidades, com o intuito de separar os times adversários e manter os jogadores totalmente imersos nessa experiência ilusória. São essas identidades que alimenta e fortalece o self, fazendo com que ele, o self, conduza o jogo da vida, vivido na Matrix regida pelo Deep State.

Esse cardápio de Leis, regras e estatutos, tem o seu tempero especial preparado com agendas, calendários e relógios, e um molho inglês feito de certificações e diplomas, tudo isso servido numa atmosfera gospel, nessa formatura do bom cidadão, organizada consecutivamente pelos departamentos bíblicos da seção celestial e infernal.

Sendo assim, temos um céu e um inferno meticulosamente planejados e personalizados, aos quais são conferidos toda a importância, em detrimento ao Paraíso existente no presente de fato, em cada agora; visto que, o medo do futuro é o principal combustível que move o Mecanismo dos Tempos Modernos. É por isso que o indivíduo entrega de bom grado, a sua força ativa, a fim de assegurar um futuro, que não é propriamente o dele, mas sim, das famílias que conduzem o Deep State.

O futuro do indivíduo se reduz as suas conquistadas de assinaturas nos rodapés de diplomas e certificados, condecorações estas que lhe traz a falsa sensação de segurança num pretenso futuro; é uma situação análogo ao pagamento do seguro contra incêndio, ou a promessa da religião de um paraíso pós-morte.

Dessa maneira, na noite escura, a regra é clara: lembrar-se dos bons momentos do passado e acreditar na conquista de um futuro, adequando-se exclusivamente as condições estabelecidas pelo sistema Medieval dos Tempos Modernos. Portanto, o indivíduo nunca terá Tempo suficiente para pensar ou cuidar de si mesmo, já que se encontra totalmente fora de seu Espaço e Tempo. Caso o indivíduo possuísse o tempo, ele jamais seria possuído pelo relógio.

Nesse caso, o Tempo da Senzala, trazido e mantido pelo poder dominante, fragmenta a vontade desse indivíduo, que cede o seu centro de poder, em consequência do adestramento sofrido desde seu nascimento, que indelevelmente o condicionou social e biologicamente. Dessa forma, ele vive nessa bolha-casulo de tempo, limitada por calendário e ponteiros, representantes dessa famigerada agenda produzida pelo Estado Profundo.

Enquanto esse indivíduo continuar a acordar só para poder dormir, sem saber por onde ir, ele continuará a seguir o Carneiro de Panúrgio por onde quer que vá, enquanto olha o tempo e a vida passar ao largo da própria vida. É nesse “passar a vida em branco”, que uma pessoa de cor vai descobrir o seu real valor, quando observar o rodapé do cardápio, desse menu de alimentação oferecido pelo Estado de terror, como um prato especial e exótico de Adrenocromos.

Se, a exemplo do conceito da terra plana, ainda continuarmos a creditar na teoria do tempo linear, continuaremos a ceder o nosso centro de poder aos gestores dessa agenda de terror, produtora de crenças limitantes e ideologias descapacitantes, que condicionam nosso bom viver. Ou seja, nessa bolha de existência, aonde não existe escolhas, só opções, o tempo de cada indivíduo é acorrentado aos ponteiros de um relógio, que segue o calendário elaborado por cadentes leis senis.

Para escapar dessa escola de horrores, é necessário carregar a pecha de rebelde sem causa ou de maluco beleza; mas como o cidadão de bem, o indivíduo que não deseja ser mal visto, mantém o seu currículo impecável, comparecendo a cada passeata patriota, estrategicamente convocada pela mídia vendida.

A viagem dentro dessa bolha regida pelo tempo linear, transformou-se num eterno looping, aonde os calendários e os ponteiros como feitores pós-modernos, todos os dias, repetitivamente ordena aos seus comandados que produzam com excelência. Sendo assim, as repetições das tarefas cotidianas, acabam se tornando um exercício automatizado e de muita destreza, fazendo o indivíduo habituar-se a tudo aquilo que outrora, se mostrava incômodo nessa filosofia “time is Money”.

Portanto, para adaptar-se à essa sociedade adoentada, é necessário afeiçoar-se as correntes, e ao medo produzido pelas sombras dos monstros inexistentes, além dos vírus invisíveis, criados e cultivados in vitro pelo Deep State. Fora isso, só resta despertar para o Presente, sabendo que tudo acontece no agora, e que, as promessas pertencem exclusivamente aos religiosos e aos políticos, e as ameaças, cabem aos cães que ladram enquanto as carruagens passam.

O principal quesito para possuir o Tempo, é jogar fora os relógios de ponto, os calendários político-religiosos e as agendas da Casagrande. Esse ato revelará o incômodo da idade das trevas nas diversas tentativas de intimidação de toda sorte, inspiradas nos prazos estipulados, estatutos e regimentos, regras estabelecidas e Leis impositivas. Atravessar o mar do terror psicológico, com seu tempo instável, será o primeiro passo para poder chegar a Nova Terra; nesse orbe aonde o planeta é redondo, e o tempo não é linearizado; nesse mundo aonde tudo que vai, volta; nessa terra aonde tudo o que se planta, dá.

É nesse momento em que o Tumbeiro deixa de ser um Holandês Voador, saindo do intenso temporal em direção a Nova Aurora, enquanto a bordo, os fantasmas pretos se transformam em anjos Negros. Assim, os ponteiros que escravizam a mente do neófito, são substituídos pelo Sino, que a cada toque, chama a atenção do cidadão do mundo para o aqui e agora, lembrando desse presente concedido pela Fonte Criativa.

  

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Pedagogia da Deseducação

Nas experiências vividas como Professor, tive a feliz oportunidade de aprender que, quando se auxilia um infante ou um educando em seu processo de alfabetização, não há possibilidade alguma de se aprender a ler por ele, ou no lugar dele; como elemento ativo de sua própria educação, indubitavelmente, ele deve ser o protagonista da ação. Do mesmo modo, aprendi que, quando há duas pessoas numa estrada, e se uma delas fixar o olhar em direção a profunda escuridão da noite que jaz ao seu redor, enquanto a outra pessoa se ocupa da observação dos sinais que anunciam a aproximação da aurora; ambos, estarão corretos na exposição e sustentação de suas impressões acerca das suas verdades abalizadas.

Em ambos os casos, é notório perceber que a atenção segue a direção do olhar. Ou seja, naquilo em que o observador deter a sua atenção, é o que efetivamente passará a existir para ele. Dessa maneira, o sujeito definitivamente, passa a ser a causa de tudo que acontece com ele mesmo, e consequentemente, é também o responsável por tudo o que acontece em seu entorno, e no resto do mundo que o rodeia.

Portanto, toda a energia que emana do pensar e do sentir, banha completamente o corpo físico, emocional e espiritual; e inevitavelmente, reflete de forma positiva ou patológica em seu entorno, sendo convertido justamente naquilo que rotulamos e classificamos como verdadeiro ou falso, necessário ou desnecessário, bom ou mal, etc. Dessa maneira, mesmo os extremos não se cruzando, ambos os fenômenos são frutos da mesma árvore; visto que tais frutos verdejantes, de vez ou maduros se desenvolvem em conformidade com o solo em que foi semeado.

Portanto, numa cultura aonde se semeia pimentas não há possibilidades da colheita de morangos. Sentimentos são poderosíssimas sementes que, uma vez semeados, não crescerá um pé de qualquer coisa, mas sim, será colhido exatamente aquilo que foi disseminado, e que fractalmente, multiplicar-se-á a si mesmo, de acordo com a estação. Ou seja, o tempo de semear e o tempo de colher, podem ser revelados por períodos simultâneos, paralelos e circulares e tudo isso junto.

Consequentemente, o fruto do pecado, nada mais é, do que resultado da intenção projetada e ativada pela própria mente, que de forma instantânea, se torna uma forma-pensamento concretizado na 4D, para em seguida se manifestar em 3D; esse processo se dá com a Serpente subindo pela coluna desta árvore enraizada na região sacra, até ao cérebro, para enfim, germinar sobre a dualidade de seus hemisférios, que é o lugar aonde essa semente será alimentada pelo ego ou pelo Id.

Sendo assim, essa Serpente, que simboliza a sabedoria, tornou-se uma grande ameaça ao monopólio do Ego, esse mantenedor da personalidade que criamos para o nosso Eu, a fim de participar do jogo organizado pela falida civilização dos Tempos Modernos. Portanto, ela, essa ameaçadora serpente, deve ser abominada, assim como a oferenda do fruto do conhecimento por ela oferecido, deve ser extirpado.

Experimentar desse fruto é conhecer-se a sim mesmo, sendo este justamente o ponto aonde se dá início ao exercício do instituto da Liberdade plena; e para tanto, faz-se cogente sair do padrão dessa estabilidade sustentado por esse passado que estabeleceu como paradigma, o fator do desconhecido como ameaça principal ao culto a própria personagem. 

É o acúmulo de conhecimento que impede o fluxo dessa sabedoria que leva ao estado de liberdade plena. Aprender o que há de verdade naquilo que sabemos, é o começo de uma mudança real, vinda através de um processo de investigação de si mesmo. Esse apego aos conceitos e noções, construídos pelo falso senso do Eu, faz com que criemos identificações, seja em relação a gênero, raça ou classe, naturalizando a exclusão daquilo que não atende aos padrões das nossas expectativas. 

Portanto, o desaprender e o desidentificar com tudo aquilo que vem através do aprendizado oficial e das imagens representativas estruturantes do nosso mundo externo, é o princípio que deve ser aplicado a essa sabedoria trazida pela serpente da kundalini, que se revela como uma ameaça dogmática gospel para a personalidade alimentada pelo ego.

Ver e Ser, sem mentalizar nem verbalizar é o caminho para o verdadeiro saber que, a exemplo da verdade, se apresenta em todo e cada novo amanhecer, visto que, o hoje, é o único presente disponível pra gente nesse agora; e o resto; tanto o passado como o futuro, são fragmentos que fazem parte um filme projetado para fazer sofrer, e para fugir da nossa casa, que é justamente o nosso agora, nosso tempo presente. O que está na tela dessa película de memórias e esperanças, não é real; são somente as lágrimas de tristeza e terror experimentados pelas emoções provocadas pelo sofrimento naturalizado nesses filmes antigos e futurísticos, de lembranças e expectativas, que oprimem a criança que existe em cada um de nós, tentando aprender a viver essa vida padronizada pela educação dos Tempos Modernos. 

Dito isto, podemos inferir que a aprendizagem coercitiva é a perpetuação do processo de escravagismo naturalizado pelos padrões coloniais, estabelecido como pilares da civilização na educação moderna, aonde, ao professor, é concedida a representatividade  de autoridade, para o  repasse do conhecimento autorizado pelo Estado. Dessa maneira, o professor é como uma moeda de ouro, que de um lado, traz a imagem de César e do outro lado, o enigma da esfinge; é o grau do comprometimento com cada lado dessa mesma moeda, que indubitavelmente se revelará no incômodo e pelo desconforto por ele provocado, seja no sistema educacional ou no educando, é que determinará o seu intangível valor na transformação e constituição do atual cenário, desde Hiroshima e Nagasaki até Terra do Nunca, diante desse espelho d’agua de Narciso que reflete o belo mistério do Mundo de Alice.