Como o ar é
atmosfera do corpo, o Tempo é a atmosfera da alma; quem possui o tempo, possui
a mente. Portanto, somos um Templo sagrado Natural feito de Corpo, com um
coração em Paz que celebra, em festa, por todos os lugares por onde passa,
desde do momento em que escolhemos seguir a nossa própria Luz interior,
deixando de se deixar levar pelo aparente caos ao entorno e os dramas daí
advindos.
É a nossa
Luz interior, que ilumina o senso da gentileza e da beleza, que se expressa na
relação com toda a criação existente na natureza, e cada ser, visível e
invisível, que se apresenta a nossa frente.
A elegância
das palavras e do silêncio, nos gestos e nas atitudes, nascida no pensamento
criativo, cultivada nos sentimentos e manifesta nas emoções, é como um
pequenino fósforo aceso em meio a escuridão de um gigantesco recinto. A
simplicidade desse momento, se dá na alegria, ao enxergar através do olhar de
uma criança, o milagre da vida, que desfila e dança, celebrando a existência
plena de si, nesse caminho aonde tudo o que se encontra, também é caminho.
Para que
isso seja real, é necessário deixar que o pensamento fale sozinho, desviando o
foco de tudo aquilo que vem do exterior, já que, o que vem de fora, se
concretiza a partir do pensamento. As formas pensamentos, se manifestam de uma
maneira ou de outra, nos limitando ou libertando, já que se trata de energia, e
toda energia não pode ser destruída, ela se transforma naquilo que o pensamento
determina que seja.
Certamente
nunca teríamos dúvidas de que poderíamos levantar de uma cadeira e andar até
uma poltrona, mas se fossemos desafiado a fazer esse mesmo trajeto da cadeira
até a poltrona voando, não teríamos dúvida da impossibilidade. Tudo aquilo que
cognizamos, isto é, acreditamos peremptoriamente, definitivamente deixaria
alguma dúvida quanto ao seu desempenho.
Porém, com
o nosso consciente manipulado e o subjetivo subalternizado, fomos transformados
em perfeitos robôs, com respostas definidas a partir da programação a qual
fomos submetidos desde o nascimento.
É notório o
fato de defendermos e acreditarmos nos limites a nos impostos pelas
instituições, que definitivamente nos condicionaram, social e biologicamente,
fazendo a gente reproduzir e perpetuar tudo aquilo que nos foi ensinado por
terceiros, ou por suposições feitas a partir desse pérfido padrão de
programação, que efetivamente nos transformaram numa prisão de segurança máxima
de nós mesmos.
Sendo
assim, os gongóricos discursos retóricos padronizados proferidos por nossos
algozes de estimação, gozam de prestimosos prestígios ao mesmo tempo em que
domesticam continuamente os subalternizados, que foram mentalmente escravizados
através da dor impingida pela infame escravização e a covarde colonização.
Por esse
motivo, não deveria ser surpresa alguma o fato de muitos ainda acreditarem no
evento da abolição da escravidão, no conceito da terra plana, ou, no discurso
do tempo linear. Todos esses fatos foram narrados a partir dos livros
manufaturados pela casta dominante, que implantaram uma nova cultura e uma nova
história, a fim de formatar os subalternizados, se encontram profusamente disseminados
nas páginas midiáticas que cotidianamente bombardeiam os nossos sentidos, ao
confirmar a retórica do ver para crer,
como sinal de inteligência, quando na verdade, se trata de Crer para Ver. Ou seja, trata-se de construir a nossa verdade,
desapegando da verdade colonizada, que abundantemente adorna o nosso cotidiano
com obsidiadas ilusões.
A elegância
se faz presente nos gestos de quem enxerga a beleza, ao ver os pequenos
milagres cotidianos ofertado pela natureza; e como nós fazemos parte dessa
natureza, somos o próprio milagre se expressando em plena vida; caso os
reconheçamos e passemos agir de acordo, em vez de sempre reagir aos belos
adornos holográficos, apresentados nos trajes roubados da verdade, através da
astúcia da mentira.
In Lak’esh...!!

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