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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

O Poder da Elegância

Somos viajantes do Tempo, nosso Corpo é uma Nave conectada diretamente a Nave do Tempo Gaia. O nosso agora sempre nos faculta codificar conscientemente o futuro ou a recriar inconscientemente o passado. Só a lembrança do futuro; através da alegria e do Tempo da Arte; e a preservação dos ensinamentos passados, recupera a nossa Memória Cósmica.

Como o ar é atmosfera do corpo, o Tempo é a atmosfera da alma; quem possui o tempo, possui a mente. Portanto, somos um Templo sagrado Natural feito de Corpo, com um coração em Paz que celebra, em festa, por todos os lugares por onde passa, desde do momento em que escolhemos seguir a nossa própria Luz interior, deixando de se deixar levar pelo aparente caos ao entorno e os dramas daí advindos.

É a nossa Luz interior, que ilumina o senso da gentileza e da beleza, que se expressa na relação com toda a criação existente na natureza, e cada ser, visível e invisível, que se apresenta a nossa frente.

A elegância das palavras e do silêncio, nos gestos e nas atitudes, nascida no pensamento criativo, cultivada nos sentimentos e manifesta nas emoções, é como um pequenino fósforo aceso em meio a escuridão de um gigantesco recinto. A simplicidade desse momento, se dá na alegria, ao enxergar através do olhar de uma criança, o milagre da vida, que desfila e dança, celebrando a existência plena de si, nesse caminho aonde tudo o que se encontra, também é caminho.

Para que isso seja real, é necessário deixar que o pensamento fale sozinho, desviando o foco de tudo aquilo que vem do exterior, já que, o que vem de fora, se concretiza a partir do pensamento. As formas pensamentos, se manifestam de uma maneira ou de outra, nos limitando ou libertando, já que se trata de energia, e toda energia não pode ser destruída, ela se transforma naquilo que o pensamento determina que seja.

Certamente nunca teríamos dúvidas de que poderíamos levantar de uma cadeira e andar até uma poltrona, mas se fossemos desafiado a fazer esse mesmo trajeto da cadeira até a poltrona voando, não teríamos dúvida da impossibilidade. Tudo aquilo que cognizamos, isto é, acreditamos peremptoriamente, definitivamente deixaria alguma dúvida quanto ao seu desempenho.

Porém, com o nosso consciente manipulado e o subjetivo subalternizado, fomos transformados em perfeitos robôs, com respostas definidas a partir da programação a qual fomos submetidos desde o nascimento.

É notório o fato de defendermos e acreditarmos nos limites a nos impostos pelas instituições, que definitivamente nos condicionaram, social e biologicamente, fazendo a gente reproduzir e perpetuar tudo aquilo que nos foi ensinado por terceiros, ou por suposições feitas a partir desse pérfido padrão de programação, que efetivamente nos transformaram numa prisão de segurança máxima de nós mesmos.

Sendo assim, os gongóricos discursos retóricos padronizados proferidos por nossos algozes de estimação, gozam de prestimosos prestígios ao mesmo tempo em que domesticam continuamente os subalternizados, que foram mentalmente escravizados através da dor impingida pela infame escravização e a covarde colonização.

Por esse motivo, não deveria ser surpresa alguma o fato de muitos ainda acreditarem no evento da abolição da escravidão, no conceito da terra plana, ou, no discurso do tempo linear. Todos esses fatos foram narrados a partir dos livros manufaturados pela casta dominante, que implantaram uma nova cultura e uma nova história, a fim de formatar os subalternizados, se encontram profusamente disseminados nas páginas midiáticas que cotidianamente bombardeiam os nossos sentidos, ao confirmar a retórica do ver para crer, como sinal de inteligência, quando na verdade, se trata de Crer para Ver. Ou seja, trata-se de construir a nossa verdade, desapegando da verdade colonizada, que abundantemente adorna o nosso cotidiano com obsidiadas ilusões.

A elegância se faz presente nos gestos de quem enxerga a beleza, ao ver os pequenos milagres cotidianos ofertado pela natureza; e como nós fazemos parte dessa natureza, somos o próprio milagre se expressando em plena vida; caso os reconheçamos e passemos agir de acordo, em vez de sempre reagir aos belos adornos holográficos, apresentados nos trajes roubados da verdade, através da astúcia da mentira.

In Lak’esh...!! 

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