Tudo aquilo
que atenta contra o nosso livre arbítrio, em qualquer parte da Via Láctea, nos coloca na condição
de escravizado. Para deixar de ser escravo e poder exercer nosso livre arbítrio,
é necessário revogar todos os contratos de dominação e controle, suas
premissas e regras que determinam a nossa qualidade de vida.
É preciso revogar
todos os contratos com a mídia e suas representações, além de todo e quaisquer sistemas
de controle, como os contratos bancários, criados pelas famílias de banqueiros,
em todas as suas linhas do tempo, e os seus pseudos privilégios.
Já que a liberdade
só vem com o exercício do pleno livre arbítrio, se faz necessário também revogar
todo contrato com o Estado, seu governo e seus edifícios. É preciso efetivamente remover todos
os contratos para uma equidade de fato.
Assim como todo
o contrato de masculinidade tóxica produzida e reproduzida pela mídia
patriarcal e misógina, que criou a perversão e vem acirrando a competição entre
gêneros, degradando nossa humanidade; tal como o patriotismo bélico e o amor pela
paz armada advinda dos reinados democráticos e ditatoriais. É preciso principalmente
revogar os sistemas de crenças, religiosas e culturais, e suas perversões.
Em resumo,
este foi o único recado dado por Fanon,
após toda a aventura de sua tese abordando a branquitude e a negritude na
academia europoide, demostrando a urgência de uma cultura humana, que só é
possível sem contratos sociais.
Cabe ao
escravizado deter esse alazão-de-Tróia e paralisar esse sedutor jogo de xadrez,
estruturados por regras leoninas e feneratícias, que lhe impõe a condição
de peão a caminho do sacrifício, através da lógica retórica dos atraentes contratos sociais.
É um
processo complexo, já que, aquele que nasce em cativeiro, desconhece a
significância e o significado do conceito de liberdade e suas condições, diante
da sedução das benesses e privilégios que a descaracterizam e o induzem a esperança de refazer contratos.
Enfim, a
prisão sem grades que a elite construiu através do sistema jurídico e da mídia, proporciona aos
cidadãos comuns a sedução perfeita e necessária para defesa e manutenção, com bastante
afinco e vigor, de sua condição de escravizado do sistema, cuja força ativa
tornou-se o motor que perpetua os caprichos mais mórbidos e inimagináveis dos
mais baixos súcubos e íncubos.
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