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segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Negro Drama e a Escravização Contemporânea

As imagens aqui exibidas mostram a ilustração da glândula pineal em três momentos, e implicitamente mostra a sua função e a sua forma de atuação no indivíduo humano. 

A segunda imagem, exibe o corte de um cérebro humano que serviu de modelo para ambas às ilustrações. É importante ressaltar que é nessa glândula que jaz o 24º cromossomo[1] humano que ainda não foi detectado e nem registrada pela caixa de verdade da ciência contemporânea, já que se trata de um par de cromossomos de natureza quântica.

A primeira imagem de origem egípcia, confirma que o Homem pode ser um Deus, ou pode ser Deus; imagem com mais de 5 mil anos, comparando a pineal com o olho de Hórus; enquanto a terceira imagem, idealizada por Michelangelo, mostra essa versão com o nome de “A criação do Homem[2]”, mostrando Deus como criador do homem, mas que de forma paradoxal e subliminar, coloca o homem como produtor e criador da imagem e da ideia de Deus.

Nesse caso, ao contrário do caso egípcio, essa pintura vem ilustrando que foi o homem criou e patenteou o Deus europeu, do momento em que se apropriou da narrativa da história de Hórus e a encorpou ao seu livro sagrado, de acordo com as conveniências do império romano, consolidando desse modo, seus privilégios e desejos como vontades divinas, para a completa satisfação de Constantino e de seus patrícios da elite romana.

Desde então, todos os personagens sagrados com que os etíopes cristianizaram os europeus, foram ganhando maquiagens e indumentárias ocidentais, sendo assim sacralizados, vestindo de vez o casaco branco europeu do absolutismo racial. Dessa forma, todas narrativas que identificava a África e a sua filosofia como espaço geográfico do cenário bíblico, foram devidamente diluídas e europeificadas através da arte, da história e da cultura padronizada pela violência da colonização.

Portanto, atualmente é notório que um negro evangélico, que se contenta em ter seu pastor como leitor, tradutor e explicador do seu livro sagrado, se recuse ao estudo de sua própria cultura, de sua história e da geografia, estigmatizando tudo que se encontre fora dessa caixa de verdades manufaturadas pelo ocidente. Essa caixa das ciências destinadas às verdades históricas das religiões se tornaram também as caixas da política e da cultura de massa, que são expostas nas vitrines midiáticas diuturnamente a fim de nos conduzir as certezas e as convicções próprias de um povo que tem com prioridade única, a preocupação com individualidade do seu futuro no além.

Essa a forma mais eficiente de colonização jamais vista em toda a história da humanidade; um processo avassalador, que leva o escravizado a defender sua própria escravização, fazendo dele mesmo, a arma de controle mais eficiente e perigosa usada contra o próprio até então. Por esse motivo, qualquer tomada de consciência é comprovadamente um processo não linear extremamente doloroso.

Olhar para dentro de si, como primeiro passo, já é um processo demasiadamente demorado; visto que trabalhar com o turbilhão de sentimentos advindo desse primeiro olhar até o momento de enxergar, requer um fortalecimento e amparo desse ser que, repentinamente, sai das profundezas dessa histórica caverna, preparada como sendo seu lar, por um anfitrião chamado Platão, que pôs o seu cérebro no lugar do coração, transformando a lógica numa disciplina de sofrimento e instrumento de exclusão.






[1] Todos os seres vivos possuem 24 cromossomos, com exceção do homem, que possui 23 cromossomos; fato este que tem intrigado profundamente os cientistas e pesquisadores da área.
[2] Pintura exibida na capela cistina.

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