As imagens aqui exibidas mostram a
ilustração da glândula pineal em três momentos, e implicitamente mostra a sua função e a sua forma
de atuação no indivíduo humano.
A segunda imagem, exibe o corte de
um cérebro humano que serviu de modelo para ambas às ilustrações.
É importante ressaltar que é nessa glândula que jaz o 24º cromossomo[1] humano
que ainda não foi detectado e nem registrada pela caixa de verdade da ciência
contemporânea, já que se trata de um par de cromossomos de natureza quântica.
A primeira imagem de origem egípcia, confirma que o Homem pode ser um Deus, ou pode ser Deus; imagem com mais de 5 mil anos, comparando a pineal com o olho de Hórus; enquanto a
terceira imagem, idealizada por Michelangelo, mostra essa versão com o nome de “A criação do Homem[2]”, mostrando Deus como criador do homem, mas que de forma paradoxal e subliminar, coloca o homem como produtor e criador da imagem e da ideia de Deus.
Nesse caso, ao contrário do caso
egípcio, essa pintura vem ilustrando que foi o homem criou e patenteou o Deus
europeu, do momento em que se apropriou da narrativa da história de Hórus e a encorpou
ao seu livro sagrado, de acordo com as conveniências do império romano, consolidando
desse modo, seus privilégios e desejos como vontades divinas, para a completa satisfação
de Constantino e de seus patrícios da elite romana.
Desde então, todos os personagens
sagrados com que os etíopes cristianizaram os europeus, foram ganhando maquiagens
e indumentárias ocidentais, sendo assim sacralizados, vestindo de vez o casaco branco
europeu do absolutismo racial. Dessa forma, todas narrativas que identificava a
África e a sua filosofia como espaço geográfico do cenário bíblico, foram devidamente
diluídas e europeificadas através da arte, da história e da cultura padronizada
pela violência da colonização.
Portanto, atualmente é notório que
um negro evangélico, que se contenta em ter seu pastor como leitor, tradutor e
explicador do seu livro sagrado, se recuse ao estudo de sua própria cultura, de
sua história e da geografia, estigmatizando tudo que se encontre fora dessa
caixa de verdades manufaturadas pelo ocidente. Essa caixa das ciências
destinadas às verdades históricas das religiões se tornaram também as caixas da
política e da cultura de massa, que são expostas nas vitrines midiáticas diuturnamente
a fim de nos conduzir as certezas e as convicções próprias de um povo que tem com
prioridade única, a preocupação com individualidade do seu futuro no além.
Essa a forma mais eficiente de
colonização jamais vista em toda a história da humanidade; um processo
avassalador, que leva o escravizado a defender sua própria escravização,
fazendo dele mesmo, a arma de controle mais eficiente e perigosa usada contra
o próprio até então. Por esse motivo, qualquer tomada de consciência é
comprovadamente um processo não linear extremamente doloroso.
Olhar para dentro de si, como
primeiro passo, já é um processo demasiadamente demorado; visto que trabalhar com o
turbilhão de sentimentos advindo desse primeiro olhar até o momento de enxergar, requer um fortalecimento e
amparo desse ser que, repentinamente, sai das profundezas dessa histórica caverna, preparada como sendo
seu lar, por um anfitrião chamado Platão, que pôs o seu cérebro no lugar do coração, transformando a lógica numa disciplina de sofrimento e instrumento de exclusão.
[1] Todos
os seres vivos possuem 24 cromossomos, com exceção do homem, que possui 23
cromossomos; fato este que tem intrigado profundamente os cientistas e
pesquisadores da área.
[2] Pintura
exibida na capela cistina.

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