A justiça é
uma linda e exuberante mulher negra, vestida com roupas confeccionadas pelas bisavós de todas as vidas, que caminha por ruas e becos, casebres e festas populares, mansões e
congressos de todas as Nações dos mundos conhecidos e desconhecidos.
Leva tão
poucas coisas em sua algibeira, mas tão poucas coisas que são possíveis preencher totalmente qualquer ambiente
em todas as suas possíveis dimensões; são coisas tão leves com peso de todos os mundos solidamente etéreos
e repletos de mistérios, que até a morte, com respeitosa reverência, lhe dá passagem para acessar dos mundos mais escondidos
e aos mundos inexistentes.
Essa simples
Rainha negra reina sem ter tronos, governa sem nunca ter sido eleita e caminha mesmo
estando estática, em cada único movimento onisciente. Ela se encontra Onipresente lado a lado com seu fiel companheiro previdente, o Rei Cronos; e juntos avançam caminhando sem andar nem Andor; vendo
sem olhar, e mesmo assim, a tudo enxergar; além de ouvir, sem nem mesmo escutar.
Por isso, a
Justiça, há seu Tempo, com seu corpo etéreo de células-olhos, de mãos dadas com Cronos, vai continuamente entrelaçando as tramas da natureza que aflora e se transforma
a cada estação que
vem e vai, volta e retorna pelos caminhos das estrelas e de sóis nascentes e
poentes nesse infinito ciclo de vidas vividas, vidas vivenciadas e vidas ainda porvir.

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