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domingo, 28 de maio de 2017

Do Jardim da Infância a Academia eurocêntrica: Um Tratado sobre pássaros criados em gaiolas...

A escola é o lugar onde as disputas acadêmicas; Ou seja, as fofocas eurocêntricas proferidas por bovinos eruditos; se transformam em cânones. Sendo assim, é o lugar onde o cinismo sincero se reproduz em forma de hipocrisias honestas que habilmente formatam uma sociedade inteira a tornando doente, deficiente e psicopata, como podemos observa na empedernida sociedade atual. 

Uma sociedade que elege como seus representantes, cidadão de bens bancado por empresários, para que se torne um político que vai nomear Senadores, deputados, um juiz supremo e um general para servir a esse mesmo empresário que os financiou em troca de benesses e privilégios mil; e que mais tarde vai extorquir os empresários de pensamento e de postura populares. 

Estou falando desses mesmos homens de bens, candidatos a cargo políticos que são denominados de cidadão exemplar: Cis, branco, pai de família, marido amoroso e temente a deus; para representar essa mesma sociedade fundamentada no cinismo sincero se tornando pessoas honestamente hipócritas, uma vez contaminadas pelas efemérides implantadas como verdades desde o jardim de infância e da escola sem partido, até a Academia arrogantemente racista e indolentemente misógina. É dessa maneira que o laboratório social de Skinner[1] tem seus experimentos promovidos pelos necropensadores, de gregos e iluministas, até similares como Auguste Comte[2]; e dessa maneira, fazer da população uma manada servil e dirigente com a própria servidão. 

Dessa forma, temos a banalização do mal, especificamente dirigidas às raças autóctones e originárias, como um projeto de governo e política de Estado. Um projeto nacional que tem sido implementado através da eugenia, da gentrificação e do genocídio indígena e melanodérmico. Um projeto aceito pela sociedade e corroborado pelas leis e pela justiça, que na nova língua[3] neoliberal são denominados como projetos progressistas e similares.

Dessa forma, temos uma ávida sociedade espectadora  presente na arena dos leões, em horário nobre, com sangue nos olhos e prontos para aplaudir as ações dos agentes estatais a regar o asfalto com o sangue dos escolhidos; espetáculo este, preparado desde que fomos escolhidos como eleitos, na primeira e inocente atividade de artes realizada quando criança, aos três anos de idade, durante o ensino infantil, até seu Trabalho de Conclusão de Curso na graduação; tudo mais, após esse ritual de iniciação do espetáculo de desumanização do outro, são só meras consequências dessa lavagem cerebral, que faz desse cidadão um defensor da razão eurocêntrica ao transformar essa razão em paradigmas, cânones, dogmas, sem se dar ao trabalho de racializar a crítica dessa mesma razão. Fomos lapidados e preparados para isso ao sermos desprovido da crítica a razão ao temer nos lançarmos ao espaço das dúvidas, preferindo a segurança na gaiola das certezas e convicções, inimigas de primeira grandeza de quaisquer verdades.

Assim, somamo-nos a essa turba ruidosa de perturbados mentais, assimilados e alienados pelo sistema, ao defendermos nossa própria escravização, diante da promessa de ascensão social através da meritocracia, tendo como condição, a anulação do outro; o que não é espelho; para que seja merecida essa divina ascensão, feitas em uníssono pela política e religião. 

Dessa maneira, a escola-gaiola desenvolve o temor pela liberdade e a afetividade por gaiolas[4]; fazendo do espaço aberto, um lugar de incertezas; e das gaiolas, um lugar seguro, lugar de conforto; esquartejando dessa forma, a família universal, que é impiedosamente retalhada, feita em pedaços pelo açougue da indústria Estatal fomentadora do comércio branco de carne negra. 

Chegamos aqui num navio, e não nessa gaiola (barco) na qual desenvolvemos paulatinamente, de forma progressiva e obrigatória, o mórbido afeto perpetrado pelas efemérides, num ritual de comemorações genocidas expostas no calendário gregoriano como grandes feitos de heróis caras-pálidas e personagens embranquecidos; fazendo de nós, melanodérmicos, doutores alienistas de nós mesmos. 

A cada desenho infantil da natureza, que reproduzimos enquanto criança, mostrando uma singela casinha branca contígua a uma verde árvore, até o famigerado TCC ou a uma intrincada Dissertação, damos forma a esse monstro da assimilação e alienação dentro de nós, após o exercício cidadão desse infame trabalho sócio-político de colonização que vem junto com a banalização do mal necessário para que uma raça se sobreponha a outra, como um macabro ritual de passagem criado e promovido pelo Necro-Estado-Empresário leucodérmico que gere uma ordem mundial de alienistas. E assim caminha a desumanidade que se aprende na escola...



[1] Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. 
[2] Pai do positivismo, ele acreditava que era possível planejar o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios das ciências exatas e biológicas.

 3] Referência a Novilíngua do livro “1984” de George Orewll.

[4] Referindo-me a clausura e não ao pequeno vapor

terça-feira, 9 de maio de 2017

Panteras e gados...

O papel do empresariado escravista e da supremacia branca como um todo, tirando o máximo proveito de seu lugar de branco, como eurodescendentes, tornando-se cúmplices de um crime continuado; desse infame crime da história que foi a escravidão transatlântica tendo o irascível racismo como resultado; é usando essa gangue oficial, a polícia essa facção azul, permitir a essa cara gente branca, ter o poder de novamente ferrar[1] o negro; e isso é feito de todas as maneiras e formas possíveis; seja implícita, explícita, subliminar e/ou simbolicamente. Ou seja, é um crime cometido de forma física, epistemológica e psicológica todos os dias; chegando ao cúmulo de oficialmente se apresentar uma estatística indicando um espantoso número de 82 negros mortos por dia. Quantidade essa que supera em 50% de quantidade de execuções realizadas em 20 países. Ou seja, em todos juntos aonde a pena de morte é legalizada. E como qualquer Estado, o nosso também monopoliza todos e quaisquer crimes. 

Essa tétrica tatuagem carimbada na pele preta desde o século XVII impetrado até na época em que a constituição, de 1924, cinicamente proibia tais crimes. Porém, a sociedade o tinha como lugar comum, assim como a pobreza tornou-se sinônimo de gente preta. Essa mesma constituição que hipocritamente coibia ferrar o negro, também colocava o Estado como responsável pela promoção da eugenia. Política de limpeza étnica promovida nos EUA e levado a cabo por Hitler na Alemanha nazista. Por aqui, esses fascistas contemporâneos integrantes da KKK tupiniquim se classificavam como integralistas; já que decidiram diversificar de forma mais criativa seus métodos de genocídio, pois sendo o Brasil um país majoritariamente negro, não haveria espaço para esconder tantos milhares de corpos negros espalhados pelas vastas Avenidas manchadas de sangue, tal como o Estado fez na Argentina.

Hoje, o sistema jurídico brazilleiro legaliza e legitima os assassinatos controlado de negros através da súmula 70, que legitima a palavra do agente. Ou seja, do policial, como juiz, diante de qualquer elemento padrão (jargão militar que identifica e determina o negro como suspeito, mesmo que não tenha havido qualquer fundamento para quaisquer suspeitas) dispensando dessa forma, quaisquer testemunhos. E também, para completar, o famigerado auto de resistência, que dá liberdade ao agente do estado para eliminar o elemento padrão, também de acordo com julgamento próprio; se o agente decidir que o elemento de cor reagiu, tentou reagir ou pensou em reagir. O Estado dá plenos poderes aos seus agentes como juízes e executores de quaisquer elementos padrão, em acordo com a legislação eugênica brazilleira; sem haja quaisquer forças que contrariem a tais atos, visto que o Estado e seus representantes só respeitam uma força igual ou maior que ele.

Vemos esses fatos claramente na história norte-americana, aonde até os dias de hoje, nenhum membro da Ku Kux Klan chegou a ser ameaçado de pagar por seus crimes; eles tinham até a carteirinha de  matadores integrantes da KKK, Tal como a PM brazilleira. Contexto bem diferente para os Panteras Negras, pois seus membros cumprem prisão perpétua até hoje de hoje. Aqui no Brazil, é tudo mais fácil para os vermes capitães-do-mato, visto que não existem grupos de Autodefesa, já que estão todos preocupados com a própria sobrevivência e nem conseguem perceber o que os unem, mas sim, somente o que os separam. Sendo assim, movimentos como LGBTs, Feministas Negras, MNU e tantos outros coletivos negros que só conseguem ver as questões elencadas pela mídia como essencial a causa própria.

Sendo assim, temos um Estado reconhecidamente genocida e apontado pela Organização das Nações Unidas como responsável pelos crimes da Escravidão e genocídio do Povo Negro; mas mesmo assim, esse Estado opressor prossegue em sua trilha infame promovendo assassinatos categóricos, torturas e humilhação, tendo uma elite branca que se locupleta com esses crimes, além de se deliciar com o espetáculo de sofrimentos pelos mesmos causados, possuindo assim um perverso desejo de morte sob a máscara fascista, tornando a pessoa negra em ser matável, enquanto os coletivos negros se individualizam em suas causas próprias.




[1] O negro escravizado, até o ano de 1916, era marcado a ferro e a fogo, como quaisquer gados marcados, indicando com as iniciais ou símbolo do receptor dessas pessoas trazidas pelos traficantes no infame comércio de gente.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

FAVELA...

Há muito tempo atrás, existiu uma cidadela lá no alto do morro, bem próximo à praia que se abria em forma de baía, como sinuoso seio farto, frente à vastidão do fértil oceano sem fim. O acesso a este morro se fazia através de um estreito caminho, que levava e trazia muitas histórias proseadas em cada lar que ali se encontrava.

Com o passar do tempo, e a veloz modernização; da modorrenta carroça ao lépido caminhão, o parco espaço existente entre o ir e o vir ficou menor pra tantas viaturas, transeuntes, ambulantes e infantis travessuras. Desse modo, todo veículo que ia, ao destino chegando, sem espaço para virar, de marcha-ré tinha que voltar. Esse ir direito e vir ao contrário passou de obrigatório à normalidade, se tornando assim, para um condutor de valor, habilidade comprobatória, para provar que não era mero impostor.

Passando esse tempo de idas e vindas, nas voltas que o mundo deu; nas voltas que o mundo dá; nunca existiu contramão naquela região, já que toda a estrada que ia, passou a ser também estrada de volta; assim como é na vida e nas histórias pela estrada levada e trazida.

Mas a modernidade trouxe a velocidade dos momentos, que agora passam velozes quando visto pelas lunetas da janela da viatura; o firmamento, num movimento, sem lente de aumento, é agigantado pelo entretenimento dos tempos modernos apresentado com tailleurs e ternos, confeccionados como garantia de confiança no oferecimento solucionáticos de quaisquer lamentos.

Hoje, mesmo andando na mão, a velocidade faz dela contramão, já que olhamos nos retrovisores, janelas e para-brisas, prosaicas telas narrativas de histórias requentadas, sem o acalanto da ciência dos lares familiares trazidas nas histórias que iam e viam de memória. 

Como links, assistimos de lance as cenas recontadas on-line; pós-legendadas; reproduzindo em HD os valores sem versos nem rimas narrados pelo poder, num jogo ao vivo e cem cores, mesmo em preto e branco.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Narrativas e contra-narrativas: O paradoxo humanístico entre a excursão de uma periqueti ao polo sul e a cínica honestidade da hipocrisia sincera de um político tupiniquim


Em meio as geografias da diversidade de gêneros diversos, das multi raças e da humanidade universal, observamos o fascismo fácil do proprietário da caneta empresarial que dita as desditas e destinos dos deserdados, no prazeroso exercício de feri-los impiedosamente com a criminosa e indispensável anuência da impávida justiça corporativa brancopofágica tupiniquim.

A mesma caneta que, como a chibata de outrora, hoje fura a carne negra fazendo copiosamente jorrar sangue, ao rasgá-la desde o estômago até a garganta, para simplesmente ter o poder de poder controlar sua subjetividade jacente, oferecendo para isso, uma atraente armadilha de prêmios com maldades intensas e habilmente empacotadas como um vistoso presente de grego, entregue em domicílio pelo cavaleiro de Tróia, com sorriso de plástico, e mesuras de travessuras e diabruras, em todos os lares do norte até o sul, em horário nobre, para todo e qualquer pobre.

Esses exóticos e carnavalescos Minotauros de Troia, seguranças dessa nossa Babilôna contemporânea, naturalizam, através de armas letais; uma vez legitimados por documentos jurídicos legais. a ação de invadir, capturar e pilhar, estuprando e assassinando sem o mínimo pesar, e ainda marcam ironicamente esses insanos atos como datas comemorativas a se festejar, fazendo com que as vítimas desse sinistro cantem e dancem em memória de tais funestos fatos vividos por seus pares, crime continuado, visto ser esse crime extensivo aos próprios; banalizando dessa forma, o mal em todos os seus tétricos aspectos; da mesma maneira que faziam os escravizados dançarem no tumbeiro, a fim de manterem a boa aparência de objeto vendável, como uma mercadoria de valor agregado a ser negociada na chegada do destino traçado, como essas modernas canetas da  inquisição manejadas pelo capital do capetalista atualmente fazem

Nós aceitamos e seguimos a grafia divinizada por esse roteiro como dogma religioso, depois de transformado em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, ministrada infalivelmente como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, que certamente levaria ao questionamento desse bem viver, esse bem comum inerente à vida e a humanidade como tal, como sendo propriedade de um só segmento racial.

Nós aceitamos e seguimos dogmaticamente esse roteiro, depois de transformá-lo em paradigmas incontestáveis e determinantes do bem viver. Essa passou a ser nossa cota diária de droga-mídia, como profilaxia às sinapses provocadoras de análises críticas, levando ao questionamento desse bem viver, como um bem comum, inerente à vida e a humanidade como tal, ser propriedade única e exclusiva de um segmento racial.

Enquanto o chicote-caneta e o pelourinho-mídia permanecerem respectivamente como sacerdotes e oráculos contemporâneos da Urbi, o gado marcado permanecerá sendo a principal fonte de riqueza das oito famílias tradicionais, proprietárias da humanidade dos bovinos eruditos que ditam o nível de animalidade da manada desumanizada cativa no curral da vida vendida. Desse modo, aos Lobos continuarão a ser transferida a imagem do mal da história ancestral de uma chapeuzinho Vermelho juvenil, resgatada pelo salvador dessa pátria que o pariu, enquanto for hipocritamente narrada pelo caçador, o cínico predador da preta história indígena tupiniquim.




Rael Preto da Silva
Organização para a Libertação do Povo Preto