A escola é o lugar onde as disputas acadêmicas; Ou seja, as fofocas
eurocêntricas proferidas por bovinos eruditos; se transformam em cânones. Sendo
assim, é o lugar onde o cinismo sincero se reproduz em forma de hipocrisias
honestas que habilmente formatam uma sociedade inteira a tornando doente,
deficiente e psicopata, como podemos observa na empedernida sociedade
atual.
A cada desenho infantil da natureza, que reproduzimos enquanto criança,
mostrando uma singela casinha branca contígua a uma verde árvore, até o famigerado TCC ou a uma
intrincada Dissertação, damos forma a esse monstro da assimilação e alienação dentro de nós,
após o exercício cidadão desse infame trabalho sócio-político
de colonização que vem junto com a banalização do mal necessário para que uma raça se sobreponha
a outra, como um macabro ritual de passagem criado e promovido pelo
Necro-Estado-Empresário leucodérmico que gere uma ordem mundial de alienistas.
E assim caminha a desumanidade que se aprende na escola...
3] Referência
a Novilíngua do livro “1984” de George Orewll.
Uma sociedade que elege como seus representantes, cidadão de
bens bancado por empresários, para que se torne um político que vai
nomear Senadores, deputados, um juiz supremo e um general para servir a esse
mesmo empresário que os financiou em troca de benesses e privilégios mil; e que
mais tarde vai extorquir os empresários de pensamento e de postura
populares.
Estou falando desses mesmos homens de bens, candidatos a cargo políticos
que são denominados de cidadão exemplar: Cis, branco, pai de família, marido
amoroso e temente a deus; para representar essa mesma sociedade fundamentada no
cinismo sincero se tornando pessoas honestamente hipócritas, uma vez
contaminadas pelas efemérides implantadas como verdades desde o jardim de
infância e da escola sem partido, até a Academia arrogantemente racista e
indolentemente misógina. É dessa maneira que o laboratório social de Skinner[1] tem
seus experimentos promovidos pelos necropensadores, de gregos e iluministas, até similares como Auguste
Comte[2]; e dessa maneira, fazer da população uma manada servil e dirigente
com a própria servidão.
Dessa forma, temos a banalização do mal, especificamente dirigidas às
raças autóctones e originárias, como um projeto de governo e política de
Estado. Um projeto nacional que tem sido implementado através da eugenia, da
gentrificação e do genocídio indígena e melanodérmico. Um projeto aceito pela
sociedade e corroborado pelas leis e pela justiça, que na nova língua[3] neoliberal são denominados
como projetos progressistas e similares.
Dessa forma, temos uma ávida sociedade espectadora presente na arena dos
leões, em horário nobre, com sangue nos olhos e prontos para aplaudir as ações
dos agentes estatais a regar o asfalto com o sangue dos escolhidos; espetáculo
este, preparado desde que fomos escolhidos
como eleitos, na primeira e inocente
atividade de artes realizada quando criança, aos três anos de idade, durante o
ensino infantil, até seu Trabalho de Conclusão de Curso na graduação; tudo
mais, após esse ritual de iniciação do espetáculo de desumanização do outro,
são só meras consequências dessa lavagem cerebral, que faz desse cidadão um
defensor da razão eurocêntrica ao transformar essa razão em paradigmas,
cânones, dogmas, sem se dar ao trabalho de racializar a crítica dessa mesma
razão. Fomos lapidados e preparados para isso ao sermos desprovido da crítica
a razão ao temer nos lançarmos ao espaço das dúvidas, preferindo a
segurança na gaiola das certezas e convicções, inimigas de primeira grandeza de
quaisquer verdades.
Assim, somamo-nos a essa turba ruidosa de perturbados mentais,
assimilados e alienados pelo sistema, ao defendermos nossa própria
escravização, diante da promessa de ascensão social através da meritocracia,
tendo como condição, a anulação do outro; o que não é espelho; para que seja
merecida essa divina ascensão, feitas em uníssono pela política e religião.
Dessa maneira, a escola-gaiola
desenvolve o temor pela liberdade e a afetividade por gaiolas[4]; fazendo do espaço aberto,
um lugar de incertezas; e das gaiolas, um lugar seguro, lugar de conforto;
esquartejando dessa forma, a família universal, que é impiedosamente retalhada,
feita em pedaços pelo açougue da indústria Estatal fomentadora do comércio
branco de carne negra.
Chegamos aqui num navio, e não nessa gaiola (barco) na qual
desenvolvemos paulatinamente, de forma progressiva e obrigatória, o mórbido
afeto perpetrado pelas efemérides, num ritual de comemorações genocidas
expostas no calendário gregoriano como grandes feitos de heróis caras-pálidas e
personagens embranquecidos; fazendo de nós, melanodérmicos, doutores alienistas
de nós mesmos.
A cada desenho infantil da natureza, que reproduzimos enquanto criança,
mostrando uma singela casinha branca contígua a uma verde árvore, até o famigerado TCC ou a uma
intrincada Dissertação, damos forma a esse monstro da assimilação e alienação dentro de nós,
após o exercício cidadão desse infame trabalho sócio-político
de colonização que vem junto com a banalização do mal necessário para que uma raça se sobreponha
a outra, como um macabro ritual de passagem criado e promovido pelo
Necro-Estado-Empresário leucodérmico que gere uma ordem mundial de alienistas.
E assim caminha a desumanidade que se aprende na escola...
[1] Nenhum pensador ou cientista do
século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o
comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner
(1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que
dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até
os anos 1950.
[2] Pai do positivismo, ele acreditava que
era possível planejar o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios
das ciências exatas e biológicas.
[4] Referindo-me a clausura e não ao pequeno vapor





