
O tráfico negreiro, conhecido como infame mercado, tirou definitivamente a Europa da idade das trevas; lugar aonde essa população sempre estive desde sua existência na face da terra; na medida em que os africanos e a exploração de suas riquezas foram sendo sequestrados, a fim de servir a gula selvagem dessa população branco-predadora que, um como devastador câncer, assolou toda a humanidade sobre a terra.
Tal
empreitada, foi promovida e financiada pela igreja, pela ciência e
pelo Estado, tornando-se um prática sócio-político-cultural
oficializada, vindo a estruturar e manter a sociedade ocidental até
os dias atuais; mesmo sendo reconhecido como o maior crime contra a
humanidade que se tem notícia em toda a história do mundo.
Foi com a promoção e incremento desse processo que o comércio ganhou a significância de mercado, tornando-se um monstro predador,
fundamentando e solidificando as bases do capitalismo atual, transformando-o num
fenômeno nunca registrado antes nas relações comerciais no mundo;
fato este, que fomentou toda as revoluções tecnológicas, filosóficas e
científicas no mundo ocidental recém-saído da idade das trevas,
tal a significância de cruel processo, que mais se pareceu como um
parto forçado dessa população albina no mundo humano.
Após
esse epistemicídio, parte fundamental integrante do processo
genocida melanodérmico, eis que do limbo, surgem não mais que de repente, os “pensadores”
humanistas; cientistas e inventores caras-pálidas, que começam a ilustrar, codificando a seu modo, de forma massificada, os
conhecimentos milenares criados, desenvolvidos e/ou descobertos antes da existência
dessa população sobre a face do planeta. Após patenteação e a apropriação epistemológica do mundo melanodérmico, esses leucodérmicos, privatizando tais conhecimentos, fizeram a única coisa que
sabiam fazer, se amotinando contra a própria natureza a fim de sequestrar e deter todo o poder e controle sobre todas as coisas.
Um
desses caras-pálidas conhecido como August Comte, no processo de compartimentar o conhecimento, deu o nome de positivismo ao legado surrupiado. Pode-se dizer basicamente que o conhecimento classificado de positivo busca "ver para prever, a fim de
prover" - ou seja: conhecer a realidade para saber o que
acontecerá a partir de nossas ações. Dessa forma, segundo este
cara-pálida, a previsão científica caracteriza o pensamento
positivo. Ou
seja, o espírito positivo tem a ciência
como
investigação do real.
No
social e no político,
o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos
"filósofos positivos", cujo poder é, nos termos
comtianos, exclusivamente baseado nas opiniões e no aconselhamento,
constituindo a sociedade
civil.
"A
gênese do Positivismo ocorreu no século XIX, num momento de
transformações sociais e econômicas, políticas e ideológicas,
tecnológicas e científicas profundas decorrentes da consolidação
do capitalismo, enquanto modo de produção, através da propagação
das atividades industriais na Europa e outras regiões do mundo.
Portanto, o “século de Comte” e sua amada França mergulharam de
corpo e alma numa “deusa” chamada razão, colocando sua fé numa
“Nova Religião”, caracterizada pela junção entre a ciência e
a tecnologia, tidas como a panaceia da humanidade, no contexto da
expansão, pelo Globo, do Capitalismo Industrial." (VALENTIM
2010)
Seguindo as consequências funesta desse processo brancófago, hoje,
temos um fenômeno nos meios de Tecnologia de informação e comunicação que se destaca nas Mídias;
falo da INTERNET. É curioso notar que a mídia, como meio de
comunicação, foi criada no período neolítico da idade das pedras
africano, que vem, desde então, sendo aprimorado continuamente; ela, a internet, teve efetivamente todo seu processo de origem no continente africano.
Tal
fenômeno, a internet, só foi existir, após a observação e sequestro do saber
africano, quando os sequestradores brancos de saberes, buscaram nos
jogos de búzios, o princípio que fundamenta todo o funcionamento do
mundo virtual: o princípio BINÁRIO.
Hoje, todo
o acesso ao mundo virtual e qualquer aplicativo, depende da permissão do usuário aos administradores desses mesmos aplicativos, para que eles possam utilizar todos os seus dados, adquiridos através do acesso autorizado às suas
imagens, microfones, e dispositivos USB a qual estiver conectado.
Ou seja, sua vida é um livro aberto para o cara-pálida proprietário
da estrutura criada para dominar o indivíduo-objeto, o homem-coisa, o instrumento-humano escravo, que se tornou, além da engrenagem, é também o combustível da máquina que faz funcionar essa novíssima sociedade branco-contemporânea de nossos tempos modernos.
Dessa
maneira, todo o indivíduo conectado, tem seu perfil identificado
numa espécie de planilha Excel, de resultado previsível, visto que, nos termos do contrato que ele
aceitou virtualmente para ter acesso ao aplicativo; contrato que ele
nunca lê, mesmo sabendo ler; consta que suas informações
pessoais e as de seus filhos poderão ser ser reveladas à agências
governamentais ou privadas as quais está a empresa consorciada ou associada. Normalmente, no parágrafo seis desses contratos,
consta: “Nosso
programa não permite do not track (não me espie) do seu navegador”.
A
cada quantidade de acessos realizados pelo usuário, o computador faz
seus cálculos binários sugerindo novas páginas e ideias, fazendo
com que esse usuário se embrenhe cada vez mais no mundo virtual,
estruturando novas maneiras e formas de pensamentos subliminares, que são assimilados sem que o usuário tenha qualquer percepção desse processo reificante,
criando assim, emoções e sentimentos em renovadas cores e formas de botões de comandos acionados pelo próprio usuário, que imagina sinceramente estar no controle; permitindo ao real controlador, controlar o indivíduo, controlando sua subjetividade
através da produção de suas emoções.
Dessa
forma, como outrora, quando no fundo do navio negreiro fomos
numerados; após perdermos nosso nome; nosso eu; sendo
despersonificados e coisificados; fomos realfabetizados na língua do
opressor, a fim de seguirmos um Movimento
Passivo Ordenatório de Leitura
de
Mundo,
feita de cima para baixo e da esquerda para a direita, seja para ler
textos, imagens ou pessoas.
Uma
pseudo conhecimento levado tão a sério, que já foi até catalogado como ciência numerológica, como
numerologia. A ciência dos números, onde a cada letra é conferida
um valor numérico, servindo para calcular a personalidade e as
relações do indivíduo, prevendo até mesmo o futuro do dito cujo.
Ou
seja, o indivíduo telespectador, é só mais um experimento social
nos tubos de ensaios exposto no laboratório animal da supremacia
racial, na monocultura do ocidente predador. Ele, o indivíduo, é
regido, redigido e regurgitado, num processo contínuo que o
transforma em adubo para gerar as riquezas que retro-alimentaram as
gulas de um pequeno grupo-bactéria existente no tecido humano adoentado, trazendo em seu bojo, a fabricação de inocentes
verdades, tais como a gênese do machismo e do feminismo, e todas as
formas dicotômicas de hierarquias de raça e de gênero.
Sendo
assim, somos etnias que servem simultaneamente como adubo e pasto,
para satisfazer a insaciável e voraz gula do capitalismo
antropofágico; sistema este, instalado por um pequeno grupo; arrogante, indolente e selvagem; que na verdade, não passam de um mero bando populacional amotinado
contra as leis da natureza humana e toda a sua essência.
Todos os males do mundo são provocados por essa cultura de bactérias predadoras, que criam a doença para vender a cura; uma cura que inexiste, já que eles, os leucodérmicos, são a própria doença; é a causa todo mal refletido como aquele ponto de luz, que iluminando sobre uma pequena imagem, reproduz uma imensa sombra dessa mesma imagem contra um muro, que é nossa tela de LCD, a muralha de Adriano.
Desse
modo, aqueles que conseguirem não morrer de medo nem enlouquecer,
insistindo em ir em direção a luz, a direção contrária; como qualquer animal predador
os leucodérmicos os dividirão e atacando um a um, visto que juntos somos
fortes. Quando compreendermos que nós é que permitimos esse
estado de coisas, permitindo que nossos irmãos sejam
esquartejados, e devorados nesse banquete assombroso do holocausto
melanodérmico, e exibidos meticulosamente projetado sobre as telas televisivas
das cavernas do mundo moderno; quando deixarmos de lado nossa
indiferença, e fazer o que deve ser feito, fazer o que é necessário e fazer o que é preciso... Então,
somente dessa maneira, os monstros, demônios e fantasmas perderam sua
magia, e o encanto da rainha branca, após quebrado o espelho da vênus pratinada, será
desfeito.
Todos os males do mundo são provocados por essa cultura de bactérias predadoras, que criam a doença para vender a cura; uma cura que inexiste, já que eles, os leucodérmicos, são a própria doença; é a causa todo mal refletido como aquele ponto de luz, que iluminando sobre uma pequena imagem, reproduz uma imensa sombra dessa mesma imagem contra um muro, que é nossa tela de LCD, a muralha de Adriano.
Destartes,
para cada problema branco criado por brancos, existem as soluções
brancas, também criadas por brancos; como é o caso do racismo e do capitalismo,
que exigem ações afirmativas e correlatos, a exemplo do Marxismo, anarquismo,
machismo, feminismo e por ai vai; a lista é interminável, assustadora e tão grande como aquela sombra contra o muro.
Olhamos
a assombrosa sombra, que nos assombra diuturnamente, e petrificados,
nos agarramos as soluções apontadas como fórmulas e bulas
salvadoras dos assustadores monstros noturnos. Enquanto decodificamos
a bula salvadora, que ensina a como nos defender desses monstros, a
branquitude, que controla os efeitos especiais atrás do candieiro,
se diverte debochadamente com a histeria coletiva provocada pelos
demônios e fantasmas imaginários criados por eles. Eles, da
branquitude, se gargalham com a paralisia e o medo das ovelhas e gados
marcados, exagerando nos gongorismos e codificações, como se estivessem contando histórias do bicho-papão para
crianças em volta da fogueira, em meio as tantas tremedeiras e
gritos de pavor provocados nos senhores telespectadores.
Desse
modo, aqueles que conseguirem não morrer de medo nem enlouquecer,
insistindo em ir em direção a luz, a direção contrária; como qualquer animal predador
os leucodérmicos os dividirão e atacando um a um, visto que juntos somos
fortes. Quando compreendermos que nós é que permitimos esse
estado de coisas, permitindo que nossos irmãos sejam
esquartejados, e devorados nesse banquete assombroso do holocausto
melanodérmico, e exibidos meticulosamente projetado sobre as telas televisivas
das cavernas do mundo moderno; quando deixarmos de lado nossa
indiferença, e fazer o que deve ser feito, fazer o que é necessário e fazer o que é preciso... Então,
somente dessa maneira, os monstros, demônios e fantasmas perderam sua
magia, e o encanto da rainha branca, após quebrado o espelho da vênus pratinada, será
desfeito.
1
-
O tráfico negreiro
2-
Isidore
Auguste Marie François Xavier Comte; Positivismo,
Lei
dos Três Estados,
síntese
subjetiva

Um comentário:
Será que algum dia conseguiremos superar essa realidade cruel? Não sei... O que posso fazer é lutar continuamente pela conscientização das pessoas em prol da construção de um mundo onde todos tenhamos os mesmos direitos e oportunidades. O que faz a vida valer a pena é a certeza de se estar vivendo por uma causa, independentemente dos resultados imediatos.
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