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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Extra, extra: ... Notícias de outro mundo...!!!

Um alienígena, sem rosto e sem cor, aterra na terra, em seu caminho, de mais um dia de trabalho de 20h de anos luz. Chegando a terras brasilianas, percebe que existe nesse habitat diverso, um complexo Estado reverso, que não rima com o verso poemisado pelo universo, hora em desencanto, malgrado o compasso do batuque harmonizado pelo blues da encruzilhada de Siriús[1], com Vênus[2] e Marte[3].

Ele enxerga, de seu modesto veiculo molecular, um lar de três nacionalidades diversas, onde há uma grande etnia autóctone; outra etnia maior, mestra da arquiteta de sustendo da vida desenvolvida; e mais uma etnia predadora, de rapina, carniceira.

Ele, o extraterrestre observador, não precisou pesquisar por muito tempo para perceber que, a etnia carniceira se outorgou a condição de dominadora da situação, dilapidando toda a riqueza da outra nação e aprisionando os arquitetos que sustentam a sua condição. 

Diante desse cenário gótico, pós-inquisição, onde uma bomba atômica ativou a opressão, viu que a radiação da distopia incrustou nos corações e nas mentes, tornando as raças oprimidas um só insignificante ser demente, incapacitando-os de perceber seu Estado presente.  

Os milhões em dinheiro que dominam as emoções, espalhadas pelo Enola Gay[4], após um jantar de tertúlias, introjetada nas veias como drogas, numa infame armadilha de redes e teias; as nacionalidades se misturam sem se juntar, como água e óleo, todas em seu lugar, sem tempo pra pestanejar.

A distopia, do alto de seu trono, em seu eterno masturbar, não cessa de ejacular o sêmen da morte; e os ovos dessas serpentes diatópicas, continuarão a gerar, até esse pequeno planeta, não mais suportar e num imenso ninho pantanoso se afundar. Então os filhotes de serpentes ou de águia vão jorrar dos ovos chocantes, rastejantes ou esvoaçantes, para a páscoa comemorar; comemorar morte em vida; o nascimento e o fenecer, que fazem parte das efemérides da etnia padrão, o modelo motivacional e controlador da emoção. Dessa maneira, a questão relativa ao gênero da cria, não será relevante, nesse momento voraz onde os filhotes serão tragados pelo próprio genitor: o tempo; juiz a contento de todo o rebento que respire sem tento nas pautas do lamento no blues desse nascimento.  

Assim, mais uma vez, uma luz cruzará o eterno espaço, seguidas pelos Reis mágicos no compasso de seus passos: Siriús, Marte e Vênus, que levarão presentes diferentes para as etnias crentes; crentes na Utopia de fragmentar a Distopia dessa arrogante Brancopia que reina na usurpação da ação do Senhor de todos os Senhores: o Tempo; o mesmo Tempo que impulsiona os foguetes da nave alienígena entre os eternos jardins estelares dos Édens seculares.



[1] Segundo os Dogons, foi o planeta em que se originou a raça humana.
[2] Planeta que simboliza a Deusa do amor, segundo os Gregos.
[3] Planeta que simboliza o Deus da guerra, segundo os gregos.
[4] Nome do avião que detonou a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki durante a segunda grande guerra.

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