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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dia 20 de novembro de A a Z: Apocalipse Zoombi



Observando o tipo de sorriso no rosto de nossas crianças sobre os ombros de seus pais, nos dias dos jogos de Copas do mundo; principalmente nesses campeonatos de futebol onde supostamente o Brazil se classificou como campeão; a cada gol feito, vimos esse mesmo sorriso sofrer uma grave transformação.

As crianças desde a Copa de 70, por exemplo, nos trás a lembrança do sorriso nos remete aqueles momentos de intensas  alegrias, onde quando brincavam de polícia e ladrão as armas eram os próprios dedos da mão. Os brancos, percebendo muitos cifrões nessa incontida alegria entre irmãos, resolveram roubar esses sorrisos para si; confeccionaram para tal fim lindas e macabras armas como euro brinquedos infantis para remodelar essas longas tardes pueris. 

Desse modo, os infantes Afros sorrisos dos anos 80 se tornaram romanicamente em sorriso apolíneos. Enfim, lucrativo folhetim. Afinal, começava ali uma nova branca história de bang-bang, onde as onomatopeias ensinadas nas escolas começaram a se ressignificar; desta vez, as ruídos dos tiros não mais eram reproduzidos pelos próprios lábios dos infantes, e tal como os espelhinhos dados de “presente” de grego aos autóctones, agora havia um reflexo diferente na produção desses ruídos.

Enfim, chegamos aos anos 90, e dos canos dessas armas já não saiam mais água ou outro inocente produto; expeliam algo bem diferente; algo que produzia luto; algo que ceifava os filhos das mães, que tomavam os netos dos avôs e fragmentava famílias pretas, armas que de novo descobriam o neolítico fogo, já que as fábricas de brinquedos deixara definitivamente o mercado de armas para escrota boçalidade dos militares que acostumados a impunidade, acondicionaram esse fogo como presente a desumanidade. Hoje, o mercado de armas é o primeiro do mundo, tendo como um dos maiores acionistas a igreja católica, a “antiga” patrocinadora e promotora da inquisição, que agora democraticamente divide essas funções com as demais religiões, num claro conluio entre Polícia, Político e Pastor, a Jihad branca numa perfeita trindade de terror.

Agora os nossos bosques não tem mais vida nem nossas vidas mais amores, pois os sorrisos, agora não mais ingênuos, se perderam nas vielas e becos das comunidades pobres numa brincadeira mortal de sobrevivência real, fugindo do poder Estatal e do eurocêntrico e excêntrico empresário local que invadiu o mundo negro chamado de Brasil varonil, quebrando resistências mil, expulsando e tomando as vidas daqueles que a pátria pariu; os negros de vida preta. Mais a educação que consegui transformar os novos negros, como os cristão novos, novos negros agora com vida branca; utilizando essa educação assimilativa que é a educação especial que tem reproduzido a servidão gentil e o racismo cordial como princípio de vida e de moral. Desse modo, temos o nosso segundo tempo e a prorrogação nesse jogo da vida onde os racistas voluntários abundam nos estádios, nos palcos e no show da existência vendida e adquirida a preços módicos pela oligarquia escravocrata do século XXI, aumentando progressivamente nossa produção de mortos em massa.

Hoje os sorrisos, televisionados nos estádios nos rostos dos pais que eram filhos das mães de 70, são
os mesmos sorrisos dos zumbis de Hollywood; sorrisos macabros, zombeteiros, sorrisos de torturadores, sorrisos de algozes, de oprimidos que se transformaram em opressores, sorrisos perdidos entre os braços e abraços negros que traziam a felicidade nos domingos de feijoada e de samba. Por isso, nosso Zumbi não morre e não pode ser um mero fantasma Hollywoodiano; ele vai se recontextualizar enquanto a educação especial for para lama do sucesso branco; É assim que nos desviamos dos tiros, porrada e bomba e recuperamos o sorriso do capoeira que escorrega mais não cai, durante a roda da vida ou nas voltas que o mundo dá... Nem um passo atrás... Pois isso aqui vai virar Palmares... Não permitamos que Hollywood transformem nossas crianças em meros Frankenstein... No Novembro de todos os 20, sejamos os Zumbis de todas as Palmares...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

As 10.639 palavras que devem ser ditas sobre educação



Debater educação é debater currículos, e é público e notório que a hierarquização dos currículos não admite discussões a respeito de tal questão, ou até mesmo a iniciar quaisquer diálogos sobre as possibilidades de observação e flexibilização dos mesmos, mediante pena de ter que descolonizar os currículos impostos, e isso implicaria numa prática diferente da educação subalterna com seu brilhante verniz burocraticamente meritocrático. Portanto, inevitavelmente seria necessário movimentar o monólito cultural do saber universal posto como verdade única pela monocultura dominante.


Desse modo, esse debate apontaria para uma forçosa reforma construtural o que abalaria toda a conjuntura vigente; (conjuntura) fundada na conflituosa relação entre oprimidos e opressores; onde os primeiros lutam pelo direito a ter direitos, enquanto os segundos constantemente criam mecanismos de instituir mais privilégios na incessante sanha de manutenção do poder. 


Isso deixa claros os interesses por trás da aprovação da lei 10.639/03; lei que supostamente viria beneficiar a 20% dos negros oprimidos pela branquitude, combatendo dessa forma, o que Frantz Fanon denominou de racismo epistemológico. Assim, cria-se e aprova uma lei sem, no entanto, dar condições para que a mesma seja aplicada e menos ainda instituir uma política educacional que a sustente. No caso contrário, se a lei fosse efetivamente aplicada, isso implicaria na demissão imediata de mais de 90% dos professores de história e de geografia, supondo que coubessem somente essas disciplinas a responsabilidade da aplicação da lei. Ou seja, simultaneamente são criados mecanismos para que as condições de aplicabilidade não aconteçam. Afinal, demissão em massa é proposta tão indecente como a inusitada ideia do docente voltar a ser discente.


Dessa forma, os governos garantem tal estrutura; camuflando suas próprias leis que exigem a formação continuada desse mesmo docente. Nesse caso, há um acordo implícito onde um não diz nada e o outro nada fala. Ou seja, o golpe do mestre é fingir-se de morto.

Nesse caso, as 10.639 palavras se resumem a um amontoado de números de leis, decretos, emendas e incisos sem senso, siso ou sentido, adornando as estatísticas das notícias e as manchetes sensacionalistas dos candidatos a salvador dessa pátria que nos pariu. Desse modo, juntando a dubiedade das palavras e a frieza dos algarismos no caput legislativo, a justiça social cede espaço à execução penal que se enreda na cidadania plena, descrita como fim na definição da função educativa. 


Assim, palavras e números estabelecem a senha de acesso ao ser que deixou de ser, que desse entre-lugar deverá repeti-la 10.639 vezes até ser memorizada pelo esquecimento guardado nos escaninhos da educação subalterna; somente dessa maneira, teríamos as condições necessárias para iniciar qualquer de bate sobre o assunto educação.


sábado, 18 de outubro de 2014

O massacre do Povo Negro brazilleiro como espetáculo midiático da branquidade


No Brazill, o Povo Negro vivencia um impiedoso massacre, enquanto a população passa ao largo observando as centenas de corpos tombados pelos chãos das Cidades Sorriso as Cidades Maravilhosas, como principais atrações nos espetáculos públicos promovidos pelo estado e dirigido pelas elites financeiras tupiniquins e multinacionais; atrocidades estas, só comparadas à virtuosidade sádica da Ku Krux Klan, que matiza na tela da TV a natureza morta em 50 tons de negro.

Nesse sentido, essa mesma branquidade, cinicamente conta nossa história legalizada por eles mesmos através da lei 10.639/03, enquanto beneficiam as ONGs e propiciando e estabelecendo a já confirmada corrupção intelectual eurocêntrica.

Desse modo, o hepistemicídio fazendo coro com o genocídio de nosso Povo institucionalizado pelo Estado, desqualifica a pluriculturalidade através da enganosa propaganda multicultural. Assim, nos é imposto o saber universal enquanto se controla nossa subjetividade legitimando o Que F. Fanon chamava de racismo epistemológico.
Nosso complexo de dependência se solidifica na medida em que assimilamos essa monocultura como única. Quando esse expediente falha, os serviços do capitão-do-mato se faz presente; para esse fim, é usado o policial; aquele negro preparado para exercer a estupidez indiscriminada, a imbecilidade em último grau, além de intelectualmente corrompido. Ou seja, uma aberração cognitiva ambulante, estimulado e motivado pelo Estado para eliminar o elemento padrão brasileiro; o negro e a negra... Um perfeito Soldado Universal.

A forma espetacular pela qual se dá essa ação desse funcionário é fato notório e público, aceito e assimilado sem censuras. As vítimas dos crimes, quando sobrevivem ao julgamento promovido por esses vermes, lacaios da branquitude, vítimas que variam dos 02 anos de idade até 92 anos, passam a figurar nos números invisíveis que fogem as estatísticas oficiais, preparadas pelas entidades contratadas pela mídia e pagos pelo Estado.
Desse modo, nossa prisão sem grades reforçam seus poderosos e invisíveis muros onde as comunidades negras vivem cativas. Esses macabros tumbeiros contemporâneos geridos pelas mãos da branquitude e sustentados pelos braços dos capitães-do-mato promovem diuturnamente seus atos insanos sem embaraço, num eterno escracho. Somos negros entre a vida e a morte, brigando pela sorte de se evitar a estupidez do extermínio das portas do condomínio a última caxanga pendurada nos píncaros morro, ouvindo o esporro do branco apresentador das TVs, sem nenhum socorro. 

Ao sistema capitalista é imprescindível dotar ao policial, essa besta estúpida, também conhecido no Rio de Janeiro como verme, do direito de estuprar, humilhar, tortura e executar negras e negros em qualquer lugar e a qualquer hora. Tudo porque a pele do negro, seus cabelos crespos, seu olhar, seus lábios e narizes representam a África atravessada na garganta dessa altiva branquidade, representante oficial do eurocentrismo antropofágico.

Portanto, após roubar sua terra, sua pátria e seu próprio nome, a branquitude tenta proibir que o povo negro tenha sua religião, tenta evitar que esse povo cante ou dance suas músicas ou que conte sua história amordaçada nos brancos livros didáticos. Transformar a teoria em arma foi a arma mais eficiente da branquitude que tem ojeriza a negritude ao mesmo tempo em que se apropria da ginga, da palavra negra, falada, ouvida e vista; Dessa maneira, fizeram do racismo a última fronteira do ódio; racismo transformado em fórmula de poder, legitimado e institucionalizado pelo Estado através das ciências, da filosofia e da religião. Exemplo disso é que até tempos recentes a SID, relações de doenças catalogadas pela psicologia, constava como doença a intensa e teimosa vontade de fuga dos negros escravizados, e como tratamento era recomendado a amputação dos dedos de pés e se fosse recorrente. Ou seja, se esse paciente fosse fichado, também era recomendada a amputação dos dedos das mãos. Claro que a ciência aceitou e assimilou tratamentos dessa natureza, visto que realmente dava certo; Nina Rodrigues que o diga... Isso é fato Lombroso...!!

Claro que essa mesma ciência até recentemente, também não se pronunciou ou estudou a respeito da Negrofobia, essa patologia branca que virou pandemia mundial. Mais atualmente a indicação recomendada pelas ciências e pelas religiões, é o efetivo extermínio da população melanodérmica. Essa profilaxia naturalmente assimilada pela sociedade tem sido o carro-chefe da política nacional brazilleira, visto que as medidas necessárias para descriminalizar o Genocídio do Povo Negro tem surtido grande efeito junto às instituições até mesmo nas não governamentais, que fazem uso dos partidos políticos e dos programas sociais como excelentes fachadas a favor desse extermínio em massa.

Desse modo, fabricamos a luta de classes como um Judas perfeito para se responsabilizar pela conjuntura social, enquanto dividimos o povo entre nós e eles perversamente, pois essa é a melhor maneira de se ganhar adeptos para uma causa fictícia e fortalecendo as quadrilhas eurocentradas através do expediente de cooptações. Assim, no discurso branco assimilado reza que aquele preto foi morto porque era pobre e não porque era preto. Ou seja, pobre bandido é bem aceito. Afinal, ele rouba porque é pobre, rico não rouba, certo...!?
O fato dos executados serem pretos é mera coincidência, só uma falta de sorte. Na medida em que a distância entre as classes forem diminuindo, vai haver menos pobre, portanto, menos meliantes, correto...!? Por isso é que esses negros fazem parte desses partidos políticos brancos: eles acreditam... E como são brazilleiros, não desistem nunca... Acreditam nos jornais, nos brancos repórteres e nos brancos políticos. Afinal, estamos do lado de e eles do lado de , somos do bem e eles do mal, simples assim... Portanto, é necessário apoiar o valente capitão-do-mato, seus preciosos aliados na manutenção da lei e da ordem, caso o programa de escravidão mental falhe. 

E assim caminha o espetáculo do genocídio do Povo Preto, como num grande mercado negro popular com um forte cheiro de morte ao vivo no ar, cheio de emoção e comoção, num clima do Circo romano reeditado com requinte de monstruosidade, enquanto a cena é incessantemente revista teclando-se os botões do controle remoto que escraaaaaacha um preto enquanto antropofagicamente devoramos um delicioso quarteirão do Mc Donald’s acompanhado de uma preta coca que não cola... 

O trem da ordem preta e do progresso branco vai de campo de concentração a campo de concentração pelas cidades Sorrisos e Maravilhosas... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan... Ku Krux Klan...

Hoje viemos assaltar esse trem, roubar objetos de torturas e humilhações do altar das religiões brancas e pegar de volta nossa história de vida: Eu digo não ao Genocídio do Povo Negro... E você...? O que diz...!??