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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A faixa de Gaza é aqui, bem ao lado do Haiti...!!

Uma singela receita para a felicidade nas nossas Gazas de cada dia
A LIBERDADE foi inventada pelo homem assim que este (homem) erigiu o primeiro muro, construiu a primeira cadeia e acorrentou seu primeiro irmão.

A FELICIDADE foi inventada pelo homem quando esse primeiro irmão quebrou as correntes que o imobilizava, derrubou a cadeia que o aprisionava e destruiu os muros que o cercava.

O DIABO foi inventado pelo homem quando homens que aprisionam irmãos quiseram justificar seus erros e livrar-se da responsabilidade que atormentavam suas consciências.

A RELIGIÃO foi inventada pelo homem para que os atormentados pela consciência amenizasse o peso que o destino apresentava como fim último para todo interminável recomeço reparatório.

A JUSTIÇA foi inventada pelo homem quando esta(justiça) fora concedida como privilégio de julgamento e execução somente aos que construíram e constroem muros, correntes e prisões, sendo irremediavelmente cega para os irmãos acorrentados e infelizes;quando possuindo,o denominado homem de bem, o direito exclusivo de acorrentar e de não ser acorrentado. 

A esseshomens de bens, de consciências presas pela responsabilidade descumprida, restaramos confortos espirituais comprados avulsos, comerciados pelas pomposas religiões de plantão; o privilégio da liberdade adquirida na desumanização dos semelhantes rotulados como desiguais; a felicidade concedida pelo diabo, responsabilizado pelas consequências dos delírios de se obter o poder sem pudor; e os recursos da cegueira surda da justiça vendida, vendada e amordaçada,venerada pela congregação muda dos infelizes aprisionados pela teia do destino; que tece cada fio entrelaçando vidas presas pelas eternas ações e reações de construções, desconstruções e reconstruções da liberdade de ser feliz sem mandados,arrombando portas, derrubando muros, desconstruindo igrejas e destruindo prisões; no gozo de suprimir a justiça cega e viver com razão religada a Re-humanização, para que o dia possa realmente nascer feliz, nessa novíssima cruzada contemporânea:Libertitela Felicita et Religare lúcifer a laJusticia, egalité et fraternité.

A cada palavra escrita por mim, nestas breves linhas de indignação, no oriente médio centenas de palestinos estão sendo assassinados por homens de bens, pais de famílias, tementes a Deus, amantes da liberdade, da igualdade e da fraternidade; e no Brasil a oligarquia branca através da polícia, também faz exatamente o mesmo: assassinando o povo negro da mesma forma, com os mesmos requintes de crueldades, perpetrando desse modo, um dos maiores genocídios da história do mundo.

Em nome dessa liberdade usada por todos, de todas as maneiras e formas; vis ou salutar, nocivas ou benéficas; estou mudando meu nome. Eu que fui batizado com o nome de Israel, estou renegando o peso que agora é conferido ao significado desse mesmo nome agora carregado de tanto sangue, de tantas atrocidades; destilando todo o ódio proclamado por Hitler; agora elevada à décima potência na fronte do povo judeu, que encontra sua vingança desferindo a espadasobre a cabeça do mais fraco, em nome da liberdade do comércio.

Em luto estou e em luta estarei pela humanização ou enlouquecendo pela liberdade oficial decretada nas pífias leis áureas, ventre livre, sexagenários, 10.639, cotas, direitos humanos e todos os adornos que enfeitam nossa fabulista constituição, que é cuidada por esses juízes, advogados e promotores, personagens de contos infantis que povoam a nossa onipotente TV que tudo vê e nos ordena o que fazer em casos de ameaças a nossa liberdade provisória como elemento padrão: esse indivíduo de cor que preenche a cota de prisões e de extermínio exigida pelo Estado ao policial militar para que seu salário possa aumentar.

Esse se tornou o grande e únicomotivo para a defesada grandemídia, com unhas e dentes,pela liberdade de expressão, da menoridade penal e de todas as leis que possam contribuir para que o Brasil se torne uma Argentina;país que tinha umpovo negro de 53% como parte da população e agora se tornou completamente inexpressiva a partir do genocídio desse povo. Isso mostra a urgência pela qual o Brazil, assim como Israel se viu compelido a tornar-se signatário da liberdade e da democracia da Casa branca, da Casa-grande, da Casamata.

O comércio da liberdade é a deixa para que apermissividade da escravização dos povos não brancos possa ser aceita e assimilada sem maiores consequências. Portanto, o papel crucial da mídia, junto àdivinamissão das religiões, é fazer desse aplicativo prioridade absoluta dos governos autodenominados democráticos; que contam com a prestimosa ajuda, nada sútil, da “inteligência” militar, que cumpre seu papel sem pestanejar na hora de executar seumandato e mandado de torturar e assassinar o elemento padrão que venha reclamar e de sua liberdade duvidar.

A alma judia pertence a Hitler da mesma forma que o espírito judiado dobrasileirode corpertence àliberdade norte-americana: Somos livres para permanecer nas prisões, Senzalas e câmaras de torturas; Somos livres para acreditar na liberdademanufaturada; somos livres para sempre dizer sim ao opressor. Portanto, sorrimos diante dessa liberdade de ser livre, de ver na TV nossa liberdade em cada filme ganhador de Oscar, em cada emocionante novela que recomeça a cada temporada e em cadanotícia de última hora que confirmam todos os dias essa nossa fragilíssima liberdade provisória.

Quando desplugarmos nosso pensamento da mídia contemporânea, desligando nossa escravidão mental do sistema meritocrático capital, renunciando a liberdade casual; quiçá possa haver uma réstia do humano natural cercado pela Liberdade, igualdade e fraternidade que venha causar vida nesse branco planeta negreiro azul sangrado, hospedeiro da estupidez e do olhar cego da justiça armada até os dentes de liberdade acorrentada pela divina e democrática hipocrisia.



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