Uma singela receita para a
felicidade nas nossas Gazas de cada dia
A LIBERDADE foi inventada pelo homem assim
que este (homem) erigiu o primeiro muro, construiu a primeira cadeia e
acorrentou seu primeiro irmão.
A FELICIDADE foi inventada pelo homem quando esse primeiro irmão
quebrou as correntes que o imobilizava, derrubou a cadeia que o aprisionava e destruiu
os muros que o cercava.
O DIABO foi inventado pelo homem quando homens que aprisionam irmãos quiseram
justificar seus erros e livrar-se da responsabilidade que atormentavam suas
consciências.
A RELIGIÃO foi inventada pelo homem para que os atormentados pela
consciência amenizasse o peso que o destino apresentava como fim último para
todo interminável recomeço reparatório.
A JUSTIÇA foi inventada pelo homem quando esta(justiça) fora concedida
como privilégio de julgamento e execução somente aos que construíram e constroem
muros, correntes e prisões, sendo irremediavelmente cega para os irmãos
acorrentados e infelizes;quando possuindo,o denominado homem de bem, o direito exclusivo de acorrentar e de não ser
acorrentado.
A esseshomens de bens, de consciências presas pela responsabilidade
descumprida, restaramos confortos espirituais comprados avulsos, comerciados
pelas pomposas religiões de plantão; o privilégio da liberdade adquirida na
desumanização dos semelhantes rotulados como desiguais; a felicidade concedida
pelo diabo, responsabilizado pelas consequências dos delírios de se obter o poder
sem pudor; e os recursos da cegueira surda da justiça vendida, vendada e
amordaçada,venerada pela congregação muda dos infelizes aprisionados pela teia
do destino; que tece cada fio entrelaçando vidas presas pelas eternas ações e
reações de construções, desconstruções e reconstruções da liberdade de ser
feliz sem mandados,arrombando portas, derrubando muros, desconstruindo igrejas
e destruindo prisões; no gozo de suprimir a justiça cega e viver com razão
religada a Re-humanização, para que o dia possa realmente nascer feliz, nessa
novíssima cruzada contemporânea:Libertitela Felicita et Religare lúcifer a
laJusticia, egalité et fraternité.
A cada palavra escrita por mim,
nestas breves linhas de indignação, no oriente médio centenas de palestinos
estão sendo assassinados por homens de bens, pais de famílias, tementes a Deus,
amantes da liberdade, da igualdade e da fraternidade; e no Brasil a oligarquia
branca através da polícia, também faz exatamente o mesmo: assassinando o povo
negro da mesma forma, com os mesmos requintes de crueldades, perpetrando desse
modo, um dos maiores genocídios da história do mundo.
Em nome dessa liberdade usada por
todos, de todas as maneiras e formas; vis ou salutar, nocivas ou benéficas;
estou mudando meu nome. Eu que fui batizado com o nome de Israel, estou
renegando o peso que agora é conferido ao significado desse mesmo nome agora
carregado de tanto sangue, de tantas atrocidades; destilando todo o ódio proclamado
por Hitler; agora elevada à décima potência na fronte do povo judeu, que encontra
sua vingança desferindo a espadasobre a cabeça do mais fraco, em nome da
liberdade do comércio.
Em luto estou e em luta estarei
pela humanização ou enlouquecendo pela liberdade oficial decretada nas pífias
leis áureas, ventre livre, sexagenários, 10.639, cotas, direitos humanos e
todos os adornos que enfeitam nossa fabulista constituição, que é cuidada por
esses juízes, advogados e promotores, personagens de contos infantis que povoam
a nossa onipotente TV que tudo vê e nos ordena o que fazer em casos de ameaças
a nossa liberdade provisória como elemento
padrão: esse indivíduo de cor que preenche a cota de prisões e de
extermínio exigida pelo Estado ao policial militar para que seu salário possa aumentar.
Esse se tornou o grande e únicomotivo
para a defesada grandemídia, com
unhas e dentes,pela liberdade de expressão, da menoridade penal e de todas as
leis que possam contribuir para que o Brasil se torne uma Argentina;país que
tinha umpovo negro de 53% como parte da população e agora se tornou
completamente inexpressiva a partir do genocídio desse povo. Isso mostra a
urgência pela qual o Brazil, assim como Israel se viu compelido a tornar-se
signatário da liberdade e da democracia da Casa branca, da Casa-grande, da
Casamata.
O comércio da liberdade é a deixa
para que apermissividade da escravização dos povos não brancos possa ser aceita
e assimilada sem maiores consequências. Portanto, o papel crucial da mídia,
junto àdivinamissão das religiões, é
fazer desse aplicativo prioridade absoluta dos governos autodenominados
democráticos; que contam com a prestimosa ajuda, nada sútil, da “inteligência”
militar, que cumpre seu papel sem pestanejar na hora de executar seumandato e mandado
de torturar e assassinar o elemento
padrão que venha reclamar e de sua liberdade
duvidar.
A alma judia pertence a Hitler da
mesma forma que o espírito judiado dobrasileirode
corpertence àliberdade
norte-americana: Somos livres para permanecer nas prisões, Senzalas e câmaras
de torturas; Somos livres para acreditar na liberdademanufaturada; somos livres
para sempre dizer sim ao opressor.
Portanto, sorrimos diante dessa liberdade de ser livre, de ver na TV nossa
liberdade em cada filme ganhador de Oscar, em cada emocionante novela que
recomeça a cada temporada e em cadanotícia de última hora que confirmam todos
os dias essa nossa fragilíssima liberdade
provisória.
Quando desplugarmos nosso
pensamento da mídia contemporânea, desligando nossa escravidão mental do
sistema meritocrático capital, renunciando a liberdade casual; quiçá possa
haver uma réstia do humano natural cercado pela Liberdade, igualdade e
fraternidade que venha causar vida nesse branco planeta negreiro azul sangrado,
hospedeiro da estupidez e do olhar cego da justiça armada até os dentes de liberdade acorrentada pela divina e democrática hipocrisia.
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