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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cidade Negra


Rio de Janeiro, foi e continua sendo o maior porto do infame mercado em todo o mundo. No processo do sequestro, conhecido academicamente como diáspora, de africanos e sua consequente escravização, durante o século XVIII, foi uma cidade toda negra com um punhado de brancos decidindo a sorte de milhares de não-branco, para atender caprichos e vicissitudes de um bando da elite européia e norte-americana. Qualquer viajante que chegasse ao Rio nessa ocasião, teria certeza absoluta de que haveria de ter desembarcado num dos 58 países do continente africano.

Todo esse contingente não-branco foi removido pelos governos, mandatários da elites financeira, e expurgados para rincões inóspitos, sendo que esse vil processo de expurgo continua ininterrupto. Antes, normatizados na forma da lei através da força policial; hoje, além da força policial, através da força das finanças representadas no poder da mídia.

A profecia do embranquecimento da república que se daria em 100 anos, segundo "respeitados" pensadores, intelectuais e cientistas brazilleiros de outrora, não se realizou dentro do prazo previsto, apesar da apelação através do grande auxílio oferecido e destinados a imigrantes alemães, italianos, franceses e todos os não-negros que desejassem terras, salários e as benesses do governo brazilleiro. 


Apesar dos poderosos esforços da elite para implementar o biocídio melanodérmico , a Negritude não se extinguiu como desejado. Portanto hoje, essa mesma elite apela para extinção propriamente dita, literal, através do extermínio do corpo e também da memória, usando a milícia e a mídia; polícia e TV: enquanto a mídia convence sem deixar marcas aparentes, a polícia passa a régua também sem deixar marcas muito visíveis ou provas extremamente incriminadoras; assim coloca-se a ordem no progresso da República dos Estados Unidos do Brazill.

Embranquecendo a história e a TV fazendo com que qualquer negro venha enlouquecer, pensando que está no lugar errado e com a cor errada, a polícia tem seu trabalho facilitado, visto que a massa negra nunca vai se incomodar com aquela pessoa de cor sendo exterminado a seu lado. O nível de loucura negra é tanta, que ele não mas possui a habilidade de estranhar, chegando até mesmo a rir das piadas contadas usadas perversamente para desqualifica-lo, pondo-o no lugar subalternizado, sendo imobilizado social e intelectualmente por todo esse contexto desestabilizador da consciência humana que oficializa o hepistemicídio melanodérmico.




A mulher e o homem de cor, perdem sua humanidade para si mesmo, a partir do momento que a perdem para os não-negros. Portanto, são naturalmente colocados, recolocados e alocados como objetos, de acordo com os caprichos de um grupelho feudal, no lugar e nos momentos convenientes ao infame comércio de gente, visto que sua humanidade não mais lhes pertencem, mas pertence a elite dominante, como sempre pertenceu. 

As tétricas experiências com habitantes de comunidades desfavorecidas são exemplos escandalosamente recorrentes, visto que são realizados a luz das câmeras, do sol e da lua, para qualquer ser pensante feudal pervertido que se delicie com a tortura de outrem, como outrora, possa atingir orgasmos múltiplos. Não conheço nenhum outro programa de reality show mais rentável que esse, que misturando sexo e violência como espetáculo em seu extremo. Disney fez isso nos Estados Unidos das Américas e a Warner Bros está fazendo isso aqui nos Estados Unidos do Brazill.


... Apesar de você, amanhã há de ter outro X e Malconsoutros e outras Panteras e Kahindes... Apesar do cativeiro ter sido transformado numa redoma de vidro trazendo a ilusão de liberdade, sem no entanto nos levar a atinar sobre as ofertas oferecidas que permanecerem, como uma mosca dentro do pote, envoltas nessa redoma invisível, não permitindo o acesso e uso dessa mesma liberdade, sem que possamos entender e perceber a existência dessa barreira: ... Mas ... Amanhã há de ser outro dia, um dia tão escuro como aquela noite que circula o vai e vem na Capoeira.


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