Havia uma sombra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma sombra; Não sei se se minha ou do outro...
A sombra sempre escura que assombra, faz fechar os olhos para não ver a negra escuridão que baixa e não se encaixa no corpo esquivante, que brinca na capoeira gingante.
Girando, indo e vindo, a sombra lombra a visão da águia ao meio dia, à luz da meia lua.
A sombra dança a meia luz, procurando, num movimento que seduz, abraçar na benção e na ponteira de forma bem rasteira, a assombração que gira, circula e domina a roda da vida.
No meio do caminho havia uma sombra; havia uma sombra no meio do caminho... A outra sombra não era escura... Era a sombra assombrada pelas almas arrancadas dos corpos de ébano...

.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário