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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O peixe só percebe que existe um outro mundo quando sai da água...




Eckhart Tolle" falava sobre a necessidade da pessoa defina-se para si mesmo ou aos outros. afirmando que isso não era uma questão de morte, mas sim, seria um modo de te trazer para a vida. E chamando a atenção para não se preocupar pela forma como que te definem. Pois enquanto eles definem você, eles estão limitando-se, portanto esse não é seu problema. 

Necessário se faz, interagir com as pessoas, não estando lá, principalmente como uma função ou um papel, mas como o campo de presença consciente. Você só pode perder algo que você tem, mas você não pode perder algo que você é."

Bem, como definiu muito bem Napoleão Bonaparte: "A história é um conjunto de mentiras acordado." não entenda tudo na defensiva se você é branco, ou culpe alguém por não ser branco...
Estes são crimes cometidos pelas elites, enquanto brigamos uns com os outros discutindo sobre "o que seu povo fez..." caindo na armadilha de defender o que fizeram esses ou aqueles, pois todos sentimos que uma parte de nós que está sendo atacada, enquanto as elites seguem nessa doutrinação inteligente e sutil na disseminação do racismo, componentes dessa oligarquia estão rindo a caminho do banco.

Através da história, as elites ricas DESTRUÍRAM países e povos e deixou o homem comum para lidar com o resto do que sobrou, criando inimizade entre as pessoas por gerações através de propaganda inteligente; até que todos se reúnam numa unidade, enquanto não tomarmos conhecimento do que eles têm feito, eles continuarão a fazer isso, roubando-nos e criando profundas diferenças geracionais e raciais, dividindo-nos... Dividir e conquistar é o nome do jogo.

Os não-brancos aprendendo que são melhores, mais bonitos, mais inteligentes e se auto-proclamado que são superiores; enquanto os negros aprendem que seus cabelos são ruins, seus Deuses são demônios e que eles nasceram para serem subalternizados. Quanto a elite dominante... essa vai bem, obrigado..!! 

Passeiam de jatinho, curtem as férias de novem meses no exterior, administram seus milhares de bens adquiridos com a força ativa do povo, e suas terras demarcadas com sangue indígenas e construída com sangue negro para o bem estar de seu sangue azul.
Como podemos observar, cada cor representa um valor, cotado a torturas e humilhações no pregão instituído por essa elite oligárquica que habilmente dividem esses infelizes, através das ricas programações veiculadas pelas tecnologias de informação e comunicação: nossa mídia, fiel escudeira desses assassinos de plantão. Portanto, as discussões e os debates sobre cotas e se existe ou não o racismo no Brazill são tão necessários a essa sociedade que se fez obtusa, através do processo de inclusão na grande Matrix democrática eurocêntrica, patrocinada pela KKK globalitária.

Portanto, definir-se, é resgatar sua história, suas raízes, sua memória. Só assim será possível nossa recolocação no tempo e no espaço social, como gente, como cidadão pleno e protagonista de sua própria história; uma história que foi cunhada inicialmente por seus antepassados, na solidariedade, coletividade e comunidade de povos negros e de povos pejorativamente chamados de índios e de bárbaros que habitavam em tribos. 
Essa mesma elite branca, democrática e que prega a liberdade, faz uso do terrorismo para trucidar povos que são contra seus interesses, intitulando-os de terroristas para legitimar, diante dessa sociedade obtusa, os assassinatos categóricos em massa, infligidos aos povos que discordam com esse contrato de liberdade provisória, que reza na exploração de suas terras, e da obrigatoriedade mão-de-obra escravizada de seus cidadãos.
mas como é bem mais tranquilo se criar escravos felizes do que trabalhadores descontentes, nossa mídia procuram definir habilmente o caráter de seus cidadãos, domesticando-os e formatando seu modo de pensar, de forma educada e homogênea.


Portanto, falar sobre o mês da consciência negra em Novembro, é confinar e limitar sua própria história, seu próprio valor. Nesse caso, concordo com Morgan Frimam, não precisamos de "um" mês de consciência negra e os outros onze meses de valores brancos. Precisamos sim, nos definir como gente, cidadãos livres com dignidade à vida, marcando presença, não como um objeto exótico-cultura, mas como presença política participativa e transformadora desta realidade perversa, habilmente implementada nas instituições públicas e nos institutos sociais em todos os setores da nossa sociedade, legitimando a fragmentação social e identitária do cidadão melanodérmico.

Um comentário:

Unknown disse...

Fantástica reflexão, Israel!! Obrigado pelo post!! Um abraço!