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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A Consciência do Silêncio: O Supremo Poder do Nada com a Força de Mil Sóis.

A Porta que se fecha e a mesma porta que se abre, assim como tudo aquilo que dizemos, é ouvido pelo próprio corpo. É no silêncio que a Consciência eclode e se faz autoconsciente, revelando, após eterno looping, tudo que realmente é; até que, finalmente percebamos que, cada lado é somente um, e que, cada porta que vemos fechar-se, na verdade está se abrindo.

Essa holografia coletiva em que se tornou a vida sobre Gaia; paradoxalmente, é vivida de forma individual; criando a realidade de cada ser, que se encontra diante dessa porta conhecida e conceituada como futuro: num processo que pode ser linear; trazendo mais do mesmo; ou pode ser mais uma espetacular descoberta, para o buscador de si mesmo.

Cada realidade correspondente a uma porta aberta, é análogo a vivência de um jogo (coletivo) virtual, aonde cada porta passa a ter a sua própria dimensão, como o universo de cada indivíduo, que obedece ao conhecimento que lhe é intrínseco.

A consciência criativa primordial, que as religiões batizam como Deus; é tudo o que há, e tudo o que é; é a Fonte Criativa que multiplicou fractalmente a si mesmo, transformando-se nessa própria criação, que não se reconhece enquanto criador, em consequência do hipnotismo projetado pela Matrix, que transformou esse corredor de infinitas portas, num pérfido espelho de si mesma, a fim de dominar e controlar, exercendo o escravismo como forma de poder.

Por isso, cada porta construída pelos condutores dos Tempos Modernos, e ornamentada pelo incontrolável apetite por poder, tornou-se o módulo de sobrevivência para o neófito, que adentra a realidade formatada por essa mesma Matrix, que congela e sacraliza cada crença limitante atrás dessa falsa porta.

Quando percebermos que, não há nenhuma necessidade de se abrir quaisquer dessas portas pomposamente exibidas pelo designe da linearidade, será o momento de desapega-se do escudo do medo e das memórias desse looping, reconhecendo enfim, que a Consciência, é a Sede da criação, e que esse, é o ponto zero da autoconsciência e do cessar de todo o drama humano.

A Matrix, perfidamente instituiu e legitimou, através da mídia, da filosofia e disciplinas similares; a psicologia do bater na porta, entrar pela porta, e até mesmo, arrombar a porta, para incentivar e motivar esse indivíduo, a fim de que ele chegue a algum lugar; expediente este, habilmente usado para ocultar o lugar do centro de poder autêntico, que é o próprio sujeito.

Portanto, quanto mais o dito cujo tagarelar, reclamando de sua condição, menos ele irá ouvir, e se ouvir. O poder do silêncio está sempre sendo quebrado pelas propagandas, filmes, novelas, ou por uma nova moda, que continuamente nos doutrina no incômodo e aversão a profundidade do silêncio. Portanto, sempre será proposta uma empatia ou uma ideologia descapacitantes, e até mesmo uma nova crença limitante para manter o indivíduo no lugar estabelecido pela classe, raça ou gênero. O objetivo do processo, é manter o indivíduo desacreditado de si, enquanto acredita e fortalece a Ordem e o Progresso instituídos como Lei pelo sistema escravagista.

Desse modo, o bom cidadão se condicionou ao debate exclusivo das pautas do momento, permanentemente expostas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação. De tal modo, as relações permanecerão numa interminável e improfícua discussão, até aproximar-se a um momento de completa exaustão, aonde enfim, possa se duvidar da existência das próprias portas. Até esse momento chegar, os acessos do silêncio continuarão surdamente a gritar no interior de cada coração emudecido, paralisado pelo intelectualismo que nos dói hoje.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A Tecnologia do Amor e Seus Ontológicos Efeitos Especiais

A Tecnologia do Amor como um processo único e atemporal, só pode ser definitivamente estabelecida, quando percebermos que, o solo, também é semente. É ser o presente que se dá, ao mesmo tempo em que também o recebe; na qualidade de doador e recebedor do Presente que se é. A tecnologia do Amor está no Espelho da menina desse olhar correspondente, que é recebido em simultâneo, em meio a intensa velocidade da Luz Maior, que é tudo o que é, e tudo o que há; aonde o Tudo está no Todo e o Todo também está em Tudo.

As mensagens de Amor ininterruptamente trazidas pelo vento, pela chuva, pela lua, pelo sol, pelas estrelas e por este próprio chão que nos sustenta, suspenso como Babilônico Jardim em meio a vastidão das moradas desse infinito Cosmo, são como cartas escritas em branco, que flutuam ao deslizar sobre os Arco-íris desse mesmo céu azul anil; Éden que transformamos em inferno privativo, quando enviesamos a diversidade das cores, entre os olhares criadores de alhos e bugalhos.

A tecnologia do Amor está naquele abraço que ainda não foi dado, e no beijo que jamais é negado, nas mãos que afagam, assam, assinam e acenam, sem olhar as roupas, os sapatos ou os pés descalços de um descamisado, colorido de melanina de cima abaixo, sem um pingo de proteína sobre as veias plenas de cafeína.

Na Tecnologia do Amor não existe a palavra “mais” e nem quaisquer outras palavras, expressões ou intenções condicionais; pois o ato de julgar, é o meio mais eficaz de se acumular futuros lamentos e penosas lamúrias, que inevitavelmente eclodirão nessas sementes lançadas e cultivadas pela mente inconsciente, sobre o solo desse Babilônico Jardim suspenso no espaço cósmico sem fim, transformando-o desse modo, numa das escuras esquinas da nossa assombrosa floresta de Fobos.

A Tecnologia do Amor exige um letramento sem alfabeto, palavras ou dicionários, já que o seu único manifesto se revela através do Sentir. Dessa forma, todo Sentimento torna-se uma realidade construída em sete mundos e dimensões, que deslizam sobre as sete cores desse Arco-íris, que pode ter a magnífica exuberância de um majestoso Prisma, fractalmente multifacetado; ou podem metaforicamente ter as cores imagéticas de um tabuleiro de xadrez, com seus respectivos personagens socialmente aceitos e assimilados por meio do decrépito conceito da Ordem e do Progresso, preconizado pelas peripécias carnavalizadas pelos Tempos Modernos.

Portanto, não há absolutamente nenhuma necessidade de certificados, nem diplomas ou qualquer espécie de formação, para operacionalizar essa Tecnologia Ancestral de ponta, presente em tudo que é, e virá a ser; pois quando ela, essa Tecnologia tiver qualquer possibilidade de falha, a vida se extingui. Portanto, tudo vive, tudo é vivo, somente pela semente do Amor, no amor e pelo Amor. O seu oposto, é o Medo, essa mesma emoção de onde se origina a raiva, a revolta e a mágoa, e todas os sentimentos que desestruturam e fragmentam o ser, que outrora, como inocente criança, era pleno de si. O necessário e urgente resgate dessa criança interior, se dá somente através do Amor e do desapego de todos os paradigmas e dogmas, aprendidos como verdades incontestes por este responsável adulto doloso.