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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Considerações Acerca do Verdadeiro Vírus que Mantém o Planeta Terra em Quarentena

O Pensamento é o vírus mais eficiente e efetivo dentre todos os vírus existentes e ainda por existir. Pensamento é energia, Pensamento é vibração, Pensamento é frequência, e essa energia que é a do pensamento, nunca se perde, mas sim, transforma-se em forma-pensamento que, como uma pedra jogada sobre a água, as vibrações provocadas se propagam numa frequência que pode ser captada por seu destinatário ou por quem se encontra na referida ressonância.

Sendo assim, se por acaso o pensamento emitido não encontrar o seu destino ou destinatário, ele retorna de imediato para o pensador. Ou seja, pensamentos de raiva e de críticas, de mágoas ou de medos, assim como os pensamentos de inspiração, de alegria ou pensamentos amorosos, sempre encontrará quem vibre na mesma frequência. Assim, aqueles que ressoam na frequência da reclamação contínua e opiniões indiscriminadas, de julgamentos ou de críticas, acabam por adentrar no círculo vicioso característico da patologia desse vírus.

Por este motivo, os senhores dos meios de Tecnologias de Comunicações e Informações sempre estabelecem as questões geradoras dos pensamentos do dia de toda a sociedade, formatando dessa maneira, a cultura de massa ao criar o inconsciente coletivo com o qual controla as subjetividades do indivíduo, controlando o pensar do dito dito-cujo. Portanto, foi estabelecido pela elite dominante o controle psicotrônico, num intrincado processo aonde se combina os discursos retóricos hegemônicos, habilidosamente acoplados as míticas imagens padronizadas, juntados a sutileza da semiótica academizada.

Desse modo, mais de 90% das sinapses produzidas por um indivíduo durante o dia, nunca são seus próprios pensamentos. Ou seja, o sujeito foi transformado numa mera cobaia de laboratório, passando os seus dias de vida circulando numa roda que gira em seu próprio eixo, sem jamais sair do lugar estabelecido por seu condicionamento social e biológico.

Sendo assim, tudo o que se faz, e tudo o que existe no mundo, existe somente a partir dos pensamentos desses indivíduos, que lhes conferem a existência própria. Os espertalhões, senhores do mundo, utilizam essa energia de maneira extremamente habilidosa ao fazer o pensador acreditar que tais pensamentos são realmente seus. Dessa maneira, esse sutil processo de escravização mental passou a ser a tecnologia mais importante e eficiente dos atuais Tempos Modernos.

Os pensamentos pré-fabricados, a fim de dar forma as pós-verdade que sustentam o inconsciente coletivo, também formatou o ego humano, constituindo-o como aguerrido guardião da personalidade que o indivíduo criou para si, acreditando realmente ser sua personalidade; que, além de administrar o Ego, instituiu um padrão de algoritmos que passaram a ditar as atitudes que estruturam toda a existência do indivíduo. Dessa maneira foram criadas as maiores Fakes News existente no imaginário humano, e que norteiam toda a cultura e a vida da sociedade tal como o pecado original, os temidos Demônios e famigerado inferno pregados pelo mais próspero comércio de todos os tempos que continua sendo a religião.

Mesmo que a nossa ciência já tenha chegado à conclusão de que toda matéria é energia condensada e que tudo o que existe é energia, a possibilidade da materialização do pensamento como uma inexorável realidade, chegou de forma intelectualizada a sociedade para que tal princípio não fosse adequadamente internalizado e assimilado como tal.

Assim, os sintomas desse vírus que se propagou, alojando-se na sociedade moderna como a mais uma terrível das pragas desde o Egito antigo, instituiu o racismo, a misoginia, as guerras santas, os assassinatos categóricos, além das variedades de variados preconceitos, como modus vivendi do desumanizado homem moderno, outrora categorizado como homo Sapiens Sapiens.

Dessa forma, enquanto o ser humano não recuperar a sua autoconsciência, ele permanecerá na condição de escravizado mental, e naturalmente servindo aos senhores do capital, como se isso fosse sua condição normal, enquanto os religiosos-capatazes lhes prometem o céu como recompensa ao fiel ou o inferno como eterna punição a toda nação, sem que os mesmo nem desconfiem que o paraíso, assim como as trevas do orco encontra-se dentro do próprio indivíduo que lhes dão forma a partir desse controle mental ao qual ele tem docilmente se submetido desde o nascimento.

Essas palavras aqui escritas podem soar de maneira bastante insólita, visto que, estranhar o que é normal é um exercício desconhecido para aquele indivíduo que nasceu em cativeiro; certamente ele rechaçará ou até mesmo poderá não reconhecer o conceito ou o significado da liberdade plena, pois não há parâmetros nem registros do mesmo em seu pensamento. Quando o pensamento transborda de intelectualidade e categorizações, o espaço para a autoconsciência se restringe significativamente, fazendo com que o sujeito orgulhosamente se embriague com os objetos que turbinam, fortalecendo e massageando o seu ego, como é o caso dos títulos conferidos por certificados, diplomas e afins.

Portanto, tudo o que vem de fora desse indivíduo, fazendo dele um pretenso cidadão ao lhe conferir um determinado pseudo valor social com o qual ele passa a ter a ilusão de um possível futuro na Matriz; faz parte da doce ilusão do Admirável Mundo Novo que passa a ser o seu cartão postal nessa ação psicotrônica aonde se cultiva os pensamentos de um devir num Paraíso, cujo caminho serpenteia pelo Mundo de Alice, passa pela Ponte dos Jardins de Tântalos, até chegar a Terra do Nunca

E não adianta querer dominar o pensamento, pois ele, o pensamento não existe; ele é criado; até mesmo o desejo de pureza é mais um truque da mente. Todos os supostos pensamentos a respeito do outro, são puras ilações que fragmentam a realidade, visto que os mesmos vão acabar por interferir na maneira com que os fatos serão tratados de fato. Desse modo, capciosamente as disciplinas escolares procuram dominar, através da infame metodologia dos livros didáticos, os elementos da linha de tempo do passado, para ter controle sobre esse inatingível tempo futuro a ser elaborado na mente do indivíduo através dos elementos-chave fornecidos pelos livros, pela história e pela cultura.

Portanto, a profilaxia para erradicar essa virulenta peste; que é muitíssimo mais poderosa do que quaisquer armas biológicas ou atômicas; que indubitavelmente tornou-se nosso pensamento, é ser como a água no sentido filosófico, e não metafísico, já que a água é o maior banco de dados existente em toda a natureza, até mesmo na natureza humana (este já é um outro assunto para uma próxima conversa). Consequentemente, devemos permitir que a água lave e leve os pensamentos sugeridos, fixos ou traumáticos, aceitando que a autoconsciência se faça, para que possamos nos observar, vivendo na eternidade de cada agora estampado no sorriso fraterno de cada alvorecer.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Histórias de quarentena, Olho de Hórus e Retrocasualidades

Estar no centro dessa quarentena inevitavelmente nos fez rememorar os momentos vividos e pensar nos momentos que não foram ainda vividos. Num breve hiato entre todas essas memórias passadas e memórias futuras, lembrei-me uma história contada lá pelas bandas do Tibet, que narra a ocasião em que um peregrino, durante a sua caminhada, encontra um eremita meditando em sua caverna; após travarem um rico diálogo, conversa vai, conversa vem; o peregrino pergunta se ele não se entediava ou se sentia solitário por não ter com que ocupar o seu tempo...e o kota, o mais velho, sorrindo, responde que tinha muito trabalho a ser feito; tanto trabalho que as vezes gostaria de ter mais tempo para poder executá-lo da melhor forma possível.

O peregrino fica sem entender nada, pois, pelo que ele podia ver, o ermitão passava todo o seu tempo sempre em estado de profunda contemplação e nada mais. O eremita então esclarece que ele ocupa todo o seu tempo domando seis animais: eram dois falcões, duas águias, dois coelhos, uma cobra, um burro e um leão. O peregrino olha ao redor e não vê nenhum sinal de qualquer animal e continua sem nada entender. Percebendo sua interrogação, o anacoreta explica ao peregrino que os dois falcões eram os seus olhos que se lançavam sobre tudo o que via, o que queria e o que não queria, sem se importar se lhe era conveniente ou não, já que as mensagens imagéticas transmitidas pelo olhar eram sempre tatuadas em seu cérebro, moldando assim, toda a realidade a seu redor.

As duas águias eram as suas mãos que avidamente a tudo queria pegar e possuir de forma indiscriminada; os dois coelhos, que ele precisa tranquilizar, eram os seus pés que queriam ir a todo lugar; além da cobra, que precisa ser domada a qualquer custo, que era a sua ferina língua, tinha também o burro, que estava sempre cansado, e as vezes se recusa a levar a própria carga; que era o seu corpo; e, finalmente, o arrogante e vaidoso leão, que nada mais era do que o seu próprio ego. 

Mencionei essa metafórica história de quarentena, a fim de ponderar sobre as questões suscitadas pelos olhares vindos do interior desse imprevisto processo de isolamento social, e falar sobre o simbolismo desses olhares relacionando diretamente ao olho que tudo vê; não me refiro a um reality show, mas sim ao mais famoso símbolo do Egito antigo: o olho de Hórus ou terceiro olho: elevo os meus olhos para o que não vejo; de onde me virá a inspiração...? De onde vem o pensamento que conduz a minha fala e dita meus atos...? Pude refletir sobre essa questão ao tentar domar o Falcão que existe em mim, ao perceber que todo poder reside na capacidade de poder escolher os nossos próprios pensamentos e ver que, nossos pensamentos, são justamente os frutos de tudo daquilo que observamos. Portanto, é nessa hora que se torna necessário discernir que, o que se olha é diferente daquilo que se enxerga. Ou seja, devemos ter a ciência de que, nem tudo o que se olha é aquilo que se vê, visto que o olhar reside no consciente, mas o que se habita no subconsciente. Então, usando do discernimento, e da intuição, podemos enxergar que, Pensamentos de medo são opções inconscientes atribuídas ao cérebro, que é o recebedor desses pensamentos mediados pela mente.

Nesse caso, discernir que, opções são diferentes de escolhas, e que nós nunca tivemos realmente a chance de escolher entre diferentes objetos ou objetivos; já que fomos condicionados social e biologicamente; o que tivemos foi a opção de escolher mais do mesmo objeto, só que, de cores variadas. Aferimos então que nesse processo, os nossos pensamentos criam formas-pensamentos através da força da nossa própria imaginação, que se plasma no plano astral, para depois então, se concretizar em nossa realidade. Dessa maneira, compreendemos então que, a Gentileza gera mais gentileza porque o medo gera mais medo.

Ou seja, o sentimento é gerado por um pensamento, que gera uma emoção, que por sua vez, se manifesta em forma de reações presente enquanto força palpável em nossa realidade vívida. Sendo assim, se conscientemente desejamos algo enquanto o inconsciente gera uma realidade discrepante ao desejo estipulado, percebemos que nesse ponto brota a raiz da impaciência, enquanto uma fala do ego se manifesta, através dessa cobra, que é a nossa língua-serpente que precisa ser domada.

Dessa maneira, entendemos que é no poder do silêncio, aonde uma semente eclode gerando um pomar, um bosque, uma floresta; enfim, um mundo inteiro; metaforicamente também é no poder dessa linguagem, que é a linguagem do silêncio, que se origina o nosso jardim de experiências aonde se faz imprescindível uma cuidadosa observação a fim de extirpar as ervas daninhas do cotidiano.

Portanto, no cultivo desse jardim de conhecimentos, é sine qua non e imperativo que nos amemos a cada dia um pouco, sempre e mais, pois só dessa forma é possível amar ao próximo, já que o mundo é um espelho fractal aonde o nada se faz tudo, de lá para cá, daqui para ali, e vice-versa.

Portanto, se derrubamos os limites imposto por nós, e para nós mesmos, vamos enfim, compreender que somos Deuses e Deusas. Dessa maneira, podemos nos refinar, quando de forma elegante, passamos a nos elogiar e a nos amar a partir do momento em que deixamos a condição de refém, de servos, de vítima e de escravizado mental, e passamos a criar os nossos próprios pensamentos; dessa forma, o nosso centro de poder volta a nos pertencer para que possamos usá-lo em prol do UM, que somos nós; já que o isolamento total só existe de imediato no ato de suicídio. Nessa conjuntura de lockdown, percebemos que tudo que supostamente foi ruim, foi na verdade, extremamente benéfico em todos os sentidos, porque só as trevas podem nos fazer perceber o valor da luz.

Portanto, podemos inferir que o isolamento social tornou óbvio que amor é tão fundamental como a respiração o é para manutenção da vida; sem amor, não há vida; e ninguém ama ninguém se não amar a si mesmo. Então o famoso jargão corrente nas mídias sociais que nos convoca a não largar a mão de ninguém, mesmo nascendo de uma boa intenção, deve-se levar em conta que ainda não nos demos as mãos.  Sendo assim, a carroça não pode ser posta a frente dos bois. É necessário saber primeiro quando é que nós; independente de raça, classe, gênero, religião, partido político ou time de futebol; nos daremos realmente as mãos fora desse discurso recorrente nas horas difíceis, para depois estabelecer que as mãos continuarão solidárias entre si.

Como resultado desse insulamento compreendemos enfim que, tudo o que sai da força de nosso pensamento, agora sai multiplicado. Portanto, ter cuidado com o que se pensa, de si ou do outro, é primordial, já que é ele, o pensamento, que constrói nossa própria realidade. Antes da quarentena estávamos tão preocupados em responsabilizar o próximo por nosso infortúnio, que não nos demos conta de que, essa é uma equação quântica. Portanto, jogar fora o medo e os preconceitos é o primeiro passo para atravessar essa metafórica estrada de mil quilômetros; estrada esta, que faz do alfa e do ômega uma ponte de Einstein-Rosen.

No contexto pós-isolamento social se faz cogente a percepção de que, as energias da competição e da inveja já não ocupam mais o mesmo lugar de antes. Ou melhor, elas definitivamente já não têm mais lugar nessa jornada. Dessa maneira, quanto mais você honra a você mesmo, mais você honrará o outro. Sendo assim, inevitável perceber que, o que a gente mais odeia no outro, é justamente o que é refletido de volta através do espelho da vida. O nome dessa percepção é sabedoria selvagem.

Agora, ao sair da quarentena, nos tornaremos o humano universal, sabendo que, tudo o que os “outros” estão passando, nós também p assamos, mesmo não sendo Buda, Cristo ou Maomé. Porque eles, somos nós. Somos Deusas e Deuses. Sempre fomos. Portanto, se durante essa quarentena não tivermos um relacionamento saudável conosco mesmo, não será possível nos relacionar saudavelmente com mais ninguém. Outrora soltar as nossas feras era um processo fácil e até conveniente, hoje aprendendo a domá-las, é a única forma para interromper o medo das sombras que nos assustam nas nossas noites sem lua. Portanto, domemos as nossas feras nesse retiro socialmente imposto pelos señores del mundo da escuridão, gestores escravocratas do Deep State, para que a constituição retorne para seus legítimos constituintes.

Que a metamorfose realizada nesse casulo que foi a quarentena, possa finalmente abrir as portas metafísicas do Ser; essa porta que nenhum homem pode fechar; ao retirar as vendas desse cego que vê somente o que lhe é visível, fazendo enfim, ressurgir as asas atrofiadas pela impingida baixa autoestima.


quarta-feira, 22 de julho de 2020

Metamorfose

Emergindo do pó, feito girassol, o ser amputado de si desponta em direção a luz lançando-se no espaço cromático, agarrando-se com sofreguidão ao infindo vácuo, na esperança de construir sua ponte em direção aos Jardins de Tântalos. Essa alma sem eira nem beira, afogada de agonia por todos os lados foi despedaçada por seus próprios pensamentos desconexos ao galgar seu Gólgota, enquanto se afogava em lágrimas soluçadas a longos haustos.

Suas Vidas, nascidas e entrelaçadas pelo desafio do convívio consigo mesmo, forma o triângulo perfeito com o sal da terra e a Luz do mundo, que alumia os recônditos ocultos na alma do próprio Ser; mas a inevitável escolha pela morte lhe conduziu a um eterno ciclo de contínuos renascimentos. Assim, o jugo, medido e pesado sobre o madeiro de Santa Cruz, é cultivado na sementeira regada a suor e sangue. A cada palmo de solo salgado, gelado e escaldante, mãos e pés são transpassados por ações e pensamentos cravados na vermelhidão sanguinolenta do rígido e incorruptível madeiro da Terra Brasilis de cada novo mundo.

Os pontiagudos cravos forjados pela volátil atitude desse habitat que lapida o interior do ser, transpassam os olhos da alma perfurando-os como anzóis de múltiplos ganchos que, contínua e vagarosamente, do estômago a garganta continuam a rasgar o corpo nu que jaz sobre o gélido mármore da morte, enquanto seu fígado é solenemente arrancado pelos santos abutres e servido aos serenos chacais pelo barqueiro Carontes.

São nesses redemoinhos de mortes renascidas, que provocam violentas tempestades de lágrimas formadoras dos diamantes eternos, que os santos abutres mantêm o sagrado ritual de transportar as vidas remidas pelos gritos e ranger de dentes.

Dessa maneira, o vento, sopro da vida, trazem as tempestades, mensageiras dessa morte anunciada pelos rugidos dos recém-nascidos no Gólgota de todos os calvários. Esse vento que, passeando pelo tempo, carrega os sentimentos ocultos que ressurgem como fantasmas, ou redivivos, ao longo do caminho desses embriões renascidos nesses tempos de tempestades que provocam esses temperamentos tempestuosos domados pelos desafios das armadilhas do destino, que foram traçadas e trançadas nas intrincadas tramas da vida a ser remida.

Dessa forma, como um anjo em plena menarca, a monarca deixa o seu castelo para assumir o reinado de sua própria vida ainda em vida, ao abortar os sentimentos tempestuosos de si sobre si mesmo. Enfim, a vida começa no final da vida. Agora ela pode observar a própria existência é estar totalmente comprometida com o que faz aqui e agora, sabendo que nasceu desse Amor que é a fonte única do que é, e do que há, e nada sobrevive fora dessa fonte; até mesmo a escuridão. Finalmente a autoconsciência se desperta em si, e para si, ao sair da penumbra das imagens fabricadas pelo medo da escuridão.