Quem somos...?
Saudações
fraternas a todas e todos; somos integrantes da OLPN; Organização para a Libertação
do Povo Negro, cujo denominação já fala por si. Após todos esses séculos
passados, desde o deplorável crime contra humanidade que foi a hedionda, vil e
violenta escravização dos Povos Africanos e a consequente continuação desse
crime, que vem se perpetuando na atualidade através da exclusão social, que é
sustentada pela colonização moderna, que vem exercendo a prática do racismo, do
extermínio e genocídio dos descendentes desses Povos; estamos aqui, na condição
de afrodescendentes e representantes de nossos ancestrais, esses povos que
foram aberta e oficialmente violentados por esse aterrorizante crime da
história.
O que queremos...?
Mesmo que, ao
contrário dos povos indígenas, ciganos, judeus, palestinos e tantos outros
povos, os afrodescendentes ainda não se reconheçam enquanto Povo Negro, queremos
aqui nos manifestar, com o intuito de elucidar e estabelecer as devidas
responsabilidades ao revelar o macambúzio ardil advindo das atitudes dolosas e
desumanizadoras consequentes do citado crime da história, que foi a
escravização dos Povos Africanos, praticado pelo Estado com o fim último de
exercer o abuso do poder sem pudor ao fazer uso abjeto do sistema escravocrata,
como forma de obter o total controle do subjetivo desse sujeito humano, por
conta de sua condição social e da cor de sua pele. Dessa maneira, efetivamente,
viemos aqui decretar a equidade como
forma única de poder decisório do exercício dos governos na cadeira do Estado
brasileiro, a partir da decisão da coletividade e através do compartilhamento
desse poder.
Como faremos...?
Fazendo uso
da contraditória conjuntura política e jurídica dominante monorracialmente
controversa, que subalterniza o indivíduo enquanto sujeito e corrói toda a
estrutura humana, gangrenando o tecido social ao transformar o cidadão num
servo social e escravizando o afrodescendente enquanto sujeito social; Como
membros da OLPN, determinamos hoje que, os mais de 300 anos de crime contra a
humanidade, tenha o seu fim decretado, nesse momento que, enquanto coletivo, deliberamos
o começo de uma era pautada pela ação equânime e re-humanizante de todos os
povos que foram excluídos e exilados em seu próprio solo através do Crime tráfico
negreiro, da escravidão e da colonização.
Dessa forma, convocamos todos os Povos excluídos e degredados a sustar definitivamente
esse vampiresco círculo vicioso entre escravistas e escravizado, cessando
definitivamente essa insídia coisificante do ser enquanto Ser.
Dessa
maneira, através do processo de Reparação
aos Descendentes dos Povos Africanos Escravizados no Brasil, será dado
início ao Projeto Político de Nação do
Povo Negro para o Brasil, a fim de redefinir a nação através de um Estado
compartilhado entre as etnias que aqui vivem e tentam coexistir enquanto povos.
O que é e como se define o processo de Reparação...?
Reparação é
o processo onde o Estado reconhece a escravização dos Povos Africanos no Brasil
como crime da história, como foi determinado pela ONU; Organização das Nações Unidas; em 2001, na Conferência de Durban;
assumindo a sua responsabilidade como participante ativo na promoção desse
crime; e consequentemente, responder por esse mesmo crime, reparando os
descendentes desses Povos que herdaram os traumas consequentes desse dolo.

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