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quarta-feira, 1 de março de 2017

Amezing Grace

Sou humano, e tudo que é humano não me surpreende; mais...Como sempre revejo valores e paradigmas, observo constantemente a recorrente conjuntura da Babilônia; e passeando pela cidade do vício, anotei no meu caderninho de produção marginal, algumas manufaturas da jornada matinal e, duas pérolas especiais me despertaram a atenção: uma foi um incrível curso de tombamento e a outra, um inesperado curso de formação de consciência negra. Ou seja, estava em foco a estética do corpo e alma. Uma questão metafísica e outra psicanalítica.

Em relação ao curso de Tombamento; afirmo que tudo que é explícito é invisível aos olhos. Em relação ao curso de formação da consciência, basta observar que, a vida cessa quando um ovo é quebrado de fora para dentro, é floresce quando ocorre o contrário; quando ele é quebrado de dentro para fora. Desse modo, temos uma questão maiêutica e outra questão diatópica; e nisso se resume o start da pessoa negra. Ou seja, estamos tratando aqui especificamente do processo de assimilação e alienação.

Afirmar que sua aparência é importante, é certo; pois só mudando a representação mudamos a realidade. A inevitável pergunta seria: o que tombamento tem haver especificamente com representatividade...!? Uma vez que muda-se a aparência e não o interior. Ou seja, a maioria continua agindo como minoria. Seria como um ato de rebeldia inconsequente adolescente. Resumindo; um prosaico afromodismo; como defesa mimética poderia até surtir um efeito temporário, visto que a presa e o predador pode ter histórias bem surpreendente; mas, tornando-se um processo individual e não coletivo, a exemplo das cotas universitárias.

Falando de formação da consciência; a pretensiosidade em formar a consciência do outro, carrega um inevitável quê de hierarquia; qualidade esta,  inerente a branquidade. essa tutelagem, em ambos os casos, são abomináveis numa coletividade que preza pelo cooperativismo, corporativismo, coletivismo e ancestralidade; E definitivamente, isso não faz parte de nossa família negra.

Desalienar e descolonizar, é ser desobediente; não só epistemologicamente falando; sendo este o cerne da questão que aqui estou tratando. Unamo-nos; andiemus; sejamos o que podemos ser. Ou seja, sejamos nós mesmos; sejamos negros, e não uma réplica da academia a qual tivemos de passar para nos tornar gente. academia essa que nos controla, desde o momento em que reproduzimos e usamos a fala eurocêntrica para nos legitimar como Ser. Ainda usamos a cópia como referência e não confiamos em nós pretos e em nossa produção como sujeito; somos criador e criatura.

Irmãs e irmãos pret@s e negr@s...Observem as suas referências e revejam seus valores; desconfiem sempre de vocês mesmos, pois o meio em que fomos adestrados, foi de uma eficiência incontestável. A medida em que decidimos patentear a razão, tornamo-nos vítimas incontestável da assimilação e da alienação. Portanto, fujam da razão, pois ela traz a competição e, em última instância, a falácia da meritocratização. Adote a dúvida como companheira e se desfaça da certeza. Ela, a certeza, é branca. Por isso, nunca pronuncie Ubuntu se você está absolutamente certo de que, nosso canção é pentatônica. Apenas cante; não tenha certeza.

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