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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sobre feminismo, machismo, homofobia e outras branquices mais...

Quando os jesuítas, que também eram proprietários de escravizados, foram expulsos do Brazill, o Marquês de Pombal separou trinta fazendas que haviam sido ocupadas por eles, e as destinou para os libertos pós abolição.

Porém, contudo, todavia, assim como os fundos que os donos de escravizados recebiam do governo, como forma de ressarcimento, e por serem impedidos de dar continuidade aos crimes da escravização, por serem os mesmos obrigados a se desfazerem de seus "estoques"; esses fundos foram recebidos por eles quase que ad eterno: desde a abolição; só vindo a cessar na década de 1930, pelo então, ditador Getúlio Vargas. Assim como esses fundos, as 30 fazendas também foram parar nas mãos desses escravocratas inocentados pela lei áurea da princesa Isabel.

O gênio do mal, Rui Barbosa, para proteger esses facínoras, queimou todos os documentos referentes a esse e a outros funestos episódios de nossa história tais como esse, sobre a alegação da necessidade de se esconder a vergonha que foi o crime da escravidão dos negros africanos no Brazill

Desde então, com a queima desses documentos, ele queimou também a nossa memória, fato esse, que ocasionou a inversão de todos os valores da sociedade brazilleira, ao mesmo tempo em que veio a proteger a burguesia dominante mantendo seus privilégios intactos. 

Quando falo dessa inversão de valores, não tem melhor forma de ilustrar, citando como exemplo, o feminismo. 

se fala no feminismo como forma de empoderamento e contraponto a estupidez do machismo, esquecendo que as soluções brancas nunca se encaixaram, como luvas, nos princípios da mulher preta que se originou e faz parte do povo negro. 

Justamente por não conhecermos a nossa história, fazemos culturalmente o uso do exercício da compra de soluções pasteurizadas, sempre que nos apropriamos dos princípios da branquitude esquecendo de olhar para a caminhada de nosso povo. 

Se olharmos para nossa história com a devida atenção, vamos constatar que, assim como nossas mulheres negras eram continuamente estupradas, os homens negros também o foram; de forma contumaz e extremamente violenta; como uma forma de colocá-lo sobre a mais completa submissão, enquanto sua preta assistia a esse espetáculo de horror, após ela mesma ter sido violada na frente de seu amado.

Nossos valores invertidos, além da vergonha do fato em si, após a desonra do estupro masculino, durante o processo de sua desumanização e coisificação, faz com que ignoremos esse assunto até os dias de hoje.

As mulheres pretas, conseguindo falar sobre seus problemas e buscaram suas soluções, conseguindo trabalhar essa delicada questão; mas hoje, equivocadamente, fazem uso do feminismo branco para culpabilizar o homem negro, que foi tão vítima quanto ela.

A escravidão, além de trazer benefícios materiais e simbólicos para os eurodescendentes, extirpou a humanidade do homem negro, fazendo com que a mulher negra o culpabilize por sua deficiência de sensibilidade, unindo-se ao homem branco que o estuprou no cativeiro.

A violência desse crime (continuado) que vem sendo a escravização do negro nesse perverso contexto, encontra seu ápice na união desse estuprador com sua amada mulher preta. Esse herança criminosa é coroada de êxito pelo silêncio da história comprada pelo dinheiro.

Em vez de nós pretos, escrevermos nossa história, sempre foram os brancos que as escreveram; e quando um negro a escreve, essa história só tem a permissão de ser veiculada nas mídias se ela mostrar a dor do negro como espetáculo principal. Desse modo, só esses pretos de sapatos e com o devido número de identificação, tem essa concessão, caso não seja, de forma direta, tutelado pelo branco. 

Sendo assim, o que assistimos hoje nas brancas telas televisivas, continua sendo aquele preto exótico ou o preto em eterno sofrimento.

O preto hoje, após sua alforria, tem o direito de aprender a abaixar a cabeça e dizer sempre muito obrigado1; sabendo do seu lugar no mundo branco, enquanto vê sua preta desfilar com seu estuprador. Por isso, muitos homens pretos que, assim como as mulheres pretas, sucumbem e se rendem frente a uma branca ou a um branco, ganham a alcunha de palmiteiro: uma atitude branca reproduzida pela mulher preta, frente a um problema preto criado pelo branco estuprador.

Desse modo, o homem preto que não se conformar com o estupro cotidiano e histórico de seu corpo, vê sua união com uma mulher branca, não somente uma mera resposta a mulher preta que reclama de sua solidão ao mesmo tempo em que desfila com seu estuprador(de ambos), essa união é também uma forma incontida de uma vingança adormecida contra seu algoz.

E em vez de reescrever sua história, e juntos, negra e negro, resgatarem a sensibilidade do homem negro, a mulher negra continuará a reclamar de sua solidão, enquanto seu preto é estuprado na sua frente por sua atitude escancaradamente branco-feminista; atitude essa tão extrema como o machismo que ela tanto combate. Ou seja, nessa luta contra o machismo, nos dividimos e combatemos a nós mesmos, esquecendo-se do verdadeiro opressor que goza de sua liberdade enquanto zomba de nossa ignorância.

Dessa maneira, enquanto nossas amadas se unem em matrimônio com nossos algozes, continuaremos a ser assassinados pelas ruas da cidade, já que as estatísticas e os corpos pretos espalhados pelo chão apontam nosso extermínio como solução ecológica essa sociedade brancófaga; sociedade sustentada por essas queridas pessoas brancas com parceiras e parcerias negras. Hoje, os brancófagos não precisam mais sujar suas mãos com nosso sangue negro, pois nossos irmãos e irmã já fazem isso por eles.


1- Trecho da música “Comportamento geral” de Gonzaguinha.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sobre a REPARAÇÃO aos descendentes de escravizados africanos no Brazill


A escravidão no Brazill deixou como legado, para os brancos, toda a riqueza, produzida pelos negros sequestrados, como herança exclusiva a todos os eurodescendentes; para os negros, restou a continuação da servidão a esses eurodescendentes, já que os meios de produção não foram objeto da REPARAÇÃO, visto que essa reparação jamais aconteceu.

A herança da escravidão, para os brancos, além de ter sido material, física e psicológica, foi também simbólica. O trabalho do negro nunca teve nenhuma forma de retorno; como hoje ainda o é; o negro construiu o Brazill para o branco, encontrando-se esse negro, até os dias de hoje, exilado no próprio país que ele construiu.

Para perpetuar esse estado de exceção, o branco criou a instituto do racismo, que criou e mantém, com requinte de perversidade, as desigualdades sociais, de forma bem naturalizada, a ponto do próprio crime do racismo se confundir com os de preconceito de classe, fazendo com que todos os “esforços” de equidade sejam direcionados meticulosamente para as questões sociais.

As leis criadas para o combate ao racismo, são extremamente patéticas e descaradas, sendo os efeitos das mesmas revertido em benefícios aos eurodescendentes, de forma descarada e arrogante; como as leis de cota, por exemplo. Sem citar as leis como a do ventre-livre1, do sexsagenário2, lei áurea3 e afins. A alienação a respeito do funcionamento das mesmas, fazem com que os afro-brasileiros tenham a falsa sensação de que estão sendo beneficiados, e isso os acalmam e os mantém passivamento na servidão, como escravos-de-ganho4. Hoje, tais como essas leis para inglês ver, temos as leis de cotas e a lei 10.639, além das famigeradas ações afirmativas.

A Organização das Nações Unidas – ONU, em sua declaração Universal dos Diretos Humanos, determinou que os crimes contra a humanidade são imprescritíveis e estabelece a obrigação da REPARAÇÃO pelo ente causador. A Conferência de Durbam, em 2001, contra o racismo, xenofobia, discriminação racial e afins, realizada na África do Sul, reconheceu como crime o tráfico transatlântico de seres humanos da África para as Américas, configurando-os como crime contra a humanidade, e como tal, imprescritíveis e sujeitos a reparação.

Apontamos, como responsáveis por esse crime, o Estado, que é permanente; a igreja, que promoveu e manteve, assim como o Estado, o tráfico negreiro, que negou o direito a equidade aos ex-escravizados, uma vez que esse Estado indenizou os senhores escravocratas e subsidiou a vinda dos europeus para o Brasil afim de ocupar as vagas de empregos existentes, deixando milhares de negros ao desamparo; no afã de que a nação brasileira fosse totalmente branca, iniciando-se assim, o holocausto do povo negro que continua até os dias de hoje.

Constatado que toda a riqueza nacional tem origem na exploração da escravização dos negros africanos, no genocídio do Povo Negro e do Povo indígena, e a recusa dos beneficiados com essa riqueza em falar sobre REPARAÇÃO, por medo de perder seus privilégios, adquiridos com o suor e o sangue de nossos antepassados. o que somente nos resta nesse momento, é exigir, por todos os meios necessários, a REPARAÇÃO.


1 Reza tal lei que as crianças nascidas no cativeiro ficariam em liberdade, mas o governo não tendo como tutelar o grande número de crianças negra, foi decretado, nesta mesma lei, que as crianças ficariam sobre a tutela dos senhores escravocratas até completar 21 anos de idade; sendo que a partir dos oito anos ele era obrigado a trabalhar como escravo, servindo a esse senhor, que, além de ganhar do governo, tinha mais escravos e recebia por eles.

2 O escravo durava de seis a oito anos no trabalho forçado; sua média de vida era de 28 anos, com sorte, 30 anos. Era raro chegar aos sessenta, só os mais fortes conseguiam.

3 A lei áurea, teve a função única de inocentar os senhores escravocratas de seus crimes.


4 Os escravos-de-ganho eram aqueles que, em vez do canavial, iam trabalhar vendendo nas ruas da cidade, e ao final do dia, todo o dinheiro era dado nas mãos do patrão, exatamente é como hoje em dia; toda a riqueza do patrão é produzida pelo trabalhador.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CANTIGA DE LIBERTAÇÃO

(O) Canto de liberdade...

Desce pela ladeira, da Favela inteira, imprensando a cidade...

Canto de liberdade...
Vem da periferia, pela estrada da vida, atropelando a maldade...

Canto de liberdade...
Desce pelas favelas, arrastando as chinelas, com sorriso vazio...

Canto de liberdade...
Sobe o Morro sem dono, e se assenta no trono de palha desse terreiro...

Canto de liberdade...
Vem falando da ginga, dançando na mandinga de um bom Capoeira...

Canto de liberdade...
É um canto de raça, que vem por becos e praças, é canto da raça negra...



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Petróleo Negro

O óleo que queima na lata, é o mesmo óleo arrancado da pele preta pela dor da chibata...

A luz da candeia, que ilumina o banquete com talheres de prata, é a mesma (luz) que falta no caminho da mata do capitão-que-mata, arrancada da pele preta pela dor da chibata...... 

A luz da TV que não me vê, é a mesma luz de prata arrancada da pele preta pela dor da chibata...

O reflexo da sombra na ginga da capoeira Iluminata é a mesma arrancada da pele negra pela dor da chibata...

A luz da cruz que alimenta os cultos das gangues religiosas sobre as luzes da ribalta, é a mesma luz arrancada da pele preta pela dor da chibata...

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

RACISMO E CAPITALISMO: O processo genocida do infame mercado1, a teoria de August Compte2 e a invenção do computador na estruturação e prática do capitalismo antropofágico.


O tráfico negreiro, conhecido como infame mercado, tirou definitivamente a Europa da idade das trevas; lugar aonde essa população sempre estive desde sua existência na face da terra; na medida em que os africanos e a exploração de suas riquezas foram sendo sequestrados, a fim de servir a gula selvagem dessa população branco-predadora que, um como devastador câncer, assolou toda a humanidade sobre a terra.

Tal empreitada, foi promovida e financiada pela igreja, pela ciência e pelo Estado, tornando-se um prática sócio-político-cultural oficializada, vindo a estruturar e manter a sociedade ocidental até os dias atuais; mesmo sendo reconhecido como o maior crime contra a humanidade que se tem notícia em toda a história do mundo.

Foi com a promoção e incremento desse processo que o comércio ganhou a significância de mercado, tornando-se um monstro predador, fundamentando e solidificando as bases do capitalismo atual, transformando-o num fenômeno nunca registrado antes nas relações comerciais no mundo; fato este, que fomentou toda as revoluções tecnológicas, filosóficas e científicas no mundo ocidental recém-saído da idade das trevas, tal a significância de cruel processo, que mais se pareceu como um parto forçado dessa população albina no mundo humano.

Após esse epistemicídio, parte fundamental integrante do processo genocida melanodérmico, eis que do limbo, surgem não mais que de repente, os “pensadores” humanistas; cientistas e inventores caras-pálidas, que começam a ilustrar, codificando a seu modo, de forma massificada, os conhecimentos milenares criados, desenvolvidos e/ou descobertos antes da existência dessa população sobre a face do planeta. Após patenteação e a apropriação epistemológica do mundo melanodérmico, esses leucodérmicos, privatizando tais conhecimentos, fizeram a única coisa que sabiam fazer, se amotinando contra a própria natureza a fim de sequestrar e deter todo o poder e controle sobre todas as coisas.

Um desses caras-pálidas conhecido como August Comte, no processo de compartimentar o conhecimento, deu o nome de positivismo ao legado surrupiado. Pode-se dizer basicamente que o conhecimento classificado de positivo busca "ver para prever, a fim de prover" - ou seja: conhecer a realidade para saber o que acontecerá a partir de nossas ações. Dessa forma, segundo este cara-pálida, a previsão científica caracteriza o pensamento positivo. Ou seja, o espírito positivo tem a ciência como investigação do real.

No social e no político, o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos "filósofos positivos", cujo poder é, nos termos comtianos, exclusivamente baseado nas opiniões e no aconselhamento, constituindo a sociedade civil. 

"A gênese do Positivismo ocorreu no século XIX, num momento de transformações sociais e econômicas, políticas e ideológicas, tecnológicas e científicas profundas decorrentes da consolidação do capitalismo, enquanto modo de produção, através da propagação das atividades industriais na Europa e outras regiões do mundo. Portanto, o “século de Comte” e sua amada França mergulharam de corpo e alma numa “deusa” chamada razão, colocando sua fé numa “Nova Religião”, caracterizada pela junção entre a ciência e a tecnologia, tidas como a panaceia da humanidade, no contexto da expansão, pelo Globo, do Capitalismo Industrial." (VALENTIM 2010)

Seguindo as consequências funesta desse processo brancófago, hoje, temos um fenômeno nos meios de Tecnologia de informação e comunicação que se destaca nas Mídias; falo da INTERNET. É curioso notar que a mídia, como meio de comunicação, foi criada no período neolítico da idade das pedras africano, que vem, desde então, sendo aprimorado continuamente; ela, a internet, teve efetivamente todo seu processo de  origem no continente africano.

Tal fenômeno, a internet, só foi existir, após a observação e sequestro do saber africano, quando os sequestradores brancos de saberes, buscaram nos jogos de búzios, o princípio que fundamenta todo o funcionamento do mundo virtual: o princípio BINÁRIO.

Hoje, todo o acesso ao mundo virtual e qualquer aplicativo, depende da permissão do usuário aos administradores desses mesmos aplicativos, para que eles possam utilizar todos os seus dados, adquiridos através do acesso autorizado às suas imagens, microfones, e dispositivos USB a qual estiver conectado. Ou seja, sua vida é um livro aberto para o cara-pálida proprietário da estrutura criada para dominar o indivíduo-objeto, o homem-coisa, o instrumento-humano escravo, que se tornou, além da engrenagem, é também o combustível da máquina que faz funcionar essa novíssima sociedade branco-contemporânea de nossos tempos modernos.

Dessa maneira, todo o indivíduo conectado, tem seu perfil identificado numa espécie de planilha Excel, de resultado previsível, visto que, nos termos do contrato que ele aceitou virtualmente para ter acesso ao aplicativo; contrato que ele nunca lê, mesmo sabendo ler; consta que suas informações pessoais e as de seus filhos poderão ser ser reveladas à agências governamentais ou privadas as quais está a empresa consorciada ou associada. Normalmente, no parágrafo seis desses contratos, consta: “Nosso programa não permite do not track (não me espie) do seu navegador”.


A cada quantidade de acessos realizados pelo usuário, o computador faz seus cálculos binários sugerindo novas páginas e ideias, fazendo com que esse usuário se embrenhe cada vez mais no mundo virtual, estruturando novas maneiras e formas de pensamentos subliminares, que são assimilados sem que o usuário tenha qualquer percepção desse processo reificante, criando assim, emoções e sentimentos em renovadas cores e formas de botões de comandos acionados pelo próprio usuário, que imagina sinceramente estar no controle; permitindo ao real controlador, controlar o indivíduo, controlando sua subjetividade através da produção de suas emoções.

Dessa forma, como outrora, quando no fundo do navio negreiro fomos numerados; após perdermos nosso nome; nosso eu; sendo despersonificados e coisificados; fomos realfabetizados na língua do opressor, a fim de seguirmos um Movimento Passivo Ordenatório de Leitura de Mundo, feita de cima para baixo e da esquerda para a direita, seja para ler textos, imagens ou pessoas.

Uma pseudo conhecimento levado tão a sério, que já foi até catalogado como ciência numerológica, como numerologia. A ciência dos números, onde a cada letra é conferida um valor numérico, servindo para calcular a personalidade e as relações do indivíduo, prevendo até mesmo o futuro do dito cujo.

Ou seja, o indivíduo telespectador, é só mais um experimento social nos tubos de ensaios exposto no laboratório animal da supremacia racial, na monocultura do ocidente predador. Ele, o indivíduo, é regido, redigido e regurgitado, num processo contínuo que o transforma em adubo para gerar as riquezas que retro-alimentaram as gulas de um pequeno grupo-bactéria existente no tecido humano adoentado, trazendo em seu bojo, a fabricação de inocentes verdades, tais como a gênese do machismo e do feminismo, e todas as formas dicotômicas de hierarquias de raça e de gênero.

Sendo assim, somos etnias que servem simultaneamente como adubo e pasto, para satisfazer a insaciável e voraz gula do capitalismo antropofágico; sistema este, instalado por um pequeno grupo; arrogante, indolente e selvagem; que na verdade, não passam de um mero bando populacional amotinado contra as leis da natureza humana e toda a sua essência.

Todos os males do mundo são provocados por essa cultura de bactérias predadoras, que criam a doença para vender a cura; uma cura que inexiste, já que eles, os leucodérmicos, são a própria doença; é a causa todo mal refletido como aquele ponto de luz, que iluminando sobre uma pequena imagem, reproduz uma imensa sombra dessa mesma imagem contra um muro, que é nossa tela de LCD, a muralha de Adriano.

Destartes, para cada problema branco criado por brancos, existem as soluções brancas, também criadas por brancos; como é o caso do racismo e do capitalismo, que exigem ações afirmativas e correlatos, a exemplo do Marxismo, anarquismo, machismo, feminismo e por ai vai; a lista é interminável, assustadora e tão grande como aquela sombra contra o muro.

Olhamos a assombrosa sombra, que nos assombra diuturnamente, e petrificados, nos agarramos as soluções apontadas como fórmulas e bulas salvadoras dos assustadores monstros noturnos. Enquanto decodificamos a bula salvadora, que ensina a como nos defender desses monstros, a branquitude, que controla os efeitos especiais atrás do candieiro, se diverte debochadamente com a histeria coletiva provocada pelos demônios e fantasmas imaginários criados por eles. Eles, da branquitude, se gargalham com a paralisia e o medo das ovelhas e gados marcados, exagerando nos gongorismos e codificações, como se estivessem contando histórias do bicho-papão para crianças em volta da fogueira, em meio as tantas tremedeiras e gritos de pavor provocados nos senhores telespectadores.

Desse modo, aqueles que conseguirem não morrer de medo nem enlouquecer, insistindo em ir em direção a luz, a direção contrária; como qualquer animal predador os leucodérmicos os dividirão e atacando um a um, visto que juntos somos fortes. Quando compreendermos que nós é que permitimos esse estado de coisas, permitindo que nossos irmãos sejam esquartejados, e devorados nesse banquete assombroso do holocausto melanodérmico, e exibidos meticulosamente projetado sobre as telas televisivas das cavernas do mundo moderno; quando deixarmos de lado nossa indiferença, e fazer o que deve ser feito, fazer o que é necessário e fazer o que é preciso... Então, somente dessa maneira, os monstros, demônios e fantasmas perderam sua magia, e o encanto da rainha branca, após quebrado o espelho da vênus pratinada, será desfeito.





1 - O tráfico negreiro
2- Isidore Auguste Marie François Xavier Comte; Positivismo, Lei dos Três Estados, síntese subjetiva

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O conceito de arma branca na supremacia escravocrata contemporânea

Arma branca (cold weapon) é qualquer objeto que possa ser utilizado para atacar ou se defender de alguém ou alguma coisa, mas que a princípio não tem esta finalidade.
No entanto, existe outra definição que alega ser arma branca todo o objeto construído com o objetivo de atacar algo ou alguém, mas de maneira manual, como espadas, punhais, soco inglês e etc....
Pois é, este conceito factível; que na verdade não é um conceito, e sim uma definição; tornam as penalidades assimilaveis e aceitáveis, devido as verossimilhanças factuais. Ou seja, as consequências penais são perfeitamente internalizável pelo indivíduo enquanto indivíduo, provocando um duplipensar, como bem definia George Orwell. Mas a pergunta que não se cala é: a quem serve essas penalidades e a quem elas protegem...!?? vamos partir do micro para o macro; passo-a-passo.Vamos falar das armas e de suas potencialidades.
Não vou falar de AR-15, metralhadoras, de napal, de bombas atômicas, bombas de neutrôns ou afins. Vou falar de uma arma ainda não conceituada, mas que defino como a arma mais perigosa existente na terra; uma arma para a qual não existem defesas. É a mais poderosa das armas de eliminação em massa, e mais eficiente do que quaisquer armas biológicas.
É uma arma, cujos efeitos são 100% efetivos, pois ela atinge mortalmente direto no coração; e vai muito mais além; porque atinge, simultaneamente, também a mente do indivíduo; transformando suas desavisadas vítimas num Frankstein, um zumbi hollywoodano, teleguiado e dócil a qualquer comando dado por seu carrasco. Ou seja, se transforma no escravo ideal; sendo assim, de escravizado passa a ser escravo no termo da palavra.
Esta arma é quase tão antiga quanto a própria humanidade, visto que sua invenção remonta ao remoto período neolítico africano. Ela foi criada sobre uma tela de pedra, que era o lugar aonde as imagens das histórias narradas pelos Dielis (ou Griôts que era o termo pejorativo usado pelos franceses) eram gravadas e registradas, como uma forma de reforçar e manter viva a memória da infância da humanidade terrestre. Hoje, após todo um estúpido processo epistemicida1 de apropriação cultural, essas imagens são gravadas, não mais em telas de pedras, mas sim, em telas planas, com o fim único de reforçar o poder sem pudor da bastarda supremacia eurocêntrica.

Essa arma, ganhou o status merecido de destruidora em massa através desse estúpido processo epistemicida, desde o momento em que seu conceito foi redefinido, após ser desapropriado de seus criadores e apropriado pelo grupo bélico que se definia, e se define, pela cor de seus olhos e cútis.

Essa arma ganhou, após o advento do panis e circe2; vindo carregada por um Cavalo de Tróia3; o pomposo nome de televisão.
A Arte, que antes tinha a função de comunicação entre os mundos visíveis e invisíveis, passou a servir a um outro propósito; o monopólio de uma história única; a história contada pela branca população bélica; a história contada pelo dinheiro.

O mais curioso dessa arma é que, quem por ela é atingido nunca sente seus efeitos, e nem sabe que não sabe que foi atingido; pois a vítima contaminada, tem como primeiro sintoma a defesa de seu algoz, a todo momento e em qualquer situação, a partir da negação de si mesmo. Invariavelmente a vítima vai se colocar em segundo plano, dando sempre a voz e a vez ao seu carrasco. Resumindo; ela vai sempre falar pelo seu opressor.
Um dos detalhes mais interessantes dos efeitos dessa arma, é que a vítima se torna um dependente, passando a ter uma relação, além de hematofágica, simbiótica.

Essa arma é similar, como no caso da AIDS, EBOLA, ZICA VÍRUS tantos outros, a qualquer outro vírus criados em laboratório pelos brancos. A única diferença é que os contaminados se tornam escravizados perfeitos, oficialmente legalizados por lei e socialmente aceitos pela sociedade contaminada; sendo estes os primeiros a discordarem, em gênero, número e grau com o que aqui foi exposto.
Eis a prova de que a MÍDIA  é uma arma dos brancos; arma que só eles podem usar devido a sua pavorosa eficiência; ela esta apontada para os povos autóctones e para aqueles que construíram nossa nação; nós, os negros; estamos rendidos e em campo de concentração sem fazer a mínima ideia do lugar que ocupamos e nem saber quem somos. Nos deram carta branca como contrato, assinado num dia branco, para ESCLARECER nossa ideia a respeito do escuro da caverna, como no mito de ER, em que vivemos.


1 - É a apropriação dos saber es do outro, após matar e esse saber, deslegitimando-o de seu proprietário e devolvendo-o como se fora seu, de uma forma pasteurizada, com fins únicos de dominação; é o saber universal.

2 - O pão e circo da antiga Grécia, onde o imperador, diante do senado grego que reclamava da miséria da população, afirmava que o povo não necessitava comer, mas sim, só precisava das atrações de mortes na arena dos leões.


3 - Alusão ao vírus usado na web para invadir o sistema virtual alheio.