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sábado, 23 de agosto de 2014

O genocídio do povo Negro do Rio de Janeiro ao Brasil Brazilleiro.



O impestigável e irascível racismo correndo nas veias de sangue azul da elite da zona norte a zona Sul, que usa o governo e suas instituições para manter todo um povo refém em seu próprio lar, não têm o menor escrúpulo em encorajar e excitar sua polícia a humilhar, torturar e exterminar o povo negro brasileiro; principalmente aquele negro que ouse a não se curvar perante o terrorismo Estatal que hoje está a imperar até mesmo nas novelas e folhetim popular.

Tal fato é público e notório, anunciados sem serem denunciadas nas transmissões ao vivo e em preto e branco, por todas as emissoras de TVs nazifascistas tupiniquins, sobre o pretexto da estúpida falácia do combate as drogas.

Falo das mesmas drogas transportadas em aeronaves oficiais, diplomáticas e especialmente nas militares, através de nossas fronteiras. Afinal, onde mais esses traficantes, homens de bem, poderiam encontrar e recrutar pessoas dispostas; em consequência do desespero pela lei da sobrevivência. Além de corroídas por esse mesmo instinto de sobrevivência; a se tornarem varejistas; senão nesse contexto das paupérrimas comunidades.

Paradoxalmente, esses empresários do pó servidos no asfalto e nas favelas, são os mesmos que lutam contra sua proibição, recrudescendo o combate as drogas por meios de decretos, formulando leis de opressão contra essa específica população. Nesse cenário post [i]hoc se dá a gentlificação, outrora conhecida como eugenia. A sociedade com seu comportamento behevorista recebe naturalmente as atrocidades policiais contra o povo negro, desde que a mídia diga o que eles precisam ouvir para amenizar suas consciências e ditar as suas ações a contento, sem distrair o pensamento.

Dessa maneira, as favelas do Rio de Janeiro se transformam em imensos campos de concentração. Ou seja, no Brasil qualquer negro é naturalmente refém do terrorismo estatal, perpetrados através de seus agentes. A saber, a polícia, o exército e afim.

É certo que os pretos que aderem ao afromodismo olvidando o afrocentrismo, são prisioneiros especiais, com direito a banho de sol e os privilégios típicos de um detento, para que possam se sentirem ainda humanos.

Nessa linha de ação, nossos respeitáveis jornalistas, esses formadores da opinião pública, constroem a história escrita pelo dinheiro, esquecendo convenientemente o fato de que mais de 80% das violências nas comunidades desfavorecidas são causadas pela polícia. Esses mesmos honestos jornalistas e sinceros comentaristas de segurança, convenientemente repetem exaustivamente a violência cometida pelo outro que não são da gente, disseminando a mixofobia social através desse terror, implantado a partir desse cenário orwellista[ii]. O notório caso de Rafael Braga é um dentre as centenas de exemplo desse perverso e atroz terrorismo do Estado contra o povo negro; ele foi preso sem que houvesse crime: por ser negro, pobre e sem teto, foi detido com matérias de limpeza na mochila e a prosaica acusação, por parte dos policiais, de com aquele material haveria possibilidades de se confeccionar alguma espécie de explosivo; bem, sendo o Rafael Braga, ao contrário dos inteligentes policiais, desconhecedor da disciplina de Química, física, matemática e afim, até hoje ficou sem compreender os reais motivos de sua prisão. Ou seja, preso sem que houvesse crime, nem denúncia ou qualquer fundamento. Simplesmente preso...

Devo citar o caso do menino Mateus, de nove anos de idade; pediu um real ao pai para compra pão e quando abriu o portão, foi surpreendido com um tiro de escopeta em sua face. Morreu... Na contramão de um policial servo da oligarquia Estatal. O policial que o assassinou continua a trabalha sem se incomodar ou se incomodado.

Desse modo, o binômio favela/crime se torna um axioma e o terrorismo Estatal se legitima apoiado sem reservas pelo racismo raivoso, que ganha os suaves e eufêmicos contornos de luta de classe.

Portanto, os crimes contra a humanidade perpetrados pelo Estado, mesmo já conhecidos internacionalmente e reconhecido pelas Organizações das Nações Unidas esse genocídio em curso no Brasil varonil que mandam seus filhos para a pátria que os pariu, continuam transcorrer tranquilamente com a certeza da impunidade renitente.

Podemos constatar, nas dependências dos presídios de todo Brasil, a superlotação desses calabouços com a maioria esmagadora de negros que nunca foram a julgamento: 60% presos com quantias irrisórias de entorpecentes; a maioria dessas drogas é plantada pelos próprios policias, como é de costume; sem que tal apreensão configurasse como tráfico, mais que mesmo assim, foram sumariamente privados de liberdade. Portanto, podemos configurá-los com toda a certeza como presos políticos.

O governo tem tido sucesso no encobrimento de seus crimes implantando um corpo de segurança mercenário; uma Educação Paralela[1] Newspeak e um sistema de saúde homicida. Como vivemos numa democracia, podemos ser ouvido, desde que nossa voz possa ser editada pela funesta fidelidade da mídia. Por isso, nesse surto de generosidade democrática, o governo criou um ministério (Seppir) que não é ministério e não possui verbas, para tratar de assuntos étnicos raciais. Além de cotas de 20% de vagas para um povo que soma 60% da população, e ainda implantou a Lei 10.639 sem nenhum suporte para que ela se efetive. Dessa maneira, tem obtido um estrondoso sucesso em manter a ilusão de democracia na estúpida população brasileira do Brazill.

Paralelo a essa saga, as atrocidades cometidas pelo Estado continuam perenemente impunes e o povo legitimamente refém, submetidos aos caprichos e desmandos de uma elite que prima pelo requinte de maldade com que mantém seus lucros manchados pelo sangue e pelo suor negro, enquanto extermina quaisquer futuras ameaças à sua senda de rapina.

A constatação do terrorismo Estatal contra o povo negro é desqualificada com a afirmação de que seriam idéias de um militante neurótico que vê racismo em tudo. Como tem afirmado incansavelmente a mídia, “Não somos racistas[iii]” apesar dos inúmeros corpos espalhados pelo chão na subida do camburão as favelas da cidade; apesar das humilhações cotidianas em cada um dos dias de todas as semanas; apesar das torturas seguidas de execução tidas como momentos de diversão pela valente corporação militar vassala do avejão. São pequenos detalhes que não vem ao caso.

Me pergunto quando esse genocídio vai parar... Quando as humilhações e execuções sumárias terão fim...!?

Os Árabes, em especial os palestinos; e os Dalits, são trucidados pelos sionistas (judeus) e pela ku Klux Klan (norte-americanos). Os negros brasileiros, especialmente os pobres e favelados, são sistematicamente dizimados, sem que a população brazilleira se manifeste.

A cada sorriso branco mostrado num comercial, uma mulher negra é estuprada por um policial; a cada final feliz de mais uma euro novela, um negro é assassinado em cada favela; a cada pronunciamento oficial o povo negro é condenado por cada jornal.

A brutalidade branca aplicada aos cabelos lisos com longas madeixas loiras virou bandeira brazilleira que essa estúpida população jurou amar e defender. Sabemos que quem controla a cultura, controla as ferramentas de domínio de um povo, e é desse modo que o Estado mantém a ordem social e o progresso Estatal (oligárquico).

Nós negros, para que possamos manter nossa sanidade mental, é necessário recriar e exercer urgentemente nossa estética, nosso olhar e nosso pensar, a fim de desconstruirmos as ferramentas da eugenia. Somente dessa maneira seria possível sarar as feridas expostas na alma, abertas pela ferocidade do sistema capital, oriunda da voraz euro ambição.

Ainda ontem, Adolf Hitler elogiou os EUA por terem resolvido o “problema” dos índios em seu país; hoje, esses mesmos norte-americanos querem resolver o “problema” dos negros no mundo. É certo que agora o Haiti é aqui... Não temos mais com quem conversar... Nem para onde ir... Sou PORQUE SOMOS... Nem um passo atrás...!!

 




[1] Paulo Freire se referia a mídia como educação paralela.





[i]Post hoc= diz respeito a lógica de uma sucessão temporal que implica numa relação causal. Ex. Se após a tempestade vem a bonança, quer dizer que a tempestade é que causa a bonança.
 
[ii] George Orwell em seu livro descreve a história de uma superpotência que controla as ações e consciências das pessoas criando a Newspeak (nova forma de expressão), falando de uma linguagem com expressão modificada, ambivalente e contraditória. Nela as palavras são substituídas ou deixam de existir; “democracia” e “justiça” somem e “livre” ganha outra conotação: “Livre de piolhos” pode, e “livre” expressão não.
 
[iii] Título do livro de Alí Kamel; um dos colunistas das organizações globo.