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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O neorracismo e o vento norte que traz a morte...

O Brazil paga, religiosamente até o dia de hoje, salários de deputados e senadores aos eurodescendentes da família imperial portuguesa, enquanto aos afrodescendentes dos impérios africanos dedica o rigor da Lei de terras desde 1850, expulsando sistematicamente moradores negros, só por serem... Negros. além de assassinar em massa povos autóctones em todo o território nacional; tudo dentro da lei e da ordem: lei do cão, lei do silêncio e da chibata.

Enquanto a classe média, descendente de emigrantes italianos, franceses e espanhóis, encontra na mídia colonizadora o seu apoio como pretensa classe social, permanecendo ao largo e torcendo pelos capitães do mato a serviço oligárquico ao mesmo tempo em que fala da simpatia do povo brasileiro que é tão bãozinho, alegre e cordial. tão cordial como o racismo voluntário adotado de forma igualitária, estendendo a todos que sejam dissonante com o padrão dominante.

Portanto, os pseudos-cientistas do mundo inteiro, muito preocupados com esse assunto jurídico importantíssimo, estão de novo as voltas com experiências que possam comprovar o que a "classe" dominante instituiu como lei: a hierarquia das raças. Dessa forma, tentam de novo legitimar o conceito absolutista, propostos pelos pseudos-pensadores iluministas e pela religião que traz de volta o vento norte às portas do povo melanodérmicos de todo o mundo: a aberração conhecida como supremacia branca...

Tendo desse modo,  o neorracismo que hoje grassa de forma inescrupulosa na academia, nos inocentes bancos escolares, na podridão da mídia e na hipocrisia sócio-político-cultural de forma explícita e estúpida, frutos dessa insanidade político-religiosa coisificante, que retira a humanidade da pessoa com melanina acima da tolerância ditada pelos caprichos de um mercador de infâmias sedento e embriagado de mais plenos poderes; a maçã podre do paraíso servida a molho pardo com sangue negro a gosto...

Dessa forma, os assassinatos categóricos acontecem com as bênçãos da igreja, que reza pelo impostor da moral e dos bons costumes que forma e formata a sociedade dos homens de bens. O gueto grita sua voz abafada pela baioneta que corta o ar, cintilando de impunidade a tela da TV, a medida em que enche de orgulho a classe média e a oligarquia reinantes e sedentas de serem alguma coisa, além do insignificante nada absoluto que representam tão bem.

Que venham os novos atos institucionais, decretos secretos, balas e cassetetes, que tentem amansar a raça que não amolece. Que venha o vento norte tupiniquim devastando a seara que há em ti e em mim... Nossa semente há de permanecer deitada por sobre a terra, sobrevivendo, para a seu tempo eclodir e sua história ocultada revelar, fazendo neste seu devido tempo que o tribunal possa se instaurar e o que se perdeu  se resgatar; então há de se ver a anistia Internacional da oligarquia irracional, render-se ao que nunca fica oculto e que sempre há de se mostrar.





terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Passaporte para blitz da Kran

O caso da professora do curso de biblioteconomia da UFF, em Niterói, Rio de Janeiro, que submeteu a turma a uma avaliação, afirmando a inferioridade do negro a partir de um texto intitulado “Provas científicas da inferioridade do negro”, é mais uma tentativa infeliz de fazer o negro passar a vida em branco. Lamentavelmente, a academia a qual ela faz parte, apoiou sua conduta em gênero, número e grau, o é de se esperar dessas atuais Instituições, que a exemplo desta Universidade propaga a branquitude como valor pétreo.

O mais agravante e que estamos falando de um lugar que produz conhecimento, e que agora passa a reproduzir, transmitindo como verdade, as vicissitudes e preconceitos desumanizadores e desumanizantes, legitimando as diferenças, de modo a provocar e confirmar as atuais estratificações sociais. Esta aberração cognitiva, uma vez justificada, sendo apresentado como verdade pela academia, uma vez transformado paradigma, vem corroborar as torturas e os assassinatos categóricos contemporâneos contra a população melanodérmica.

O silêncio da reitoria, a respeito desse melancólico incidente, mostra a cumplicidade e a covardia por parte daqueles que estão diretamente envolvidos no contexto. Lamentavelmente essa naturalização do racismo, que vem sendo motivo de apologia e proselitismo promovidos pela mídia, aponta pela segunda vez, para a formação e eclosão de uma inevitável zona de conflito racial de grandes proporções no Brazill, que possui a segunda maior população negra do mundo depois da Nigéria.

O eco dessa indignação até o presente vem sendo sufocado pela mídia, que vem justificando esse crime evocando o direito a livre expressão; assim como os juízes que julgam tais casos, que são formados por essas mesmas instituições. Desse modo, eles juntam-se aos historiadores que se calam diante do silêncio historiológico da saga do povo negro, silenciando as vozes que clamam, desde sua escravização. Eles eufemisticamente legitimam esse aviltamento, sugerido e legitimado por suas tendenciosas pesquisas, ensinando a nossos filhos que fomos “trazidos da África”.


Conceder carta branca a um Negro como passaporte para que ele passe a vida em branco, é o que acena o quadro branco da educação dos valores oficializados pela branquitude, desde que a hipocrisia tornou-se o principal valor humano possível para se viver nessa sociedade volátil e carente de quaisquer tipos de valores humanos, e de direitos humanos. Desse modo, a arena posta e o mercado do pão e circo a todo vapor, vamos viver juntos nosso inferno cotidiano na terra, aceitando e tomando parte nele para não poder enxergá-lo ou arriscando-se a aprender a reconhecê-lo, buscando uma boa semente em meio ao lodo, e cuidando para que ela floresça e dê frutos, transformando finalmente nosso inferno paraíso a cada semente cuidada.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Azul da Cor do Amar



Numa sociedade onde existe, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma gama de arco-íris para representar e traduzir a diversidade do chamamos de raças, nossos filhos ainda aprendem na escola que a cor rosa representa a cor da pele. Paira no ar o detalhe de uma questão que não quer se calar: pele de quem ou de que esse pueril lápis cor-de-rosa representa..!?? A cor ditada pelo ditador transformou esse simpático lápis num criminoso inquisidor, fazendo dele um eficaz instrumento torturador.

Da infância a adolescência a mulher negra atura uma horda de assombrosos objetos que a tortura, como o perigoso pente e o espelho impertinente, que ameaçam os rebeldes, encaracolados e encrespados por todos os lados. Objetos de crucificação a serviço da branquidão, que ameaçam e coagem incrementes as rainhas do bronze dos reinos melanodérmicos de todo o mundo.

Do atroz lápis cor-de-rosa ao cruel pente fino que lhe penteia, há uma clássica fábrica de importadas maldades requintadas, que impõe a aparência eurocêntrica obrigatória, assimilada na escola de fala emancipatória e prática inquisitória. Desse modo, cabelos e pele pretos de pretas são precipitados no precipício do caldeirão da branquidão, sobre as bênçãos da religião.

Do mesmo modo, o discurso da miscigenação ganha razão no plano dos sentimentos sem lamentos, dos que acreditam na graça de uma única raça: a humana que dessa fala emana. Portanto, os preconceitos são desfeitos, com efeito, alisando-se as mechas, enquanto o mundo fica perfeito despois de pintados com lápis cor-de-rosa sobre o papel pardo embranquecido, sem sequer esperar ser esquecido que a pena preta grafou a áurea lei rosa, determinando a doação de almas brancas às Negras Rainhas que se escondem nas Senzalas pós-modernas, cercadas de objetos abjetos, sobre o comando do terrível e temido general espelho, espelho seu... Que reflete o Rosa de menina e o Azul de menino como matéria de ensino...

Assim, a história escrita na memória é refletida invertida e empedernida ante os negros olhos azuis bronzeados e marejados de uma dor incolor trazida na alma durante a travessia do Meio, o mar azul, numa eterna e cordial festa sem rodeio, onde só o euro-indivíduo se divertia nessa equestre festa a fantasia, montando corcel negro todo dia... Eu também quero um mundo todo Azul; Azul da cor do Amar... Quando esse espelho d’agua refletir na minha íris, ao olhar meu arco-da-chuva cutâneo, todas as cores que o mar ajuizar como igual a todos os únicos...

"Suportar toda aquela dor, literalmente queimar minha carne só para fazer com que meus cabelos ficassem parecendo com os de um branco. Eu me juntava à multidão de homens e mulheres negras que sofreram uma lavagem cerebral tão grande até acreditarem que os negros são inferiores – e os brancos superiores – e que devem até mesmo violar e mutilar os corpos que Deus criou para tentar parecer 'bonitos' pelos padrões dos brancos. Assim como para qualquer mulher negra, digo ao homem negro que se dessem ao cérebro em sua cabeça só a metade da atenção que dão aos seus cabelos, estariam mil vezes mais humanos." (MALCOLM X)