http://youtu.be/GVXOU4Ktkhs
A palavra kiba é traduzida do idioma
bantu, significando pele. A produção narra a saga de uma mulher negra que vê
seu reflexo no espelho e vitrines, a imagem refletida de uma mulher loira, de
cabelos liso e longos, e de olhos azuis e seu processo de descobrir a si mesma.
Durante a narrativa, um programa de
TV exibe depoimentos de mulheres negras reais falando sobre suas histórias de vida
e de seu percurso até chegaram a ocupar o espaço que ocupam, e como fizeram
para conseguir a vez e a voz.
Essas são as mesmas TVs que sempre a
acompanham em seu cotidiano, no trabalho, na rua e em casa, revelando, dando
voz e espaço, mostrando o lado escondido de quem se encontra eclipsado por
realidades formatadas pela cultura hierárquica veiculada pela mídia, como bem
assinala Jean Baudrillar, além da inter-relação e da relação consigo mesma, de
acordo com Baumam.
A narrativa exibe o modo pelo qual a
personagem se deixa influenciar e se transformar, até o ponto em que o filme se
revela, mostrando o lado “real” quando sai do espelho e vem para o lado em que
o outro personagem está se refletindo: É na verdade uma mulher “branca” que tem
toda sua cultura negra, todos seus antepassados e ancestralidade negados por
sua cútis culturais, como assinala Franz Fanon.
Agora sim, a história recomeça com ela iniciando
sua própria história, se redescobrindo e se reconhecendo, para perceber o sentido do Ser,
de Ser ou deixar de Ser; tal como recomenda Michael Foucault; mudando a fonte da
verdade.
Roteiro e direção:
Israel de Oliveira é Professor,
Educador musical, Artista plástico, produtor, escritor, cronista, roteirista e
desenhista.
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