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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comportamento geral

Um prudentemente provérbio africano, nos alerta para o fato de somente uma mentira ter o poder de estraga mil verdades, por outro lado a mídia mundial contemporânea perversamente profetiza que "uma mentira repetida torna-se uma incontestável verdade", se entregando assim,  profissionalmente, ao espúrio expediente de mentir escancaradamente como principal função (in) dignificante de seu "ganha pão". 

Nesse dantesco cenário é incrível o hercúleo esforço desesperado da mídia em desempenhar equivocadamente as funções na qualidade de juiz supremo, nessa constante construção e formatação de uma sociedade bem comportada e disciplinada; Por outro lado, é um lenitivo perceber, que uma pequena parte de foras-das-leis dessa sociedade bem comportada, faz uso da subversão como antídoto necessário à imunização desse fatal veneno midiático que mortifica em vida, mumificando a capacidade de produção de sinapses. 

Observamos sempre uma sabatina de comerciais repetitivos a exaustão, de noticiários estrategicamente transformados em produtos de consumo, de opiniões burguesas e oligárquicas editoriais transformadas em "informações" e legitimadas como verdades absolutas; tudo feito com muita afetividade, dentro d'uma gentil arrogância, para se retroalimentar de forma contínua das emoções daí geradas num ad eternum moto perpétuo. É incrível o poder que possuí a mídia de mediocrizar e imbecilizar seus telespectadores, fazendo com que sejam idiotas a ponto de refletir com espantosa exatidão a opinião de seu objeto abjeto.

Estas semanas, que seguem pós meses de intensas manifestações e aparentes transformações, tive a infelicidade de saber que um africano foi preso ao tentar perguntar as horas a uma senhora num ponto de ônibus; esta senhora em questão, estava ao celular e ao ver o africano se aproximando, soltou um grito de desespero, jogando o celular para o alto, largando a bolsa e correndo em histérico desespero, chamando a atenção dos transeuntes que vendo a cena e pensando trata-se de um assalto chamaram imediatamente o auxílio da força policial. O africano assustado com tudo aquilo, correu até levar um tombo, foi pego e preso, sendo autuado em flagrante por tentativa de assalto.

Esse sinistro fato ocorreu na cidade de São Gonçalo; município que possui um intrépido corpo policial; aquele mesmo 7º batalhão que assassinou a juíza Patrícia Acyoli a mando do próprio coronel da corporação, por ela conduzir o julgamento dos diversos crimes cometidos pelo coronel e por policiais, diante de investigações da corrupção pulsante na citada corporação. Agindo assim, com extrema competência e habilidade, esses policiais ganharam o dia resolvendo mais um crime que não aconteceu, e nem viria a ser crime, na cidade de São Gonçalo do Amarante do Rio de Janeiro a dezembro.

Essa intrépida mídia, exatamente como nossa protetora e competente polícia assassina, trabalha; Com muitíssima habilidade: enquanto uma prepara o tribunal que julga e criminaliza a pobreza e a negritude, a outra, com requinte de perversidade que lhe é peculiar, executa disciplinadamente as sentenças, de forma heroica e cinematográfica; ato também conhecido como justiça social; justiça legitimada, aceita e assimilada de forma estupidamente natural pela sociedade imbecilizada e coagida pela veiculação das repetitivas mensagens das verdades mentidas oficiais. 

A incapacidade mental e intelectual propagada pelo sistema meritocrático que é sistematicamente proposto pelos economistas e especuladores, sendo imposto pela mídia como símbolo nacional, portanto sagrado, é o mote repetido nas propagandas nacionalistas governamentais. Ou seja, tenha orgulho de ser um imbecil atualizado, afinal lhes é permitido ingerir sua cerveja predileta, assistindo seu time preferido jogar, terminando tudo em samba com um final feliz no Big Brother nº 171; então está tudo bem: Vestindo a camisa da idiotia elevada à décima potência, vamos parar o Brazil durante o final da novela da plim, plim para tudo recomeçar na segunda-feira de todos os santos, tal como merecemos, por sermos cidadãos bem comportados.

No final do ano, após assistirem o inédito show repetido de todos os anos do rei Roberto, as famílias levarão seus filhos para lanchar no Mc Donald num shopping qualquer da vida, Enquanto os pais de família se embebedam fazendo seus churrascos e comentando o resultado do último jogo do time preferido, e as mães discutem as últimas e empolgantes cenas da novela das oito, opinando sobre quem morre ou vive na final, além de rir prazerosamente dos tantos reality shows, especulando sobre quem vai comer ou ser comido durante essa pueril história das eróticas fadas safadas, que brevemente posarão nuas no próximo número da revista Play Boy que o filho recém-adolescente esconde no fundo da gaveta.

Assim, nossa TV toma para si a sagrada missão de disciplinar e de educar dentro dos valores que possam permitir que especuladores, empreiteiros, agro fazendeiros e as quadrilhas dividirem o espólio da nação, tendo a tranquilidade e a garantia de não serem importunados por vândalos, Godos, Visigodos e mulçumanos, subversivos de plantão. Se não fosse a intrépida mídia e a sagrada religião, essa missão de paz, capitaneada pelo caminhão de lixo da mídia, estaria comprometida toda essa gigante operação para promover a estabilidade nos solos das multinacionais e nos gabinetes dos honestíssimos políticos dessas cidades maravilhosas.

Portanto, é necessário alimentar o povo com muitíssimos terroristas, homens-bombas, muçulmanos, negros, favelados, indígenas, macumbeiros e afins; não necessariamente nessa ordem, nesse banquete cinematográfico, satisfazendo a gula e a voraz necessidade de valores e referências de heróis e vilões que tem a humanidade desumanizada por essa própria necessidade.

Então, no palco da vida, sobre as luzes dos holofotes e diante de um belo tapete vermelho, devemos render homenagens dando uma salva de palmas para quem fragmenta e despersonaliza, personalizando a identidade de homens e mulheres ao bel prazer, reduzindo-os ao servilismo, armando-os de passividade e de religioso contentamento. 

Um viva ao cinismo atraente e lascivo da novela das oito, a sensual hipocrisia, ao desvalor hierarquizante e a sacanagem S/A. Vivas a pena de vida bandida criminalizada e vivida sobre a lei da ordem e do progresso oligárquico; Vivas aos invisíveis campos de concentração contemporâneos, aos partidos Ku Krux Krã, aos fascistas e nazistas incrivelmente honestos que governam esse país de Zumbis hollywoodianos, nessa terra de faz-de-conta onde tudo que se planta dá; Um viva aos premiados homens de bens das capas da revista Forbes.

Preparem seus diplomas para ser assinado nessa lindíssima formatura, dessa prestigiada escola que educa com maestria, competência e habilidade na arte da escravização sem deixar marcas visíveis do agradável sofrimento ou das violências bestiais incutidas como provas de graduação; oficializando assim, seu estado de pseudocidadão brazilleiro residente em país estrangeiro: um brinde a mídia brazilleira e outro a estupidez humana e a mais uma vitória da democratura. 







quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brazil Black end White...


No Brazill brazilleiro temos um belo e maravilhoso povo negro, que não sabem que são negros, e por isso mesmo não se importam, nem um pouquinho que seja, com o racismo nem com qualquer tipo de preconceitos aos quais são brutalmente submetidos em seu cotidiano. Portanto, podemos afirmar que é o país mais cordial de todo o mundo, segundo meu amigo Florestam, São pessoas extremamente cordiais e tremendamente gentis.

É um país em que, felizmente não existem racistas, apesar de existir o perverso racismo em toda parte, estampando nas capas de todas as revistas, nas telas de todas as TVs, além de programas especializados e propagandas direcionadas em toda mídia falada e escrita, temos a eficiente e democrática eugenia como política vigente numa estrutura de poder, onde há o pleno domínio do pensamento hegemônico colonial.

Esse povo é decididamente um povo maravilhosamente lindo, mesmo sendo vilipendiados, torturados, presos e assassinados pela polícia e por médicos de plantão, nas delegacias, nos hospitais e batalhões, são todos iguais braços dados ou não; mesmo assim riem até das infames e humilhantes piadas que aniquilam sua moral e auto-estima;  das jocosas anedotas postadas nas redes sociais, na tela da TV, nas escolas, nas ruas campos e construções...

Mesmo assim eles, esse povo negro, se tornam evangélicos, seguindo e sendo fiéis a uma religião mesmo que o profeta do deus embranquecido os tenham amaldiçoado, condenando-os a uma divina escravização, eles aprendem e ensinam essa nova lição. Sim, este é um país das maravilhas, onde o preto sofrer é dignificar e louvar a congregação inquisitória de nossa história e ainda acreditar nas flores vencendo canhões...

Portanto, negro que diz não sofrer, é um artista finge-dor; a dor de não parecer negro, de não ser um Ser negro, a dor de deixar de Ser. A negra e o negro fingidor têm um largo sorriso estampado, uma ginga da cor e um abraço de amor. Amor gentil e cortês, em perfeito estado de embriaguez, ingeridos nos goles da garrafa de champanhe-cultural inseridos como antídoto pelo indolente burguês, na recuperação do atavismo de sua tez; e é com muita emoção que eles preferem morrer pela pátria e viver sem razão...

Assim sua negra cútis se entrega a falsa branquitude para viver de vez, e seu amolengar não passa pelo ato de estudar, de conhecer seu caminho ancestral, nem se reconhecer e se perceber. É um lindo e maravilhoso país, formado e formatado pela beleza negra, pessoas, gentes que nem sabem que não sabe. Um país onde meia dúzia de quatro caucasianos manda e desmanda nos destinos de negros e de cidadãos, sabendo fazer a hora sem nunca esperar acontecer...

Isto é Brazill, um país com cidades maravilhosas, com um povo maravilhoso e um governo... Escandalosamente honesto. Um país tropical abençoado por empresários e violado por natureza. Uma beleza branca, de cabelos loiros, de um liso esvoaçante, com um super final feliz nas telas da TV que a todos ordena, tudo escuta e tudo vê, que caminha cantando e compondo a canção, enquanto dançamos com os amores na mente e as memórias no chão, a certeza indolente e a história...!? No final feliz das novelas das oito...
Liberdade, fraternidade e igualdade; yes we can, pra frente Brazill: república do vinagrete, da feijoada, da cerveja e do final (in) feliz...!!

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=431140666979361&set=a.162556590504438.38135.100002502941907&type=1&ref=nf

sábado, 10 de agosto de 2013

Escolas e gaiolas: Funções e disfunções de um profissional de educação



Tornou-se lugar-comum as TVs noticiarem o cotidiano violento que grassam no ambiente das salas de aulas nas escolas públicas brasileiras. O bullyng tem sido a violência mais espetacularizada, além de mostrar gangues de alunos desmotivados, transtornados e sem noção, e professores atônitos, indignados ou abilolados.
Diante desse nebuloso quadro branco, podemos observar professores, que cuja função seria a de ensinar, frente a alunos cuja função supostamente seria a de estudar o que está sendo ensinado, desenvolvendo a função de educador, enquanto outros continuam na função primária destinada de professor; e uma considerável parcela, assume a dupla função de educador e professor.
Certamente grande parte dessa parcela de profissionais sucumbe prematuramente, visto que a dupla função, que lhe é convenientemente imposta, naturalmente assimilada e perversamente cobrada pelo sistema, aliada a periculosidade e a insalubridade, são fatores que agravam, acelerando as condições precárias, abalando sua saúde física e mental.
A forma leviana com que o sistema lida com o subjetivismo que envolve e estrutura essa conjuntura, além de ultrajar, impõe a esses profissionais a obrigação de criar mecanismos de sobrevivência. Para manter um mínimo de dignidade, esses profissionais de educação procuram evitar o desgaste físico e mental do embate cotidiano, optando entre desempenhar sua primeira função que é a de ensinar, a fim de manter sua insanidade em níveis normais; ou escolhem o caminho de educar, deixando de lado a reprodução e memorização inúteis à educação, a fim de tentar resgatar a dignidade discente. Também há os que oscilam num eterno conflito entre ambas as funções. Professor ou educador..!? Ser ou não ser..?? Ser e não ser..!!? Esses são os fiéis clientes que tanto engordam as contas bancarias de psicanalistas e psiquiatras.
Mas há outra opção que tem agradado bastante uma boa parcela desses profissionais: desempenhar a função de diretor de escola pública municipal. Este sonho de consumo tem povoado os sonhos daqueles que o veem como caminho único para sair dessa conturbada, vexatória e sinistra situação; Mas o paradoxo inerente ao desempenho dessa função costuma se instalar de forma contundente. Esses personagens comportam-se como certo professor, presidente da república tupiniquim, que pediu que os brasileiros esquecessem tudo o que ele havia escrito ou então outro que afirmou ser uma “metamorfose ambulante”... Sabemos muito bem o resultado disso e o Brazil também... A revolução do Vinagre que o diga...
Esses profissionais formam uma casta a parte dos profissionais de educação, procurando de forma brutal a perpetuação do poder momentaneamente a eles outorgado, usando para isso o expediente da autocracia, fazendo expediente da gentil arrogância própria da feroz indolência do sistema meritocrático. Esses professores, enquanto diretores, assim cumprem sua dupla função: a de vigiar e punir.
Esses profissionais de educação constituem o indecente corpo docente de um Frankstein, enquanto o corpo discente grotescamente amorfo se transforma num terreno fertilíssimo para proliferação de um currículo colonizado e subalterno, pautado pela política da eugenia.
O resultado desse quadro branco é o florescimento de uma sociedade de espectadores, numa urbi que se compraz em fabricar zumbis e “coxinhas”, numa gaiola de presas e predadores, de sinhôs e escravizados em que se transformou o sistema educacional brazilleiro. Formandos escravizados que nem sabem que não sabe o que não sabem, são criados estáticos como estatísticas nos algarismos de cheques achacados na gaiola dos loucos; sendo números divididos e subtraídos como instrumentos funcionais somados as matrículas e código de barras de um democrático presídio cidadão.

Formar ou formatar..!? Informar ou reformar..!?? Construir ou desconstruir..!?? Ensinar ou Educar..!?? Libertar ou escravizar..!?? A dicotomia se instala, expulsando o hiato entre o funcionar ou disfuncionalizar, neste contexto bisonho de fundo indolente eugênico-oligárquico...!!??