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segunda-feira, 16 de maio de 2011

De Jesus Negão a “Barack Osama”


Jesus, como era público e notório, nunca escreveu nada, não professou nenhuma religião, vivia em festas  com a ralé e abalando a lei e a ordem romana.O cristianismo, assim como o judaísmo e o islamismo foi divulgado para o mundo a partir do norte da África, não é por acaso que justamente na África estejam a maioria dos adeptos do islamismo no mundo.  Também não é por acaso que Negros e Mulçumanos sejam considerados dejetos humanos pela sociedade contemporânea. A história humana foi construída com base nesse paradigma, casando perfeitamente o advento do capitalismo com a ideologia hipócrita pós-moderna como elementos necessários para se dizimar uma sociedade, principalmente quando se reescrever a história dessa mesma sociedade.O Negro e o Árabe, legitimados pela reconstrução dessa história como persona nom grata, dificilmente serão integrado à sociedade globalizada, visto que na cartilha do sistema capitalista, reza no capítulo das exigências das relações de poder, a necessidade do explorador produzir explorados; mas nada é assinalado a respeito da manutenção desses mesmos explorados. Portanto qualquer discurso sobre responsabilidade social, certamente virá desacoplado de toda e qualquer responsabilidade moral. No manifesto capitalista sabemos que uma mentira dá uma volta ao mundo antes mesmo de que da verdade tenha a oportunidade de se vestir. Na década de trinta o povo Herero, na África Germânica, foi exterminado: homens, mulheres, crianças e idosos; todos assassinados; os que sobreviveram ao massacre serviram de experimentos “científicos” em campos de concentração alemães, dando inicio assim a doutrina racista dos nazistas. O mundo se calou diante desses campos melanodérmicos, como agora se cala diante dos campos de concentração norte-americanos que torturam e assassinam indivíduos da etnia Árabe, tal como no campo de Guantánamo, em Cuba.Um Negro assassinado pela polícia no Rio ou em São Paulo, é tão natural quanto um Árabe ser fuzilado por norte-americanos em qualquer esquina européia do oriente médio; Lamentavelmente o mundo aplaude de pé, euforicamente, eventos como esse. Do casamento da nobreza real inglesa à morte de Osama Bin Laden, podemos constatar, sem a mínima sombra de dúvida, que nossa sociedade tem os sintomas de um doente terminal. Os norte-americanos são uma espécie de BOPE globalizado; entram nas “favelas” do mundo para assassinar somente; como mandatários justamente dos produtores dessas mesmas favelas: Wall Street. A questão é: como exterminar, o que eles determinam ser do “mal”, se eles mesmos continuam a produzir e a reproduzir continuamente esse mesmo “mal”? Devemos dar um novo nome, não o de covardia, a este insidioso ato de nobreza caucasiana. A declaração de Barack Osama afirmando ser o mundo um lugar melhor após a morte de Obama Bin Laden, deveria no mínimo, causar estranheza. Mas as raias da hipocrisia chegou ao seu ponto máximo, instituindo a “vista grossa” como princípio humano imprescindível a sobrevivência do indivíduo caucasiano, ironicamente legitimada por um Negro de ascendência Árabe. Barack Osama agora reina absoluto no monopólio da tortura e da morte, com as bênçãos de seus súditos e da rainha do castelo de Buckingham.Jesus morreu na cruz, "negões" morrem em Blitz em qualquer esquina carioca de São Paulo e Bin Laden botou as barbas de molho tornando-se um símbolo para o povo do “mal”, como afirma a mídia, produtora de heróis de ocasião e de eternos vilões. Enquanto nós, sociedade anônima, “batemos palmas para maluco dançar”. Isso é o que o sistema capitalista intitula de liberdade democrática ocidental dos povos judaico-cristãos; viva a diferença, viva o multiculturalismo, viva a euforia da indiferença com o diferente, o muro protetor de cada dia que separa o morro de “nosso” asfalto: agora só falta realizar o tombamento de uma cruz junto a um pelourinho como patrimônio da humanidade, bem em frente aos portões de Guantánamo, como símbolo máximo dessa liberdade democrática que tanto prezamos, a preço de sangue de povos, considerados por alguns, bárbaros. Nossa justiça romana, que justifica toda e qualquer carnificina, se pronuncia como de costume, num sepulcral silêncio cego; diante deste triste cenário de falência ético-moral e da ascensão da hipocrisia como princípio do homo sapiens sapiens[1]. Se bem sabemos, Jesus estava bem longe do estereótipo dos olhos azuis e madeixas escorridas soltas ao vento do comercial de shampoo, do horário nobre da nossa TV de cada dia. Se ele, o Cristo, fosse nosso contemporâneo Osama Bin Laden certamente estaria vivo, pois fatalmente Jesus, confundido com terrorista seria levado em seu lugar, visto que hoje, qualquer um que pareça ou lembre etnias circunscritas ao oriente médio, é um homem bomba em potencial, assim como é certo um Negro morrer preto ao vivo e a cores no noticiário das sete. Jesus certamente seria sacrificado com um tiro na cabeça a caminho de Guantánamo, constando nos autos a resistência do meliante como motivador de seu lamentável desenlace. O povo faria festa nas ruas; a rainha dormiria feliz; a Duquesa continuaria a esperar com ansiedade pueril seu título de princesa, enquanto o corpo do meliante sumiria junto com os brios dessa sociedade obscena.
[1] Homem que sabe que sabe.

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