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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

1808, o ano que não terminou!!

Diário de bordo da Nau Capitania: um rei indolente e uma rainha louca se põe numa desesperada fuga, arrastando um séqüito de Arlequins e Colombinas, rumo a uma insignificante Colônia sob a linha do equador. Eles foram postos diante de um grande dilema, titubeando num entrevero entre o poder de dois poderosos. Entre a decisão e acomodação, abandonaram a nação e dessa fuga infame e desonrosa, surgia uma encenação: a homenagem por bravura e honra ao mérito pela brochura, como tributo irracional de um povo colonial. Qualquer feito real vira cena emocional p’rum indivíduo funcional, que do fundo da platéia d’uma multidão plebéia, aplaude a vinda da família como uma missão divina.
Assim inaugurou-se a corrupção oficial, extra-oficial e similar à pirataria de além-mar, neste país abençoado por Deus, Alá e Oxalá e pela hipocrisia, pelo cinismo e analfabetismo. Nosso Reino Unido e fudido recebendo sua propina do Porto de Belém, escravizado ao cabresto feudal do capataz real.
Nosso Brasil varonil, nossa pátria que nos pariu, comemora essa falcatrua clara e nua, numa festa bem servil, reforçando a senzala de presente diplomata pro sinhozinho de Brasília e família S.A. 500 anos de Brazill, 200 anos de viramundo, de senzala favelada. A carne mais barata do mercado continua sendo a carne negra; carne moída, sofrida, esfolada e triturada, servida ferida na feira tropical, em meio a festa de Momo e Komo. Viva el Rei!!! Rei desterrado, aterrado, terrificado, amedrontado e acovardado; exemplo e origem do jeitinho brasileiro; patrono do cinismo, fisiologismo e corporativismo de nosso Brasil estrangeiro.
A orquestra do último baile continua viva e ativa, movimentando mais de mil palhaços no salão, provocando tantos risos e tantas alegrias, nessa maravilha de cenário de bundas e peitos mil; viva o Brazill! Viva D. João!! Viva a sacanagem!!!
Nossa família é Real, nosso dinheiro é real, nossa miséria é coisa séria, nossa ética é ilusória, mas nosso castigo é solução. Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós, para que possamos comprar com nosso cartão corporativo, um metro de liberté, um gole de fraternité e o troco de egalité; sambando na Avenida Central ao som daquele enredo nacional: “liberta quae sera tamem”.



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