Assim inaugurou-se a corrupção oficial, extra-oficial e similar à pirataria de além-mar, neste país abençoado por Deus, Alá e Oxalá e pela hipocrisia, pelo cinismo e analfabetismo. Nosso Reino Unido e fudido recebendo sua propina do Porto de Belém, escravizado ao cabresto feudal do capataz real.
Nosso Brasil varonil, nossa pátria que nos pariu, comemora essa falcatrua clara e nua, numa festa bem servil, reforçando a senzala de presente diplomata pro sinhozinho de Brasília e família S.A. 500 anos de Brazill, 200 anos de viramundo, de senzala favelada. A carne mais barata do mercado continua sendo a carne negra; carne moída, sofrida, esfolada e triturada, servida ferida na feira tropical, em meio a festa de Momo e Komo. Viva el Rei!!! Rei desterrado, aterrado, terrificado, amedrontado e acovardado; exemplo e origem do jeitinho brasileiro; patrono do cinismo, fisiologismo e corporativismo de nosso Brasil estrangeiro.
A orquestra do último baile continua viva e ativa, movimentando mais de mil palhaços no salão, provocando tantos risos e tantas alegrias, nessa maravilha de cenário de bundas e peitos mil; viva o Brazill! Viva D. João!! Viva a sacanagem!!!
Nossa família é Real, nosso dinheiro é real, nossa miséria é coisa séria, nossa ética é ilusória, mas nosso castigo é solução. Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós, para que possamos comprar com nosso cartão corporativo, um metro de liberté, um gole de fraternité e o troco de egalité; sambando na Avenida Central ao som daquele enredo nacional: “liberta quae sera tamem”.
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