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sábado, 29 de agosto de 2020

Bulas, Cartilhas e Cartões Postais

Orixás, Unicórnios; Salamandras; Ondinas; Elfos e silfos; Fadas, duendes e Gnomos; é esse o povo que move a fábrica de vida em Gaia, com amorosa dedicação e maestria. São seres imagináveis e não imaginários, ao contrário do que reza a cartilha do pensamento cartesiano acadêmico.

Mas, enquanto a humanidade se confundir com a palavra, não poderá enxergar a Luz que visibiliza a camada do invisível, já que o discernimento permanece ausente para tecer quaisquer críticas reativas ao status quo do poder escravocrata vigente.

Assim como aquela velha vovó que emana as energias invisíveis através das mãos todas as vezes em que abençoa uma criança, essa verdade passa a ser encarada uma mera crendice ante as importantes e pomposas crenças academicamente institucionalizadas pelos Tempos Modernos.

As energias que compõem o verniz da hipocrisia vigente, são as mesmas que encobrem o processo de expansão mental e emocional do indivíduo, ao criar o padrão de consciência que organiza seus caminhos, edificando sua realidade e seu mundo. É dessa forma que temos acesso as verdades de cada momento e de cada passo seguido pela sociedade contemporânea da moderna Pólis.

Dessa forma, o ser humano sacralizou o conceito do cartão postal; processo em que uma sedutora imagem é usada para atrair e cativar o espectador fabricando seus desejos e querências; artifício análogo a do inseto quando capturado na teia de aranha, as belas palavras escritas nesse cartão encobrem todo o interior do discurso e da narrativa dominante, transformando-a no invólucro de uma falsa verdade contida em si mesma. É dessa forma que nos atrelamos aos discursos acadêmicos, científicos e religiosos, que são distribuídos como bula a ser fielmente seguida pelo bom cidadão.

Enquanto o cidadão opta se portar como um Lorde; seguindo o exemplo de qualquer escravocrata; sendo ininterruptamente servido; em vez de ser um buscador de si mesmo enquanto uma Consciência Criativa; ele será como aquela concha jogada entre os rochedos e as ondas, já que toda ação envolve uma reação.

Sendo assim, as únicas verdades que realmente existem para esse indivíduo, são aquelas que ele deseja ver; desse modo, pode-se vê-las de dois ângulos distintos; pode ser vista através do coração ou pode ser vista através de um desses cartões Postais que as instituições oficiais nos ofertam “doando” bônus, regalias e vantagens adicionais até mesmo no pós-morte.

São duas formas que trazem em si energias gêmeas de atração-rejeição, num processo que gera um eletromagnetismo, fazendo o sujeito criar um padrão de consciência que vai determinar sua realidade como tal. Quando um dos impulsos se destaca mais, se é o do coração, que nunca rejeita; sobrepõe-se então a sua força criadora a todo contexto geral, que trará a lume o momento da verdade; que é o momento em que ele descobre que faz parte dessa natureza que tanto peleja para sobrepujar. Dessa forma, Maomé não precisará ir a montanha ou vice-versa, pois ambos serão um. Nesse ponto já não existirá mais lutas, ou conflitos de qualquer natureza.

Ele então aprenderá com as árvores, a crescer exteriormente e interiormente, e a ser plácido diante das intempéries; aprenderá com a água a ser flexível, a se adaptar as circunstâncias e avocar qualquer estado físico; aprenderá com os animais a ouvir a voz de seu interior; aprenderá com os lírios que a beleza, e tudo mais que existe, é eterna enquanto durar; aprenderá a andar com as estrelas e a viajar com os astros. E para realizar esse trabalho hercúleo ele só precisa sair do escritório, abdicando do escaninho aonde guarda espaços ordenados de categorização, classificação e taxionomia de todas as coisas e pessoas, além do falso poder que tais informações oferecem.

Dessa maneira, ao abrir as portas em direção a Mãe Natureza, imediatamente se sentirá embalado em seu colo, acalentado com seus cuidados e aquecido com a sua luz. É desse modo que ele regressa enfim para sua casa, nesse Espaço-Tempo sem as correntes do relógio e calendários dos Tempos Modernos. Dessa forma, ele passa a ser seu próprio cartão-postal nessa viajem entre Silfos, Nereidas, Salamandras e Fadas, aonde inevitavelmente descobre-se a si mesmo como destino. Ou seja, ao contrário do que reza a cartilha cartesiana, passaremos a ser Seres imagináveis, com uma consciência humana de fato, e não seres imaginários, com a memória de Senzala que imagina um futuro de Wakanda.

Para dar o primeiro passo na estrada da vida de fato, é preciso jogar fora todas as bulas, sejam elas, as bulas, religiosas ou médicas; a fim de se livrar das doenças físicas e emocionais; depois é necessário se livrar das cartilhas, para abandonar a condição de robô, que inevitavelmente vai se fragmentar durante esse processo de separar esse joio que será jogado na fornalha do esquecimento.  Portanto, para abreviar, tudo isso se resume unicamente na Lei da Semeadura e Colheita. E assim, o encontro dos Povos harmoniosamente se dará, quando o medo outrora infringido, cada um de si eliminar.

Será este o momento em que cantaremos com as Sereias, voaremos com os Silfos, dançaremos com as Fadas e nos aqueceremos na ternura das Salamandras no berço dos Santos e Orixás.

 

 

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O Tabu do Indivíduo Moderno na Condição de Clone Contemporâneo e Dublê do Próprio Corpo

A lua é o meu olho direito, e o Sol, é o meu olho esquerdo com o qual posso ver o meu corpo; esse mesmo corpo constituído pela poeira cósmica universal que toca o chão das estrelas que sinto cintilar em meu cérebro, durante a execução da dança da chuva que copiosamente faz transbordar a gratidão borbulhante em meu plexo, ao proferir o estrondoso silêncio ígneo em saudação a Luz Maior, na qualidade de mais Um habitante que Eu Sou do majestoso infinito, enquanto a Terra, o Fogo, Água e o Ar atenciosamente se mesclam em ondas continuas espiraladas em círculos sobre os pontos celulares que formam cada órgão que constituí esse corpo no qual habito.

A consciência dos organismos vivos, que afetuosamente labutam na estrutura desse corpo, cumpre com esmero a sublime missão de manter e perpetuar a minha existência como mais uma partícula divina que compõem o fractal novel dessa Luz universal, nutrindo Corpos e Cosmos com o maná do amor incondicional.

Essas células, que na verdade são consciências fractais, bailam num espetacular redemoinho de luz, cintilando na Grande Explosão do firmamento dessa eternal festa que é o presente de todo agora, dando forma a magia do Tempo real em todas as suas dimensões. Esse Tempo, que é fluído, nesse Espaço que é maleável, produz na consciência, sua autoconsciência, aonde a Liberdade jamais se aparta do amor irrestrito; esse mesmo Amor que só se divide quando soma, se tornando uma subtração cujo resultado é sempre mais. Portanto, somos e vivemos exatamente tudo aquilo que sentimos e pensamos, e nada mais.

Portanto, olhar para o Universo sem enxergar a si mesmo, é seguramente o principal sintoma para detectar a Deficiência Visual Adquirida; a DEVA é uma doença transmitida através das Tecnologias de Informação e Comunicação, que desenvolve a patologia que nos faz enxergar e creditar somente as imagens exibidas através das referidas tecnologias; imagens geridas por algoritmos e comandados por uma Inteligência Artificial, fazendo com que nos tornemos mais uma interface, uma vez objetificado por briefing e meeting, budget e case, enquanto somos coisificados pelo mindset dessa mesma tecnologia.

Dessa maneira, essa sinistra técnica estabelecida pelos magos dos Tempos Modernos, nos transformaram em clones de nós mesmos. Ou seja, fomos substituídos de uma maneira tão habilidosa que, sem que percebêssemos, nos fizeram acreditar nesse ambiente operacional aonde se acolhe a liberdade simulada, o amor fordista e os sorrisos de plástico como realidade de fato, ao confundir personagem com personalidade.

Para que haja a reversão desse sinistro, cada clone deve necessariamente passar por sua adequada metamorfose, reestabelecendo a comunicação natural com suas células; essas mesmas células que tiveram suas consciências adormecidas pela falta do discernimento da anatomia da alma. Somente dessa forma, olhando para fora, pode-se ver o que está dentro, assim como a árvore estende seus galhos em direção ao brilho da luz solar, enquanto suas raízes penetram profundamente na escuridão de seu próprio subterrâneo. É assim que o Zumbi de Alagoas resgata a si mesmo; se livrando das vampíricas presas dos magos da Comunicação, deixando de ser um Clone de si mesmo e recusando a sedução Hollywoodiana em meio a esse longa-metragem aonde o roteiro da história invariavelmente o traz acorrentado ao pelourinho dos desejos, num script aonde a vida liquidificada lentamente vai escorrendo pelos cantos das molduras das selfs produzidas em série na sucessão dos dias, na medida em que derrete o tecido da realidade ao submergir o indivíduo nessa nuvem de algoritmos que esconde o sol de todas as manhãs, fazendo o dito-cujo descansar em berço esplêndido nas noites sem luas de todos os dias.

Desse modo, o canto surdo do galo que tece a manhã se perde através das redes e dos fios dos fones e ligados as parafernálias eletroeletrônicas, que mantém os batimentos cardíacos do indivíduo em seu coma induzido. Esse indivíduo de corpo presente, vive no futuro desenhado sobre os outdoors, com sua existência comprovada única e exclusivamente nos retratos falados das redes sociais e afins. Seu presente, hora se encontra no passado, e n’outra hora está à procura do futuro prometido pelos filmes e novelas, comerciais e propagandas.

Dessa forma, a sua existência no Presente é dublada por seu próprio clone que reproduz toda a programação cotidiana dos programas midiáticos veiculado pelas Tecnologias de Informação e Comunicação, que alimenta esse indivíduo de Inteligência Artificial, para que ele não se perca em seu pensar intelectual, categorizador e classificador de fatos e fotos elencados pela narrativa dominante.

Foi dessa maneira que criaram os conflitos no Oriente Médio, no Vietnã, Onze de Setembro e correlatos. Indubitavelmente os dublês de clone acreditam nos inimigos inventados pela mídia; dessa forma, brevemente os nossos hostis opositores deverão ser os marcianos, venusianos ou Pleadianos; enfim, segundo os senhores da mídia, num futuro próximo, os Extraterrestres, com toda a certeza, invadirão o planeta Terra enquanto os galos cantam tecendo uma nova manhã. Dessa forma, o nosso planeta correrá o sério risco de extinção de todos os dublês com seus respectivos clones, pois a rede que tricota com selfs o tecido humano, estará afinal, fora do ar, e o sujeito, finalmente, levantando-se de sua rede virtual, despertará para sua própria realidade.