Esses falsos líderes, são os reais representantes desse Estado Profundo que aprisiona
e escraviza seus peões de cores e lados opostos a si mesmo, a partir da
fabricação de leis e tratados que protegem somente aos próprios, estagnando
essa população alienada de si e limitada ao quadrado do individualismo de sua própria
cela mental, uma vez que essa mesma população teve a sua força ativa
sequestrada pelas ações políticas; ações estas que simbolicamente constituem as
grades dessa moderna Senzala, ações que foram falsamente instituídas com a
justificativa de protege-los, mesmo que fosse para se proteger contra eles próprios.
Mas o teatro de ações dinamizadas pelas facções partidárias da direita,
da esquerda e do centrão, estão deixando de surtir o esperado efeito, na medida
em que os peões não estão mais tolerando ceder o seu poder a esses pretensos
representantes ao deixar de abater os peões supostamente opostos; uma vez que é
justamente o povo em sua diversidade que sempre foi o legitimador dessa
patriota tragicomédia anunciada.
Até agora, o Deep State vinha conseguindo ocultar, com relativo sucesso,
as informações e o conhecimento acerca de suas ações enquanto verdugos dessa
humanidade que ainda não deixou completamente as profundezas da idade das
trevas, mas que agora vislumbram o movimento fora dessa caverna platônica aonde
se encontram prisioneiros, dando início finalmente a uma ação teleológica ao
desviar o olhar das sombras projetadas pelo Grande Irmão sobre o véu dessa
parede holográfica, percebendo dessa forma, a fonte de luz que emana no fim do
túnel, e percebendo enfim o próprio cativeiro, desencadeando esse processo que inevitavelmente tornou-se um caminho sem
volta como alternativa de liberdade plena.
Agora passamos a nos permitir a ter o poder de imaginar um país sem
ricos, nem pobres; sem religiões, nem partidos políticos; sem divisões raciais,
de classes ou nacionalismos. Enfim, abrimos nosso centro de poder para imaginar
a alternativa de um país sem a distopia dinástica perpetrada nos bastidores do
Estado profundo.
Finalmente os limites impostos pela Ordem e por esse Progresso preconizado sobre a retilínea geometria
enquadrada no xadrez de Raça e classe, ciência e religião, mídia e educação, num
jogo de retóricas manipuladoras e escravagistas, de forma surreal se
metamorfosearam nas linhas circulares do ying e yang, promovendo essa realidade, que outrora fora
ocultada, impedindo um encontro consigo mesmo enquanto Um, enquanto coletivo hUMano. Dessa maneira, metaforicamente a cidade de Atlântida ressurge de sua afundação, num
intenso processo interno, coronário e uno, na plenitude do caminho no encontro
com a liberdade de direito e de fato.
[1] Cidade
localizada na Intraterra.
[2] Rede de burocratas de carreira e funcionários não-eleitos que gerenciam o Estado promovendo uma agenda a parte do escrutínio público.

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