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domingo, 21 de junho de 2020

Minha Linda amada... Após todo esse tempo clássico de sorriso de Gioconda, você finalmente voltaria a ser a Musa de todas as Artes assim que meus pincéis hábeis concluíssem a sombra de sua face da mesma cor da nossa dessa noite sem lua...

 

Mais, novamente ouvi notícias do horror, de que outra vez a polícia homicida trucidava pessoas de cor, na subida dos comuns, as vistas do Cristo Redentor;

...E a memorável pintura não saiu...

 

Ia pintar a beleza de sua negra pele sob o sol do meio-dia a revelar as linhas desenhadas pelos deuses e deusas de Ébano sob seu negro sorriso franco, quando soube da quantidade de negras e negros assassinados nessa incursão de militares enviada pelo homem branco;

...E essa maravilha de aquarela não saiu...

 

Ia pintar a natureza viva e pulsante incontida nas espontâneas linhas curvas de seu corpo nu, quando me falaram do genocídio batendo às portas, nas escuras noites de todos os dias, envolvendo com sangue as negras epidermes de Norte a Sul;

...E a obra-prima não saiu...

 

Amada minha; hoje só restaram as memórias da natureza morta e enterrada diante das líquidas cores jorradas das minhas veias cortadas nesse instante de criação; assassinato este plasmado no quadro branco da escola da vida, após pendurado e festejado no museu da euro história.

 

... Mas amanhã vou me recuperar, ressuscitarei e voltarei a redesenhar, na expectativa dessa noite sem lua, com seus felinos olhos de gato preto, seu sorriso negro de novo mostrar...

 

...Pois, hoje dei um beijo na boca do tempo... Logo pela manhã pus uma cueca verde, coloquei minha calça verde, vesti uma camisa verde... Ao meio dia degustei um delicioso caldo de ervilhas e um chá verdes... À tarde fui visitar minha infância no futuro de uma vida que quase se expirou no meio do nosso presente... Assim... Camuflado de tempo enganei o Deus Cronos entrando na floresta de gentes que partiram... À noite... Fomos pra cama... Sonhamos... Vivemos... Fizemos amor... Morremos... Gozamos... Acordamos... Dei um beijo na boca do Tempo...

 

... Acordei da lassidão desse sonho pra perceber que minha terra tem palmeiras, onde um negro já chorara; os escravos que aqui morreram, já sofreram como lá. Nossos morros têm mais pobres, nossas ruas mais horrores, nossos órfãos têm mais ira, nessa vida de impostores. Se sair à rua a noite só a morte encontro lá; nessa terra tem palmeiras onde um negro chorará.

 

Minha terra tem impostores qui’em Sírius[i] n’entrará, se eu sair a rua a noite, mais cadáver encontro lá; nessa terra tem palmeiras onde um negro chorará


Me permita Deus a morte, pra que eu não volte para lá; pra qu’eu não veja esses horrores quand'Oxalá me abraçar; pra qu’inda só aviste as palmeiras sem um negro pra velar, sem de novo ter que ouvir o cantar dessa canção que pro exílio vem nos levar...

 

...Então...

 

...Me colorem de mula todos os dias, me camuflando na covardia, me matando todo dia na escola e na igreja, dos comerciais de Coca-Cola aos desenhos do tipo Piu-Piu e Frajola;

 

Saio de casa ao vivo, com ar de defunto novo, andando Sem ver nenhuma mobilização ou manifestação protestando pelos negros corpos espalhados pelo chão, tingindo de vermelho-sangue o áspero chão do preto asfalto saxão;

 

Levanto cedo pra morrer (mais) tarde, quando cada invasão do Rio nos meus olhos é deflagrada a cada notícia disforme turvando a visão: extra, extra... Epiderme negra em carne viva ao vivo para qualquer vivente ver...!!

 

Sem comoção, manifestação nem mobilização; apenas mais um espetáculo do horário nobre que consente o pobre se sentir gente vivente, longe do pelourinho do crente... Assim se pode matar mais gente de cor, sem culpas nem dor...

 

...Então vejo que...

 

...Moro num país tropical, abençoado por Zeus e Odin, Jeová e Javé, CIA e FBI; mas Oxalá nada, nem pensar foi execrado em pleno ar. É isso ai... Amanhã de manhã, vou virar talibã pra sobreviver e tentar manter meu pão de cada dia com recheio de alforria; sorria você está sendo filmado, estuprado e sacaneado, porque alguém afirmou que você é inferior. É o Brazill que mostra a sua cara, rindo de minha face preta, tida como sinônimo de mutreta; mesmo eu sendo um careta que acredita na incerteza do branco nu angelical que reveste toda essa holográfica beleza boreal...

 

...Nessa floresta tropical aonde havia uma sombra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma sombra; Não sei se se minha ou do outro...

 

A sombra sempre escura, que assombra e faz fechar os olhos para não ver a negra escuridão que baixa e não se encaixa no corpo esquivante que brinca na pequenina capoeira gingante.

 

Girando, indo e vindo, a sombra lombra a visão da águia ao meio dia, à luz da meia lua.

 

A sombra dança a meia luz, procurando num movimento que seduz, abraçar na benção e na ponteira, de forma bem rasteira, a assombração que gira, circula e pensa que domina a roda da vida.

 

No meio do caminho havia uma sombra; havia uma sombra no meio do caminho... A outra sombra não era escura... Era a branca sombra assombrada pelas almas arrancadas dos corpos de ébano no giro da Capoeira de Angola, aonde o Tempo é mais que tempo; pois é o tempo que move tempo; mas há tempo, muito tempo, quando para o Tempo num ligeiro contra tempo; e assim, o tempo mata o tempo nesse nosso tempo sem Tempo, que muda tempo; assim, volta o tempo: tempo de bom tempo, quando o tempo então, passa a ser pouco tempo...

 

Mas nosso tempo é todo momento nesse único movimento, mesmo havendo muito lamento, é na roda desse tempo que corre a vida, corre a morte, amor e arrependimentos...

 

Nessas voltas que o mundo deu, nas voltas que o mundo dá...

 

Tempo isento, pode ser sinal de sofrimento, que sempre corre junto com o vento, lavando lágrimas, paixões, cheiro de mato e envolvimentos...

 

Nas voltas que o mundo deu, nas voltas que o mundo dá...

 

Com o mar e como o vento, arrastado e engaiolado, o tempo pertence ao próprio tempo... Tempo escuro não passa em branco... 

 

Nas voltas que o mundo deu, nas voltas que o mundo dá...



Tempo é muito tempo; tempo é pouco tempo para o próprio tempo, quando volta o tempo, nesse tempo que levou tempo, movendo o próprio tempo, mudando o tempo o tempo todo nas voltas que o mundo deu, nas voltas que o mundo dá nessa longa Noite Sem Lua no momento desse agora, aonde havia uma sombra no caminho, no meio desse caminho em que havia uma sombra. Dessa maneira, finalmente a luz se fez sobre a Palmeira da minha terra, sobre o monte do calvário pintado ao fundo da Florença Gioconda...

 


[i] Estrela múltipla descobertas pelo povo Dogon, as três estrelas são perfeitamente alinhadas com as três maiores pirâmides do Egito.

domingo, 14 de junho de 2020

Das Lemúrias e Atlântidas, as Aghartas[1] e Shambhalas: Conversas em Preto e Branco Sobre a Conjuntura do Xadrez Holográfico Contemporâneo.

Enquanto as regras são vistosamente pintadas sobre o tabuleiro midiático desse xadrez sócio-político, ditando o modus vivendi da alta sociedade para o resto da nação, nesse jogo ferozmente conduzido pelo Deep State[2], o povo, peão na linha de frente, é cruelmente esmagado por seus próprios líderes que vem atrás.

Esses falsos líderes, são os reais representantes desse Estado Profundo que aprisiona e escraviza seus peões de cores e lados opostos a si mesmo, a partir da fabricação de leis e tratados que protegem somente aos próprios, estagnando essa população alienada de si e limitada ao quadrado do individualismo de sua própria cela mental, uma vez que essa mesma população teve a sua força ativa sequestrada pelas ações políticas; ações estas que simbolicamente constituem as grades dessa moderna Senzala, ações que foram falsamente instituídas com a justificativa de protege-los, mesmo que fosse para se proteger contra eles próprios.

Mas o teatro de ações dinamizadas pelas facções partidárias da direita, da esquerda e do centrão, estão deixando de surtir o esperado efeito, na medida em que os peões não estão mais tolerando ceder o seu poder a esses pretensos representantes ao deixar de abater os peões supostamente opostos; uma vez que é justamente o povo em sua diversidade que sempre foi o legitimador dessa patriota tragicomédia anunciada.

Até agora, o Deep State vinha conseguindo ocultar, com relativo sucesso, as informações e o conhecimento acerca de suas ações enquanto verdugos dessa humanidade que ainda não deixou completamente as profundezas da idade das trevas, mas que agora vislumbram o movimento fora dessa caverna platônica aonde se encontram prisioneiros, dando início finalmente a uma ação teleológica ao desviar o olhar das sombras projetadas pelo Grande Irmão sobre o véu dessa parede holográfica, percebendo dessa forma, a fonte de luz que emana no fim do túnel, e percebendo enfim o próprio cativeiro, desencadeando esse processo que inevitavelmente tornou-se um caminho sem volta como alternativa de liberdade plena.

Agora passamos a nos permitir a ter o poder de imaginar um país sem ricos, nem pobres; sem religiões, nem partidos políticos; sem divisões raciais, de classes ou nacionalismos. Enfim, abrimos nosso centro de poder para imaginar a alternativa de um país sem a distopia dinástica perpetrada nos bastidores do Estado profundo.

Finalmente os limites impostos pela Ordem e por esse Progresso preconizado sobre a retilínea geometria enquadrada no xadrez de Raça e classe, ciência e religião, mídia e educação, num jogo de retóricas manipuladoras e escravagistas, de forma surreal se metamorfosearam nas linhas circulares do ying e yang, promovendo essa realidade, que outrora fora ocultada, impedindo um encontro consigo mesmo enquanto Um, enquanto coletivo hUMano. Dessa maneira, metaforicamente a cidade de Atlântida ressurge de sua afundação, num intenso processo interno, coronário e uno, na plenitude do caminho no encontro com a liberdade de direito e de fato.

 

[1] Cidade localizada na Intraterra.

[2] Rede de burocratas de carreira e funcionários não-eleitos que gerenciam o Estado promovendo uma agenda a parte do escrutínio público

 

 



 Dandelion with Bird Silhouettes Tattoo 3 by ~Metacharis on deviantART




sexta-feira, 5 de junho de 2020

Sou, Porque Somos.

Sou feito do Crepúsculo de todas as Alvoradas; as vezes composto pelos olhares lunares expostos pelos eclipses provocados por meteóricos pensamentos cadentes; Sou feito de sentimentos Cósmicos e atitudes Solares.  Meu Colo é feito de estrelas, meu peito de Luz; o bronze de minha pele, empretecida pela poeira cósmica de Éons, foi adquirida nos Atalhos Temporais que interligam as estradas da vida por onde passeia Minh’ alma interestelar, enquanto arranja as cores dessa obra prima Desenhada e musicada por cada pôr-do-sol desse Alvorecer velado pelas nuvens cobertas de céu.

Dessa maneira, Eu Sou tudo o que cabe num átimo entre Alvorecer e Crepúsculo, entre o Alfa e o Ômega, entre o Princípio e o Fim. Sou o silencioso grito interior que sussurra o doce trino a despertar a consciência adormecida. Eu sou feito de vidas; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a vida; Sou porque Somos... Porque somente o Amor faz o seu próprio caminho.