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segunda-feira, 9 de março de 2020

Tratado Sobre a Mandinga do Arco-íris Cor de Terra

A mesma ciência que formatou o inconsciente coletivo, e que habilmente faz uso do artificio de legitimar a cultura de massa que tem a função de controle remoto de bons cidadãos, maquiavelicamente instituiu o sutil processo simbólico do Black Face contemporâneo como um meio eficaz para apagar definitivamente os resquícios Ancestral da Pintura de Guerra como signo regente do indivíduo que busca a si mesmo; Essa ciência vem buscando para esse fim, a erradicação do Azul, que é a Cor desse Amar refletido no Amarelo colorido pelos raios solares emitidos pelo etérico Coração de Cor Vermelha; raios estes oriundos da Rosa cultivada no interior do Vaso de Ouro postado aonde nasce o Arco-íris da vida, tonalizando o Alfa e o Ômega desse indivíduo que se constituí enquanto Ser.

Paradoxalmente, essa mesma ciência “publicou” a descoberta desse azul como sendo a cor desse sujeito, cujo corpo se compôs através do Elemento químico conhecido como carbono, elemento este que propositalmente foi bestificado pela religião a partir de uma concepção professada por uma conveniente interpretação de seu número atômico como algo apocalipticamente demoníaco.
Dessa forma, inventaram a melanina para substituir o número atômico desse homem da cor de grafite, que no passado também foi conhecido e chamado genericamente de etíope, e hoje foi catalogado e categorizado como negro, além de ser genericamente classificado como preto. Dessa forma, a partir da religião e das ciências, foi oficialmente legitimada consecutivamente a sua coisificação e demonização.

Portanto, a cor da pele de uma pessoa negra, tornou-se uma moderna bandeira pirata, um desacato, um ato político e uma ação provocativa a partir de sua presença ou de sua mera existência enquanto sujeito. Dessa maneira, a aparição da imagem de uma pessoa negra nas telas, on-line ou ao vivo, é motivo da construção de inúmeras fantasias e fetiches, ao passo que, paradoxalmente gera desconfiança e medo no imaginário desse inconsciente coletivo construído e cultivado para desempenhar a mesma função de um controle remoto. Dessa forma, os programas de auditório, novelas, filmes e noticiários populares de nossa TV a cores buscam sempre exibir a morte em preto e branco, que são as cores dessa meritocracia instalada, imposta e oficializada pelo padrão colonial plutocrático tupiniquim.

Dessa forma, as cores primárias exibidas pela diversidade Pan-africana, se transformaram em ameaças meticulosamente roteirizadas e edificadas, processo semelhante aos vírus mortais que foram inoculados no contingente africano presentes ao redor de Urântia, nossa querida Gaya, essa nave mãe que nos conduz pelas estradas da Via Láctea. Essa conjuntura somente tem nos revelado que, a falsa sensação de controle outorgada pelos que pensam comandar Gaya, já chegou às raias do non sense ao fazer uso das hierarquias desse tradicional sistema escravocrata moribundo, para tentar manter o domínio e o comando dessa viajem nas estrelas.  

Dessa forma, os que ainda se dividem, ao se definir pelas cores de times de clubes de Futebol, de Partido Políticos, de religiões, Raças ou Etnias certamente deverão seguir viagem em outra Nave, pois o espaço/tempo desses artifícios ególatras já feneceu e foi devidamente estabelecido em outros páramos. As cores da Diversidade se preestabelecem, como a luz dissipando a escuridão em meio ao caos imposto pelos Tempos Modernos já proscrito sobre Gaya. Nesse Agora, a celeste aurora boreal, trajando cores vivas, brinca com o Arco-íris da vida livre do medo e da escravidão, aguardando com alegria pela anunciada contagem regressiva de ejeção da ariana escuridão, pois a bomba atômica de Luz já foi acionada e todos deverão passar debaixo do argônio desse Arco-íris para realizar a magia de transmutar o Carbono em Silício. Haja luz...



domingo, 1 de março de 2020

Tertúlia


A fala do meu louçã silêncio interior ecoa nos páramos celestiais numa dúlia sem fim, como o melífluo olor transcalante trazido pelo vento recém-chegado de algum jardim em flor, que por hora vaga no sossego desse agora ninado sobre os combros das vagas de Odoyá, colorindo de intenso azul todo o cristalino das águas desse infinito oceano, acordando assim, Sereias e Delfins, Anjos e Querubins, Arcanjos e Serafins.

Das profundezas do silêncio dessa Tertúlia, nasce o Espaço aonde germina o vórtice ígneo, que dá origem aos cristalinos buracos de minhocas dos Elementos e dos Elementais, formando assim, a egrégora desse agora, que impulsiona o salto de Ganimedes a Celene no ritmo célere marcado pelo compasso das batidas cárdio coronais.

E assim, no argônio do silêncio, a linguagem silente da alma se faz eloquente a cada tertúlia cadente nessa escada musical de dezoito degraus, numa alquimia cósmica do universo interno com o universo externo, transformando-se enfim, na harmonia plena, consciente de si ao reconhecer o próprio Universo em si.