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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Da Desobediência Epistemológica a Descolonização Mental...

Vamos falar um pouco mais de nossa Cultura; da Cultura Negra; falar de nós, Negras e Negros, formadores do Povo melanodérmico. Primeiramente, é preciso iluminar a nossa pele cor de noite enluarada, falando da brilhante melanina que reflete ao luar pleno do meio dia, e impulsiona a meia-lua inteira na luta diuturna pela sobrevivência. Ou seja, vamos falar da substância bioquímica que impulsiona nossa vida física, mental, emocional e espiritual. 

Um fato marcante e decisivo desse processo, lamentavelmente, se deu quando as grandes bibliotecas e universidades africanas foram invadidas, saqueadas e os seus conhecimentos sequestrados pelas queridas pessoas brancas, quando elas perversamente verteram tal conhecimento para o latim, e os rotularam como ciência; sua ciência após inventarem o instituto da patente para legitimar esse crime contra a humanidade. Portanto, a língua do opressor, falo de "sua ciência", torna-se inadequada para falar desse assunto tão especial, de modo que a ciência caucasiana faça, de forma premeditada, com que o assunto pareça uma não-ciência.

Podemos observar que a melanina é dominante na raça negra; sendo este o elemento que vai controlar e/ou reduzir a sua negritude. Ou seja, este é o conhecimento, e o uso desse conhecimento, que fará com que procuremos, ou que fará com que nos impeça, de buscar por nossa liberdade. Afirmo isso porque, é justamente a deseducação e a alimentação industrializada, providas pelas queridas pessoas brancas, que tem a função de diminuir a melanina no corpo do povo negro. 

Analisando nossa anatomia, veremos que, ao contrário do que a branquidade afirma, a glândula pituitária não é a glândula mestra, mas sim, a glândula pineal; pois é ela que secreta a melanina; sendo pois, a melanina o elemento que regula os ciclos e ritmos circadiano, ela é a chave de tudo. Com um peso molecular elevado, a melanina é um elemento polímero e policíclico. Ou seja, ela tem muitas formas e ritmos diferentes. Ela é produzida pelos melanócitos; isto quer dizer que a melanina produz a si mesma.

A melanina absorve todos os tipos de energia e utiliza a todos. Ela é composta por nutrientes e formadas de várias partes ligadas, chamadas cadeias; são ligações carbono-carbono, carbono-nitrogênio e por ai vai. Ela funciona como um buraco negro celular; contém em si, todas as cores concentradas, exceto o preto; pois essa cor é só um pigmento que dá a aparência ao carbono. Ou seja, a melanina é uma substância química escura por causa do pigmento do carbono.

A glândula pineal, que tem a forma de uma pinha, funciona como a retina do olho que recebe a luz e forma a imagem no cérebro; a melanina recebe todas as informações do corpo inteiro. No caso de uma pessoa negra, a melanina funciona como um super condutor, fazendo o cérebro armazenar mais informações e a funcionar num nível mais elevado.

A função da melanina é reduzida quando o indivíduo faz uso de esteroides, drogas sintéticas ou estimulantes (cocaína, cafeína, viagra, etc.), além da exposição na luz não-natural; Também é reduzida em consequência da ingestão de alimentos processados; os mesmos causam impactos sobre a pineal que tem a função de regular as informações para o hipotálamo, que por sua vez, estimula a pituitária na produção de hormônios luteinizante; que é o mesmo hormônio que estimula a produção dos espermatozoides e dos ovários.

A ocitonina sintética, que é ministrada na mulher, para induzir o parto na cesária, é extremamente nocivo para a melanina. A ocitonina é semelhante a morfina, e que tem a sua produção feita pela glândula pineal, que vai estimular a contração uterina durante o nascimento de um bebê; e é este hormônio que faz com que as pessoas, os amigos, os parentes, o homem e a mulher, se liguem umas as outras, assim como a mãe se liga ao filho.

Pessoas pretas, com níveis inadequados de melanina, terão problemas de conviverem juntas e estarão sempre se destruindo mutuamente constantemente, já que os açucares naturalmente produzidos pelo corpo, não poderão ser utilizados. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, leva os açucares naturais para fora do sangue e os colocam nos tecidos.

A capacidade da glândula pineal para secretar melanina, depende da luz do sol, pois os espectros inteiros da luz solar, atingindo a retina dos olhos, estimula essa glândula a secretar a melanina, que por sua vez se transforma no hormônio serotonina e melatonina.

Nesse caso, todos os costumes trazidos pelas queridas pessoas brancas, desde a permanência demasiada dentro de um escritório, a exposição a luz de computadores, de celulares, das TVs, os fones de ouvidos, carros, alimentos processados, drogas sintéticas, etc. Tudo isso diminui a produção de melanina, levando o indivíduo muitas das vezes a desenvolver algumas fobias e constatemente a depressão. O agravante é que, toda essa estimulação negativa na criança, vai torná-la um adulto com uma glândula pineal pequena e a pituitária grande.

No ciclo circadiano do corpo, que tem seu ritmo regulado pela melatonina que sincroniza esse ritmo, o alimento deve ser ingerido entre 12h e 19h, enquanto das 19h as 04h o metabolismo é realizado, e das 04h as 12h acontece a limpeza do corpo. Esses hormônios, melatonina e  serotonina, precisam respectivamente da luz do sol e da escuridão, para estabilizar o ritmo do corpo. A melanina depende da melatonina, assim como a melatonina depende da boa alimentação da glândula pineal.

A pineal produz alcaloides, que é uma substância orgânica que contém carbono que reage aos sais; não o de cozinha, mas sim do composto químico criado quando uma substância ácida interagem com substância alcalina. Um sal é um elemento elétrico positivamento carregado que é utilizado pelo corpo para manter os nervos estáveis e o equilíbrio hídrico do sangue. Desse modo, os hormônios da melanina são os controladores primários da própria vida. O sal é composto de sulfatos, fósforos, carbonatos, bicarbonatos que são combinados com o cálcio, magnésio e potássio. A serotonina é metabolizada pela luz do dia e a melatonina, após o pôr-do-sol. A ciência eurocentrada chama a melanina de elétrons, prótons, nêutrons e solatons. 

Todas as sensações que temos são convertidas em líquidos a fim de chegar ao cérebro e a melanina é o químico que faz essa conversão. A deficiência de melanina faz os tecidos se destruírem ou enferrujarem, levando os radicais livres a danificar esses tecidos. 

Os estresses emocionais, espirituais, físicos e as doenças, são causados por um sistema imunológico suprimido. Dessa maneira, as doenças tem efeitos sobre o humor e estado de consciência. A consciência, é um produto cultural, pois é a cultura que nos educa para que tenhamos a cognição que dá a consciência. A cultura utiliza a música, roupas, alimentos, os livros didáticos, a religião, a história, contos, mitos, a arte e a ciência para criar uma sociedade. Neste caso, o indivíduo é o espelho da sociedade.

O sistema de crenças é dado pela cultura, e as crenças dão a uma pessoa, emoções. A reação a uma emoção, é chamado de sentimento; a emoção que dura um tempo, é chamado de humor. Ou seja, os sentimentos, gostos e opiniões são baseados na cultura.

Uma pessoa preta que ouve uma ópera italiana certamente não irá responder corporalmente, visto que não há um sentimento em relação a está música. Podemos observar que os negros evangelizados fizeram do templo evangélico um grande centro de macumba, tão vibrante como qualquer terreiro de candomblé, pois o forte sentimento ligado a pessoa preta faz com que ela transforme o lugar em que chega. Essa pessoa quando ouve o ritmo de um tambor, certamente sentirá a reação em seu corpo de imediato. Mas as pessoas pretas que foram castradas de seus sentimentos em consequência do crime da escravidão, do colonialismo violento e dos alimentos-lixo ingeridos, terá a sua consciência distorcida e será necessário um suplemento de melatonina.

Em relação a ciência caucasiana, se observarmos mais de perto, vamos perceber que ela é branco-masculina-centrada, fundamentadas em mitos e teorias que não podem ser comprovadas; a psicologia européia  por exemplo, que é fundamentada por mitos gregos como o mito de Édipo. O uso da psicologia européia distorce a capacidade de uma pessoa preta a pensar de forma saudável de modo que possa compreender a si mesmo.

Psique, significa borboleta, que, após sua metamorfose, possuindo duas asas, como a dualidade noite-dia, ou luz e trevas, permanece em oposição e conflito constante entre si. Essas asas em movimento, fazem a mente pensar, sempre que uma asa se move para contrariar o movimento da outra; e é dessa forma única que o voo se faz; na contradição.

A crença européia da divisão do cérebro em três partes: O Id, que vem a ser o cérebro animal; o Ego, que luta para controlar esse cérebro animal, significando o pai; e o superego, significando o pai e a mãe. Ou seja, a sociedade, lutando para controlar o cérebro humano que está em batalha contínua contra o Id, aquele cérebro que se entrega a total luxúria sexual. Essa é a base da psicologia européia. Sendo assim, na ciência caucasiana não há uma concepção para alcançar níveis mais elevados da função e do pensamento.

Os caucasianos tem uma pseudo melanina, adquirida durante o processo de mestiçagem com o povo negro, que é a feomelanina. Para compreender melhor, as pessoas pretas tem a eumelanina que produzem a melanina, sendo esta a mesma substância que dá o peso molecular a melanina; o peso que a feomelanina não tem. A melanina no corpo preto, funciona como o uso oxigênio pelo radical livre que o permite decompor o metal, quebrando suas substâncias, oxidando esse metal. Desse modo, as pessoas pretas fazem uso dessa melanina de diferentes formas no corpo, na mente e no espírito.

Nesse caso, a única maneira de uma pessoa preta se conhecer é negando a consciência branca, partindo para desobediência total, geral e irrestrita em todos os níveis, para livrar-se da lavagem cerebral eugênica movida pela branquitude, que promoveu, travou e trava uma guerra suja epistemicida e biológica contra a negritude, procurando eliminar, não só fisicamente, mas também mental, filosófica e espiritualmente, num intuito estúpido, infantilizado e desnecessário de transformar o mundo em um grande game; um game como monumento em homenagem a sua egolatria; transformando, desse modo, esse planeta azul, num lugar aonde ele possa passar seu tempo, com seu brinquedo favorito, controlando seu game, num eterno jogo, onde só pode haver um ganhador; e isso, decorre de uma completa e total carência cognitiva; carência esta provocada justamente pela ausência da melanina; fato que poderá, lamentavelmente, levá-lo quase sempre a responder a qualquer argumento, de natureza mais elevada, com o estúpido exercício da dissociação cognitiva que lhe é tão peculiar; dissociação essa, trazida com o um pomposo envólucro de arrogância e indolência; sentimentos eurocentrados tidos como "qualidades", que falsamente lhes dão o ar de superioridade; e com os quais procuram por legitimação, de forma totalmente equivocada, infantil, pedante e petulante; desde o momento em que se procura desumanizar o outro para atingir seus nefastos intentos. É neste processo infame que se resume a consciência branca: de forma constantemente inconscientemente.











domingo, 13 de novembro de 2016

AnastáciA...

Falar Africamente, é dar voz ao silêncio ensurdecedor das palavras amordaçadas na superfície das páginas dos livros de história escritos por arrogantes, indolentes e raivosas pessoas brancas,  quando grafadas naqueles livros onde é recorrente nos vermos sempre acorrentados e em eterno sofrimento, como se nesse suplício subalternizante se resumisse e se encerrasse nossa história; a história do povo negro.  


Olhando atentamente nas entrelinhas desse incomensurável, doloroso e permanente hiato histórico, vamos descobrir, perversamente escondido e meticulosamente encoberto pela superfície cacofônica, na tertúlia do discurso retórico brancófago; que o antigo Cartago fazia parte da África, e a arábia pertencia ao reino de Khush enquanto o mar vermelho era seu lago interior. Tudo isso aconteceu antes do Chefe Chaka, um guerreiro Zulu, ter sido traído por seu irmão e as queridas pessoas brancas renomearem o Cabo para África do Sul. 


Veremos que o oceano Atlântico era conhecido como Mar Etíope, e o oceano Índico como Mar Eritreu; Gana, Mali, antes império Songhai, todo o Saara era Sudão e o Sudão foi a antiga Núbia; a Tanzânia era o Zimbabuê, e a Eritreia e Somália eram unificadas.


Vamos falar desse momento anterior, antes da Abssínia ser Aksum e antes dos Mongol-turcos renomearem Marrakesh como Marrocos, todo o norte do Saara Ocidental, quando  até a Espanha era Mauritânia. Vamos, enfim confirmar, que toda a Europa Ocidental era governada por Nobres Negros conhecidos como Andaluz.

Nesse estrondoso silêncio criminoso, vamos descobrir que nossa pátria-mãe, foi nossa Pasárgada, nosso Eldorado conhecido como Etiópia. Enfim, ensinamos aos gregos que Ética era uma mentalidade Etíope e, de acordo com a etimologia; Etiópia era o último nome internacionalmente conhecido da Mãe-Terra. Ou seja, as queridas pessoas brancas invertendo o mundo, inverteram também os valores desse mundo, reescrevendo, codificando e redecodificando o conhecimento apreendido, após a apropriação indébita e o epistemicídio da ontologia e da epistemologia originária, transmitida pelo Povo Negro.



Tínhamos até então, um mundo matrilinear, quando a mulher negra era considerada e respeitada como a paridora da humanidade, a Deusa que dá vida; pois antes das queridas pessoas brancas subverterem esse princípio,  os homens,  que aravam a terra, tinham a missão de sustentar a vida dada pela mulher;  e essa mulher negra,  possuindo o divino dom da comunicação entre o mundo visível e invisível; entre os que aqui se encontram e os que os que aqui ainda irião vir; tinha ela a missão de preparar e abençoar o alimento de cada dia trazido por este homem.

Essa inversão de princípios foi introduzido primeiramente pelo Árabes, que vieram a limitar o número de Pretas e Pretos no instituto da poligamia negra; uma vez que a atrocidade praticada por esses conquistadores islâmicos durante o estúpido instituto da escravização, fez com que o norte da África se embranquecesse, visto que a castração de negros escravizados tornou-se lugar comum, dada a natureza do genes negro ser dominante no mundo; a cada dez negros castrados, apenas um sobrevivia a essa infâmia, sem obviamente, deixar descendentes. 


Após a conferência de Berlin, em 1884 e 19885, retalhar o território africano; como se retalhasse um gado para repasto, afim de satisfazer seu insaciável e voraz apetite capitalista; as queridas pessoas brancas tem hoje a tranquilizadora e falsa sensação transmitida pela certeza mentida dos desonestos livros de história, que as fazem acreditar que, realmente existe um líder que preside os países por eles demarcados,  quando na real, são os mansas que lideram em cada comunidade aleatoriamente ajuntadas. Ajuntadas como se juntam os cacos de diferentes vasos negros quebrados e espalhados pelo chão ensanguentados; sem no entanto,  perceberem que esses vasos com figuras negras,  mesmo quebrados, mantiveram suas formas,  suas diferenças e singularidades. 


Certamente, uma das mais lamentáveis perdas, foi justamente a arranhadura de alguns preceitos basilares, como o princípio matrilinear por exemplo, que se deu em muitas regiões onde os árabes trouxeram o instituto do patriarcado, enquanto as queridas pessoas brancas lapidaram e introjetaram tal princípio através da violência do irascível machismo. Sundiata Keita, que reinou entre 1217 e 1255,  o soberano mais festejado do império Mali, teve sua responsabilidade nesse processo, uma vez que inaugurou uma linha sucessória de reinado formada somente por homens. 

No catastrófico estrago promovido pela conferência de Berlin, foi oficializado o crime da colonização; essa colonização não teve sua duração superior  a 50 anos em consequência das oposições e resistências nos referidos países. Diferente da duração dos sequestros e dos saques realizado por séculos e ainda praticado atualmente;  foi irreparável, permanente e continuado os estragos causados ao rico solo dos povos africanos, que sempre consideram tal solo como algo extremamente sagrado, haja visto que o fundamento de suas religiões sempre se traduziram pela sustentabilidade. Nosso Povo não possuía, portanto,  o senso predador das queridas pessoas brancas, que hoje, perversamente fazem uso das ONGs para explorar e violar o solo africano em busca de suas riquezas minerais, sem que os Mansas, chefes das comunidades, tenham se organizado para enfrentar essa criminosa e violenta violação a Mãe-Terra. Terra esta que outrora, o ouro tinha valor simbólico para seus Povos, tanto que o Rei de Gana sistematicamente distribuía ouro para o povo durante as cerimônias públicas. 

Mas, devido a cancerosa chegada dessas queridas pessoas brancas, com um séquito maquiavélico, hipócrita camuflado com a política cínica  sustentada por uma fina e grotesca dissimulação, conseguiram convencer muitos africanos a conferir valor material ao ouro, na medida em que os convenciam a viver de tributos e não mais do trabalho. Foi desse modo, que a revolução industrial iniciou o seu efetivo processo de transformação do homem em escravo.

Mas retornando a remexer o fundo do texto e, observando de perto a Guiné de hoje, por exemplo, vamos constatar que os Mansas é que dão as ordem em 80% do território guineense, num país onde se tem um presidente que faz acordos internacionais com as queridas pessoas brancas, que não sabem que esse acordo não vale absolutamente nada sem as respectivas anuências de cada chefe comunitário, os Mansas locais. Ou seja, os mais velhos, desde o momento em que originalmente, o título de rei é dado ao mais velho da comunidade, que mesmo sendo o chefe, sempre consulta a sua mulher antes de qualquer decisão a ser tomada.


Nas comunidades, onde o princípio Ubuntu é o princípio que fundamenta sua existência, cada família tem o seu ofício ou sua especialidade: ferreiro; tecelã, coureiro, etc. e o comércio tendo como base a responsabilidade coletiva, a cooperatividade, o corporativismo, a ancestralidade e religiosidade entre outros princípios básicos dos valores que constitui a civilização Negra que, costumavam manter; e muitas ainda mantêm; um conselho formado pelos mais influentes da área militar, da área comercial e outras duas áreas distintas, que formam uma junta comandada pelo Mansa, vai ordenar ou coordenar as diretrizes e decisões nas respectivas comunidades. Sendo que o Dieli (pejorativamente chamado de Griôt pelos colonizadores franceses) é quem faz a costura de toda essa política, uma vez que ele é quem educa o futuro Mansa.

Portanto, falar de Áfraka,  originado do termo K'Africa, nome dado pelos Árabes a uma determinada região do continente, cujo nome acabou sendo generalizado pelas queridas pessoas brancas, vindo dessa maneira, nominar todo o continente. Antes disso, os nomes das comunidades era os mais de 100 nomes pelos quais eram conhecido a divindade que deu vida ao mundo, que certamente, esse "criador" não era um genitor, mas sim, uma "genitora". 

Ou seja, essa Divindade patriarcalizada pelas queridas pessoas brancas, era na verdade, uma Mulher Negra; a existência da Mãe-África é a prova material, onde habita em tudo seu Princípio Vital. Sem mencionar que a religião Cristã, é bem anterior ao próprio Cristo, pois ela já existia na Etiópia, sendo seus adeptos denominados de Cristão primitivos e o monoteísmo anterior a presença de Moisés nas águas do Nilo, pois o Egito era monoteísta bem antes dele.


Desse modo, a religiosidade africana prescindi a quaisquer religiões, seitas ou denominações, já que o Deus, ou a Deusa, é a própria natureza; está em tudo e em todos, visto que, como sempre foi ressaltado pelo princípio Ubuntu; ao contrário do pensamento trazido pelas queridas pessoas brancas, que sustentavam a existência de um centro no universo; inversamente, para a filosofia africana, o centro do Universo se encontra em cada pessoa; cada Ser é um Centro, existindo portanto, vários centros universais dentre os universos únicos do universo. 

Ou seja, não existe um centro no sentido eurocêntrico, uma vez que o africano encara o universo como uma infinita melodia, onde cada nota é de importância vital nessa canção universal; devendo dessa maneira. manter-se em harmonia, já que, o desafinar de uma nota qualquer; traduzida pelo desequilíbrio de uma só pessoa; na imensidão dessa galáxia de pautas, na orquestra da vida; é capaz de comprometer toda a canção, pondo em risco a existência do próprio universo; por isso, ao contrário do "outro" inventado por Freud, na epistemologia africana só existe o "Nós": Sendo assim, reza no princípio Ubuntu que, eu sou porque nós somos; desse modo, uma pessoa só é uma pessoa através de outra pessoa. 

Portanto, cuidemo-nos cuidando de todos, para que a existência nunca cesse; pois é essa troca de cuidados que geram miríades energéticas entre os seres, criando a vida e fazendo com que o universo se mantenha em sua plenitude. 
Desse modo, podemos inferir que, o lugar de se ouvir a honestidade da história, é no ensurdecedor silêncio da própria história quando parida no grito de dor da tomada de consciência.