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terça-feira, 24 de setembro de 2013

KIBA: Ser e não Ser..!!


http://youtu.be/GVXOU4Ktkhs
A palavra kiba é traduzida do idioma bantu, significando pele. A produção narra a saga de uma mulher negra que vê seu reflexo no espelho e vitrines, a imagem refletida de uma mulher loira, de cabelos liso e longos, e de olhos azuis e seu processo de descobrir a si mesma.

Durante a narrativa, um programa de TV exibe depoimentos de mulheres negras reais falando sobre suas histórias de vida e de seu percurso até chegaram a ocupar o espaço que ocupam, e como fizeram para conseguir a vez e a voz. 

Essas são as mesmas TVs que sempre a acompanham em seu cotidiano, no trabalho, na rua e em casa, revelando, dando voz e espaço, mostrando o lado escondido de quem se encontra eclipsado por realidades formatadas pela cultura hierárquica veiculada pela mídia, como bem assinala Jean Baudrillar, além da inter-relação e da relação consigo mesma, de acordo com Baumam.

A narrativa exibe o modo pelo qual a personagem se deixa influenciar e se transformar, até o ponto em que o filme se revela, mostrando o lado “real” quando sai do espelho e vem para o lado em que o outro personagem está se refletindo: É na verdade uma mulher “branca” que tem toda sua cultura negra, todos seus antepassados e ancestralidade negados por sua cútis culturais, como assinala Franz Fanon.

Agora sim, a história recomeça com ela iniciando sua própria história, se redescobrindo e se reconhecendo, para perceber o sentido do Ser, de Ser ou deixar de Ser; tal como recomenda Michael Foucault; mudando a fonte da verdade.

Roteiro e direção:

Israel de Oliveira é Professor, Educador musical, Artista plástico, produtor, escritor, cronista, roteirista e desenhista.