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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Dia da Terra


Diário de bordo do vigésimo segundo dia do mês de abril, do ano gregoriano de 2020: A Nave-Mãe, Gaia, flutua no vazio do espaço cósmico trazendo a bordo cerca de 25 bilhões de almas, algumas com suas Naves-Corpos e outras sem esses Corpos-Naves que transportam essas mesmas almas através das Galáxias, dos Multi-universos e das multi-Dimensões, nas suas várias linhas de tempo e de espaço.

Essas Naves-Corpos, foram cientificamente classificadas e categorizada como máquina, e certificada como corpo humano pelo Estado profundo; essas máquinas humanas são capazes de acomodar a alma que, a exemplo de um vórtice, possuí diversos corpos dentro de si mesma, de forma fractal, cujo espírito, sendo um e também uno consigo mesmo, não pode ser contido dentro da extensão do planeta que o abriga.

Entre as 40 Naves que trafegam no espaço da Via Láctea; sendo que a academia terráquea só foi capaz de identificar sete [1]além da Terra até o momento; Gaia é conhecida no Universo galáctico como Merlia[2], semelhante a todas as outras Naves, com sua Geosfera, Biosfera e Atmosfera; ela faz uso da Luz como combustível, e tal como as Naves-Corpos que ele contém, todos têm em comum o material que as estruturam.

Há éons, Gaia foi transformada num caldeirão metafísico, assim que se tornou o ponto de encontro das almas oriundas de múltiplos cantos do Universo; essas almas de origens distintas, procederam de Sírius, Vegas, Órion, Plêiades, Altair, Andrômeda, Alcione, Capela, Vênus, Marte e tantos outros Naves-Planetas e aglomerados que formaram a Federação Galáctica.

Gaia agora se prepara para retornar como componente dessa mesma Federação; por hora, ela somente aguarda as almas cativas de si mesmas despertarem, já que essas mesmas almas ainda desconhecem as próprias asas (merkabah[3]), e por isso mesmo se limitam ao que foi estabelecido por essa holografia especialmente criada para esse cativeiro em que Merlia acabou por se transformar, durante esse período escuro de sua existência.

Quando essas almas compreenderem que elas não têm uma vida, ao se conscientizar de que elas são a própria vida, percebendo assim que suas Naves-Corpos são os veículos especiais usados para proporcionar as vivencias e situações na superfície de Gaia, tal como o mergulhador, que ao visitar as profundezas do oceano, busca fazer uso dos equipamentos necessários para tal empresa.

Mas, a Matrix holográfica reinante em Gaia, impediu que as almas contidas nesses Corpos-Naves percebessem que esses mesmos corpos são tão-somente seus veículos de exploração que os carregam sobre Gaia.

A Mãe-Terra que, com sua generosidade incondicional nos recebeu em seu seio, amorosamente cuidando e protegendo cada ser que sobre ela tem abrigo, agora brilha espargindo seu esplendor desde Vênus até Solara[4] iluminando o firmamento sem fim e sem forma, celebra em seu dia, seu aniversário de Ascensão.




[1] Marte, Vênus, Saturno, Netuno, Júpiter, Mercúrio e Urano.
[2] Feminino de Merlin.
[3] Veículo da alma.
[4] Planeta com três sois.


domingo, 5 de abril de 2020

O Sorriso de Gaia


Nesse exato Agora, Gaia pulsa em perene Alegria Celebrando este Dia de plena alforria ao cintilar em intensa Luz, espargindo seu fulgor como Eterno Diamante encravado sob intenso azul celeste, que se lapidou como carvão ativado na magia manifesta pela centelha Divina. 

Os Universos em festa saúdam em Uníssono ao vibrar nessa Luz que reluz como eterno presente que ao mesmo tempo se doa e se recebe, trazido pelo raio fractal originado nessa fonte Maior que abrange toda a vastidão e recônditos do infindo Cosmo, dando forma a esse Arco-íris celestial que abençoa cada canto entoado pelo sorriso franco dessa natureza: riso que irradia as melodiosas notas dessa alegria incontida no ritmo colorido de tons expostos na obra-prima dessa natureza viva que se derrama por todas as Dimensões e linhas de Tempo. Os Sinos ecoam, celebrando a todos que, como Gaia, vibram na frequência da procura de si mesmo, mergulhando nas cores desse fulgurante Arco célico. 
 
Foi no fundo desse metafísico caldeirão mágico que outrora; há éons; as cores dos olhos, da cútis e dos cabelos da humanidade se mesclou, formando conceitos, opiniões e reações que formaram diferentes graus de grupos humanos; enviesando assim, as suas existências, quando teceram os tapetes das vidas negociadas nas vitrines desse infame comércio que abriu dolentes feridas nas almas daqueles que se encontravam a bordo dos Negreiros que singravam os mares Gaianos. Agora Gaia se cura, cauterizando tais feridas como amorosa mãe e devotada cuidadora de seus tripulantes.

Gaia sorri...